Andretti elogia carros “mais puros” e se anima com aumento de ultrapassagens da Indy: “Fizeram o que a F1 não conseguiu”

Mario Andretti gostou dos novos carros da Indy, agora com um visual mais retrô e um downforce menor que facilita ultrapassagens. A comparação com a F1 é óbvia: os carros são mais rápidos, mas complicam as ultrapassagens orgânicas. O veterano, no entanto, também criticou a Indy a respeito do fim da temporada ser cedo demais, em setembro

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Um dos poucos pilotos da história a ser campeão da F1 e da Indy, Mario Andretti tem opiniões que quase sempre geram repercussão. Desta vez, o patriarca do clã Andretti apontou que a principal categoria do esporte a motor foi na maré contrária à da série americana na produção de carros e dificultou as ultrapassagens. O que denota um erro da F1, mas um acerto da Indy.

 
Na avaliação de Mario, a nova geração de carros da Indy atende aos puristas. Os modelos se livraram das complexidades antigas e focaram numa estrutura retrô. Simples, com downforce muito menor e sem os kits aerodinâmicos fornecidos pelas fabricantes de motor. A primeira etapa da temporada, em São Petersburgo, teve 366 ultrapassagens, um recorde histórico do campeonato.
 
A F1, por outro lado, mudou drasticamente os carros para a temporada 2017. Os bólidos agora são mais largos e muito mais rápidos, mas com um downforce tão grande que repele os carros entre si e dificulta ultrapassagens orgânicas.
 
"Na Indy, a direção fez um grande trabalho para mudar as coisas. Estão fazendo o certo com a aerodinâmica dos carros e voltando a um estilo mais puro, algo que eu acredito que os aficionados de monopostos gostam de ver", apontou em entrevista à revista inglesa 'Autosport'.
 
"Infelizmente o carro do ano passado parecia mais com um protótipo, com todas aquelas aletas e toda aquela palhaçada, mas o que eles conseguiram fazer [para 2018] é o tipo de coisa que a F1 não conseguiu. Reduziram o downforce, mas ainda há um bom downforce com o Efeito Solo porque não se cria turbulência. Com as asas menores você pode se aproximar ao câmbio do adversário e fazer uma ultrapassagem competitiva", avaliou.
Mario Andretti (Foto: IndyCar)

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"Pessoalmente, acredito que é aí que a F1 perdeu. Deram aos carros mais aderência mecânica com pneus mais largos, que deram a eles um peso maior e mais turbulência. Ao aumentar as asas, diminuíram os pontos de frenagem ainda mais, o que quase elimina as chances de ultrapassagem. Você tem a asa móvel, que agora é mais necessária do que nunca, mas, ao mesmo tempo, ainda que com a asa móvel, você precisa poder se aproximar do câmbio do outro cara ao sair da curva. E não dá para usar a asa móvel até que esteja na reta", lembrou.

 
Apesar dos elogios, Andretti também tem suas críticas à categoria de Indianápolis. O fato de terminar a temporada em meados de setembro, por volta de 75 dias antes de F1 e Nascar, incomoda o veterano.
 
"A única coisa negativa que eu vi é que a temporada termina muito cedo. Não há motivo para isso", reclamou. "Eles [a Indy] falam sobre competição na TV e tudo mais, mas, para mim, é bobagem. Você precisa ficar na TV, porque a Indy está competindo por tempo com a F1, a Nascar… A Indy desaparece em setembro, é um desserviço aos pilotos mais que outra coisa. É uma coisa com a qual eu discordo da gerência e nunca irei concordar. Gostaria que consertassem isso, mas acho que tem muita coisa boa mesmo assim", encerrou.
 
A Indy volta em 7 de abril, direto do oval de Phoenix.
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