Caos complica Newgarden na classificação, mas dá esperança para corrida em St. Pete

O oitavo lugar no grid foi um golpe duro para Josef Newgarden no sonho do tricampeonato, mas as circunstâncias podem dar um fio de esperança: tem muito carro rápido e o muro parece ter um ímã, o que faz crer em uma corrida louca em St. Pete que pode complicar para o líder e favoritíssimo Scott Dixon, que larga apenas em 11º

Definitivamente, não foi o sábado (24) que Josef Newgarden sonhava em St. Pete. Azarão na briga pelo título, o americano chegou na final em busca de todos os pontos possíveis e, em oitavo no grid, já deixou 1 pelo caminho. Na corrida, só a vitória interessa, mas ao menos o imponderável parece estar ali para ajudar.

É que a oitava colocação no grid aconteceu muito pelas circunstâncias atípicas do dia. Primeiro, um ponto que pode ser bom e ruim. Explico: foi uma classificação com muitos carros rápidos, como as Andretti, Will Power, Pato O’Ward e Jack Harvey. Por um lado, podem atrapalhar Newgarden na briga pela necessária vitória, é verdade, mas também são figuras fundamentais para que Dixon não termine no top-10 e, consequentemente, some os pontos que precisa para o hexa.

Além dos muitos carros rápidos, há também um ingrediente fundamental para manter vivas as esperanças de Newgarden em um milagre: o caos completo e absoluto que foi visto na definição do grid. Erros, rodadas, mas, especialmente, muitos toques no muro marcaram a classificação e é aí que mora o perigo para Dixon, que sai de 11º. Além de ter de se cuidar para não bater, o neozelandês também vai precisar da sorte de não se envolver em confusão alguma, o que é até improvável pensando no que foi o sábado.

Josef Newgarden vai largar na oitava posição (Foto: Indycar)

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Newgarden e Dixon, inclusive, experimentaram um pouco do caos. Presos no tráfego e cercados de rivais que iam e voltavam do muro com frequência, os dois ainda perderam os segundos finais de Q2 quando Simon Pagenaud causou uma bandeira vermelha. Antes disso, foi Max Chilton o causador de uma interrupção que custou 30 minutos para a direção de prova decidir quem punir ou não por infrações em bandeiras amarelas. Novamente: caos, confusão, anormal, ou seja, o que Josef precisa.

“Apenas tornamos as coisas mais difíceis para nós mesmos. Arriscamos no Q2 e não foi na direção certa. Não conseguimos tirar o máximo, tive muitos erros e as voltas não foram limpas. Se eu fizesse uma volta limpa, seria suficiente para avançar, mas não completamos o trabalho. Ainda podemos vencer do oitavo lugar, só dificultamos um pouco para nós mesmos”, reconheceu Josef, que venceu na pista em 2019, mas sai amanhã atrás de uma Penske, três Andretti, uma McLaren, uma Meyer Shank e até uma Foyt.

Com isso tudo, uma análise por dois prismas é bastante válida para o dia de Newgarden. A primeira e mais óbvia é a que, sim, Josef teve um dia abaixo das expectativas, não classificou em ótima posição e decepcionou, até porque o companheiro Power fez a pole; a segunda é a de que tudo foi tão caótico e complicado que, fazendo tudo certo no domingo e vencendo, a janela para um Dixon fora do top-10 apareceu.

Scott Dixon vai largar em 11º e precisa se manter longe do muro (Foto: Indycar)

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“Foi um pouco estranho. Na primeira parte, o carro estava muito bom, só não encaixava muito bem. Então, mudamos de ideia. Na primeira ida, fizemos três voltas nos pneus duros e quatro nos pneus macios. Pensávamos que os macios estavam rápido o suficiente, mas naquele momento, com tráfego, precisei diminuir e tive apenas duas voltas. A cada curva, o carro ficava mais aderente. Eu precisava apenas de mais uma, mas é isso. Erro nosso”, explicou Scott, que resolve a vida e o hexacampeonato se ficar entre os dez primeiros amanhã.

A missão de Newgarden é das mais ingratas e, claro, das mais complicadas dos últimos tempos. 32 pontos é muita coisa, sair de oitavo para primeiro é muita coisa, mas o americano já fez bastante ao levar a decisão até a final. Agora, é aguardar que a versão mais agressiva do piloto da Penske surja novamente e, tentando fazer a parte dele, é ver o que acontece na corrida de Dixon.

O título segue nas mãos do neozelandês, mas é difícil imaginar que venha em uma corrida modorrenta em St. Pete. No fim das contas, a primeira corrida de rua do ano vir justamente na final foi algo excelente para a Indy, que vê seus pilotos em constante desafio contra o muro.

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