Chefe da Haas admite felicidade por Grosjean na Indy: “Mostrando que é capaz”

Em sua primeira temporada na Indy, Romain Grosjean surpreende e brilha com dois pódios e uma pole-position. E para seu ex-chefe na Haas, Guenther Steiner, tudo o que aconteceu em sua trajetória na Fórmula 1 o fez ainda mais capaz

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O acidente de Palou, Dixon e VeeKay (Vídeo: NBC)

Que Romain Grosjean segue surpreendendo na Indy, não é novidade. E, embora a adaptação não seja fácil, até este momento, o francês coleciona em seu primeiro ano de categoria já dois pódios, uma pole-position, além de uma estreia ‘divertida’ nos ovais no GP de Gateway, o mais recente do calendário. No campeonato, está na 15ª colocação, a melhor de sua equipe, Dale Coyne, com 222 pontos, e é o segundo melhor estreante, 23 pontos atrás do neozelandês Scott McLaughlin.

Mas o caminho trilhado para brilhar na Indy não foi fácil. Depois de cinco temporada na Haas, não faz nem um ano que o piloto escapou de um carro em chamas no GP do Bahrein, além de ter chegado à Indy com a pecha que recebeu na categoria vizinha, de trapalhão, barbeiro. Por esses e outros motivos, o primeiro ano de Grosjean neste novo desafio é motivo de sorrisos, sobretudo para Guenther Steiner, chefe de equipe da Haas, ex-equipe de Grosjean, que revelou que conversou com o #8 há alguns meses e está feliz por seu trabalho.

“Estou muito feliz por ele”, disse Steiner, em entrevista à revista britânica Autosport. “É bom que ele possa voltar a correr e fazer o que está fazendo. Porque é claro que surpreende as pessoas, ele não faz parte de uma das três grandes equipes da categoria, o que já é difícil. Ele mostra que é muito capaz e tem algo muito bom para levar a sua equipe”.

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Romain Grosjean fez sua estreia em ovais no GP de Gateway (Foto: IndyCar)

O dirigente italiano entende que o piloto de 35 anos tenha caminhos melhores agora. Ele explica que, além do acidente que quase custou a vida de Grosjean em 2020, o carro da Haas tinha uma série de problemas que impediam o francês de buscar por melhores resultados — seu melhor foi uma nona posição no GP de Eifel, única vez em que o piloto pontuou na temporada passada. E problemas esses, inclusive, que são remanescentes no atual campeonato.

“O ano passado foi muito difícil para ele. Sem falar do acidente [no Bahrein], o nosso carro no ano passado era complicado também. Portanto, não foi fácil”, explicou Steiner.

“Mas eu o conheço bem o suficiente, tudo o que aconteceu só o deixará mais motivado. Ele é um piloto que vive de seus resultados, é isso que ele faz”, concluiu.

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