Atrás do impossível, Newgarden vence batalha. Mas ainda tem Everest a ser escalado

Josef Newgarden tem uma missão das mais complicadas na temporada 2020 da Indy, mas pode sonhar em escalar o Everest se sobreviver a cada dia. E foi exatamente o que aconteceu na classificação do GP de Indianápolis 2

Sobreviver a cada dia. É assim que Josef Newgarden precisa trabalhar caso queira ter qualquer chance de se sagrar tricampeão da Indy em 2020. Grande rival de Scott Dixon no grid atual da categoria, o americano não foi, em momento algum do ano, um candidato real ao título, mas foi se segurando. E é isso que Newgarden precisa seguir fazendo para manter esperança, além de escalar um Everest.

Newgarden entrou na rodada dupla do GP de Indianápolis 2 com 72 pontos de desvantagem para Dixon e, analisando o resto do campeonato, foi meio que assim que ficou do rival o ano inteiro. Fica claro, então, que Josef precisa se concentrar em ir postergando a decisão, tem de fazer com que o oponente faça mais e mais pontos e, claro, isso implica na busca por poles e vitórias, uma em cima da outra.

Nesta quinta-feira (1), Newgarden venceu a batalha. Em uma classificação bastante complicada por uma bandeira vermelha causada por Takuma Sato, o americano se deu bem. Sim, o 12º lugar de Dixon no grid foi também na conta de um azar gigantesco, mas faz parte, Newgarden não tem nada a ver com isso. No fim, em segundo, Josef ganha o ponto extra que tinha disponível hoje e se coloca em posição de ataque na corrida 1.

Josef Newgarden precisa sobreviver em Indianápolis (Foto: IndyCar)

No fim das contas, Josef sobreviveu ao que tinha de sobreviver na quinta-feira e, agora, precisa vencer a corrida 1, bem como torcer para que Dixon fique, pelo menos, fora do top-5. Eram 72 pontos, agora são 71 e é óbvio que eles não vão sumir em um só dia. Mas podem virar 108 e, se isso acontecer, sequer tem disputa nas últimas duas provas.

A meta está posta para Newgarden, não há nada que o ótimo piloto da Penske possa fazer agora além de se defender. No fim das contas, não pode deixar a margem de pontos subir após a corrida 1 e, na corrida 2, tem de baixar a distância para, pelo menos, 40 pontos, para que tenha uma chance ao menos matemática em St. Pete. É quase um milagre, mas, se acontecer, vai ser no passo a passo.

Scott Dixon não precisa de muito (Foto: Indycar)

Do outro lado, para Dixon, o 12º lugar nem é grave assim. É óbvio que o neozelandês não pode sentar na vantagem e aceitar passivamente ficar para trás, mas ele jamais faria isso. Assim, é compreender que teve azar e tentar, cautelosamente, remar de volta na corrida, especialmente lançando mão de suas armas na estratégia. Um top-5 seria fundamental para segurar a distância acima dos 50 pontos e seguir jogando com o regulamento, mas sem deixar para trás alguma competitividade.

No dia da primeira pole da carreira do excelente Rinus VeeKay, Josef teve, sim, uma grande vitória, mas vai precisar de mais quatro, cinco se quiser ser campeão. O primeiro degrau foi superado, verdade, mas não dá para relaxar. Existe ainda um Everest inteiro para Newgarden escalar. E aí, quem sabe, havendo alguma chance na final, derrotar um rival que, por enquanto, parece imbatível.

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