Palou admite quebra de contrato com McLaren e joga culpa em falta de perspectiva na F1

Atrás de reduzir pedido de indenização da McLaren em processo movido em setembro, Álex Palou reconheceu que quebrou o contrato que tinha com o time para 2024. O espanhol culpou a falta de perspectiva de receber uma oportunidade da equipe na F1 para decidir seguir defendendo a Ganassi na Indy

A longa batalha judicial entre McLaren e Álex Palou ganhou um novo capítulo. O atual campeão da Indy admitiu no tribunal que rompeu o contrato que tinha com a equipe britânica para continuar na Ganassi, time que defende na categoria desde 2021. A confissão seria para diminuir os valores do processo iniciado no segundo semestre deste ano. As informações foram reveladas pela agência de notícias Associated Press.

A admissão de Palou acontece durante um processo movido pela McLaren, que busca reparações de quase R$ 120 milhões pela quebra do contrato e alega que assinou com o piloto até 2026. À corte britânica, o espanhol afirmou que “perdeu confiança que [a McLaren] genuinamente tinha intenções de apoiar sua ambição de correr na F1 e decidiu seguir com a Ganassi na Indy”.

No documento, Palou ainda “admite que renunciou às obrigações contratuais” com a McLaren e que “o verdadeiro problema entre as partes é sobre a quantia que deve ser paga”.O pedido judicial da McLaren é de US$ 23 milhões – R$ 118 milhões na cotação atual, por danos causados ao time.

A equipe coloca na conta patrocínios feitos com a chegada de Palou, o uso do espanhol como reserva, o desenvolvimento de Palou, além de US$ 400 mil — quase R$ 2 milhões — em salários adiantados de 2024. O investimento na batalha legal com a Ganassi em 2022 não está na conta.

Álex Palou conquistou o bicampeonato da Indy em 2023 (Foto: IndyCar)

Essa é a segunda parte de uma longa batalha judicial que começou em 2022, quando Ganassi e McLaren ainda entraram em um acordo e Palou correu pelo time de Chip Ganassi em 2023, mas seguia vinculado aos britânicos para compromissos da F1.

Álex, inclusive, chegou a participar de treino livre no GP dos EUA do ano passado, além de ter sido reserva da McLaren no GP de Miami e ter feito simulador da equipe em algumas oportunidades.

Até mesmo a ausência de Palou aos boxes da McLaren durante o GP de Singapura de Fórmula 1, quando o bicampeão da Indy deveria guiar o carro no primeiro treino livre, entra na conta. O evento aconteceu dias após o fim da temporada da Indy e quase um mês após o começo do imbróglio entre as partes. Mesmo assim, Brown avisara que esperava a ausência de Palou para adicionar ofensa à injúria com um desrespeito, no entendimento da McLaren, ao acordo firmado entre time e piloto.

Segundo o processo, o aviso de que Palou não cumpriria o contrato foi dado por seus advogados à equipe no dia 8 de agosto de 2023. Logo depois de conquistar o bicampeonato da Indy, Álex foi confirmado pela Ganassi para 2024.

O valor pedido pela McLaren no processo vai na linha do adiantado semanas atrás pelo jornal Indystar, que informou que a equipe de Woking havia calculado um prejuízo que girava entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões.

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