Christian Fittipaldi vê “evolução constante” em Indy que é “mais segura do que nunca”

Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, Christian Fittipaldi, ex-Indy, Fórmula 1 e tantas outras categorias, falou da evolução da segurança no esporte a motor, especialmente na Indy, que segue em transformação constante na área

Christian Fittipaldi foi um dos pilotos brasileiros de maior sucesso nos anos 1990 e 2000 e, entre as passagens de maior destaque, esteve, além da Fórmula 1, a Indy, categoria em que o paulista correu durante oito temporadas. Assim, Fittipaldi tem autoridade de sobra para tratar de temas como a evolução da segurança no esporte a motor.

O GRANDE PRÊMIO falou com Christian sobre as mudanças na segurança, especialmente na Indy, já que a semana passada foi marcada pelo aniversário de 25 anos do trágico acidente fatal de Jeff Krosnoff, nas ruas de Toronto, em corrida que Fittipaldi esteve presente. Para o brasileiro, a questão da segurança se baseia em frequente evolução, mas a Indy nunca tinha estado nem perto de um patamar tão bom quanto o atual.

“Vejo a segurança muito melhor hoje em dia do que na minha época, e muito melhor do que era na década de 1980, por exemplo. É disparada a melhor segurança que a Indy já teve. Daqui 20, 30 anos, vão olhar para trás e pensar ‘nossa, o pessoal era meio doido em correr daquele jeito’. O lance é correr de um jeito completamente diferente”, disse ao GP.

Christian Fittipaldi falou da evolução da segurança na Indy (Foto: Reprodução/Facebook)

Fittipaldi relembrou a participação nos primeiros passos do HANS e comparou aquilo ao Halo que, quando introduzido, gerou uma série de comentários pejorativos no mundo da F1. Agora, já quase passam batidos até na questão estética. É assim que Christian entende que deve acontecer com futuras criações.

“Inclusive, ajudei com todo o desenvolvimento do HANS, quando vieram. No começo, era desconfortável, era isso, era aquilo, tinha alguns pilotos que não gostavam. Passaram duas ou três corridas e ninguém nem percebia que estava usando o HANS. Com certeza foi uma evolução gigantesca na segurança. Do mesmo jeito, quando o Halo foi inventado na F1. No começo, os carros eram grotescos, alguns pilotos reclamando daquela divisória no meio, se seria fácil enxergar para um lado, para o outro, como é que seria para enxergar para frente. Hoje em dia, se olha para um carro de F1 e ele incorporou o Halo, você nem percebe mais que tem aquilo no carro de F1. E isso faz parte da evolução, de uma segurança melhor, faz parte de uma busca por uma segurança constante, e isso acaba refletindo diretamente para os pilotos”, seguiu.

Relembrando a perda de Krosnoff, que considera uma “fatalidade”, Christian garante que todos os pilotos sempre estiveram cientes dos riscos que correm nas pistas, mas, nem por isso, querem ficar expostos. Pelo contrário, o brasileiro entende que mais segurança, melhor para todos os envolvidos.

“Os pilotos disputam mais seguros um esporte que todos sabem que tem certos riscos, mas, mais seguro, além de melhor para o piloto, também proporciona um espetáculo 1000 vezes mais interessante para o público em geral, para os patrocinadores, para a equipe. Enfim, ninguém quer ir para a pista ver um colega perder a vida. É a última coisa que passa pela cabeça de um piloto. Então, essas evoluções de segurança, constantemente, são muito importantes para o nosso esporte. E acho que um carro de Indy, hoje em dia, é muito mais seguro do que na época que eu corri, por exemplo”, completou.

Christian esteve na Indy de 1995 a 2002, conquistando duas vitórias e tendo o quinto lugar geral como melhor resultado, alcançado em 1996 e em 2002. A Stock Car e o IMSA foram os últimos passos de uma carreira que teve quase de tudo.

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