Sette Câmara elege principal fraqueza do carro da Dragon em 2022: “Ritmo de corrida”
Sérgio Sette Câmara mais uma vez extraiu o máximo que pôde da Dragon para conseguir o quinto lugar — que virou quarto — no grid de largada, mas deficiência do carro em ritmo de corrida impediu que brasileiro somasse pontos
O eP de Nova York reservou emoções extremas e opostas ao brasileiro Sérgio Sette Câmara, que se acidentou ainda na primeira volta da classificação de sábado (16) — nem participou da corrida, já que a Dragon não conseguiu consertar o carro a tempo — e conquistou um inesperado quinto lugar no grid de largada da prova de domingo. Lutando contra um equipamento claramente abaixo dos demais na Fórmula E, o brasileiro agradeceu à equipe pelo trabalho e se disse feliz com o que conseguiu fazer, levando pela segunda vez o time ao mata-mata.
“O ponto forte do dia foi a classificação, que a gente conseguiu ficar em quinto”, destacou Sette Câmara. “Acabei largando em quarto porque teve um piloto penalizado, e isso foi ótimo, porque é a corrida de casa da equipe. Quero agradecer por terem me dado um carro tão competitivo na classificação. Fiquei muito feliz com a minha volta, com meu rendimento pessoal”, celebrou.
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A segunda prova do final de semana, entretanto, reservou uma história diferente da classificação — e a mesma que Sette Câmara se acostumou na atual temporada: a falta de ritmo de corrida do carro. Apesar de ter conseguido se segurar no top-5 durante boa parte da disputa, o brasileiro foi gradualmente sendo superado pelos adversários, que conseguem fazer uma gestão bastante superior de energia sem os problemas da Dragon.
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“Na corrida, fiz o melhor que pude para manter a posição. Fiquei em quarto, quinto, por um bom tempo”, pontuou. “Até a metade da corrida, eu diria que a gente estava muito bem, ali na zona de pontuação. Mas aí nosso carro começa a demonstrar a fraqueza dele, que é o ritmo de corrida, e a gente começa a cair até terminar lá atrás”, lamentou o brasileiro.
Por fim, Sette Câmara tentou olhar para o copo ‘meio cheio’, destacando algumas qualidades que puderam ser vistas em Nova York — principalmente o ritmo de classificação. Além disso, o brasileiro argumentou que as características do próximo circuito, em Londres, não favorecem um grande número de ultrapassagens. Assim, se conseguir novamente repetir um bom desempenho na classificação, o piloto pode tentar buscar os primeiros pontos da equipe na temporada.
“Mas ao contrário das últimas etapas, em que não tinha nada de positivo para ver, aqui teve a classificação, o início de corrida também”, avaliou. “Olhando para Londres, que é uma pista muito difícil de ultrapassar, pode ser interessante classificar bem. Quem sabe, pode ser uma pista em que a gente consiga manter a posição por ter essa característica de ser difícil de ultrapssar”, encerrou.
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