Andretti insiste em continuidade para 2021. Dale Coyne regride e ressuscita Jones na Indy

A Andretti manteve a tradição de dar sequência aos seus pilotos e apostou na bola de segurança com Ryan Hunter-Reay e James Hinchcliffe. Dale Coyne sofre baques seguidos e tenta se recuperar

Com menos de três meses restantes para o início da temporada 2021, a Indy segue com importantes anúncios sobre vagas garantidas para o próximo campeonato. A Andretti, uma das equipes mais tradicionais do grid, anunciou as renovações de contrato de Ryan Hunter-Reay e James Hinchcliffe, enquanto a Dale Coyne surpreendeu e comunicou o retorno de Ed Jones.

Após um 2020 complicado, com apenas uma vitória nas mãos de Colton Herta, a Andretti manteve a mesma postura dos anos anteriores. Ryan Hunter-Reay teve o vínculo renovado por mais uma temporada, algo completamente esperado por tamanha relação de fidelidade das duas partes, além do apoio da DHL, que está com o piloto há tempos.

Há tempos que Hunter-Reay não é um candidato ao título na Indy, mas sempre faz o esforço para estar entre os 10 primeiros, apesar da irregularidade. A renovação com o veterano mesmo após anos de baixa pode ajudar os mais novos Alexander Rossi e Colton Herta, além de dar o voto de confiança para quem sempre esteve junto ao time.

Ryan Hunter-Reay no GP de Indianápolis (Foto: IndyCar)

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James Hinchcliffe vai correr a temporada completa pela Andretti pela primeira vez desde 2014. O canadense se aventurou na Schmidt Peterson até a McLaren tomar o controle da equipe e resolver apostar nos novatos. Pela Andretti, foi contratado para três corridas em 2020, que viraram seis após a demissão súbita de Zach Veach.

Promover Hinchcliffe ao posto de titular durante a temporada completa é um movimento digno e um casamento perfeito. O piloto é um dos mais populares do grid e também um dos melhores, apesar de não pertencer à elite da categoria. É um piloto digno de completar o programa de quatro carros da Andretti.

E apostar no canadense também é um sinal de segurança. O time manteve o fraco Zach Veach nos anos mais recentes e viu um dos carros de equipe sempre ocupando as últimas posições e sem as condições necessárias para desafiar Penske e Ganassi, mesmo que apenas para roubar pontos.

James Hinchcliffe na Andretti (Foto: Indycar)

Já na Dale Coyne, a situação não é das mais positivas com o retorno de Ed Jones. Apesar de ser uma sólida equipe do pelotão intermediário, os problemas financeiros existem, tanto que só conseguem manter dois carros por conta das parcerias, e o time acabou tomando dois golpes nos últimos meses.

O primeiro foi pela saída de Álex Palou para a Ganassi. O piloto espanhol tinha o apoio da Team Goh que bancava o carro #55. Palou era um jovem sólido se descobrindo na Indy e que já foi captado por uma equipe grande. Além dele, Santino Ferrucci deixa a equipe para se aventurar na Xfinity Series, da Nascar.

Apesar da controversa postura dentro e fora das pistas, Ferrucci teve temporadas competentes pela Dale Coyne, se destacando bastante nos ovais. Agora, o jovem americano decide mudar os rumos da carreira, já visando uma possível transição para a Cup Series no futuro.

Ed Jones teve um começo de carreira muito bom com a Dale Coyne em 2017, mas foi queimado ao sucumbir na Ganassi, com a famosa “maldição do carro #10”. Depois de outra temporada ruim, agora na Carpenter, ficou fora do grid, mas é ressuscitado na categoria por seu antigo patrão, que também o utiliza como bola de segurança.

O segundo carro da Dale Coyne ainda está indefinido. A possível presença de Romain Grosjean traria um bom alívio ao time, que também contaria com a experiência internacional do francês, que é um chamariz de patrocínios interessante.

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