Com medo de Grosjean “andar e se matar”, Haas desistiu de patrocínio na Indy

Gene Haas, dono da Haas, desistiu de ajudar Romain Grosjean na busca por vaga na Indy. Após o acidente no Bahrein, o empresário sentiu que o francês tinha de ficar em casa com a família

Tão logo demitiu Romain Grosjean na Fórmula 1, a Haas chegou a um acordo verbal de patrocinar e apoiar a busca do francês por uma vaga na Indy. Só que Gene Haas voltou atrás, e por um motivo inesperado: o dono da escuderia, impactado pelo acidente tenebroso no GP do Bahrein de 2020, sentiu que estaria dando dinheiro para Romain “andar e se matar”.

Na opinião de Gene, Grosjean deveria “tomar conta da família” e dar um tempo no automobilismo. Afinal, tinha sofrido queimaduras graves nas mãos e escapado da morte por um triz. Romain pensou diferente, tanto que já foi confirmado na Indy como piloto da Dale Coyne para 2021.

“Ele perguntou se a gente estaria disposto a patrocinar ele na Indy, e acho que no começo eu estava bem aberto em relação a isso”, disse Gene Haas, entrevistado pela revista americana Racer. “Só que aí teve a batida no Bahrein e eu fiquei tão feliz de ver que ele não morreu. Vendo o carro completamente destruído, não poderia estar mais feliz por ele sobreviver”, seguiu.

O impressionante acidente de Romain Grosjean mudou a percepção de Gene Haas (Foto: AFP)

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“Ele tem uma esposa e três filhos. Eu disse que não me via dando dinheiro para ele ir andar e se matar. Eu senti que ele precisava ficar em casa e tomar conta de sua família. Ele escapou de um acidente dos grandes. Quando você entende o que realmente aconteceu ali… se o carro estivesse inclinado alguns graus para um lado ou para o outro, ele não teria como sair por aquele buraco e teria morrido. Extremamente sortudo, e a equipe foi extremamente sortuda. Não consigo imaginar ter de lidar com uma viúva e suas crianças. Não consigo. Eu disse: ‘Não, fique em casa, não posso te ajudar mais com isso’”, recordou.

“O Grosjean é um grande piloto. Ele tem alguns dias ótimos, quando ele é tão bom quanto os melhores do grid. Ele ama pilotar e essa é uma escolha dele. Só não queria fazer parte de uma escolha ruim. Eu me sinto tão sortudo quanto ele por ele [Grosjean] escapar. Aquele foi o dia mais sortudo da história da Haas na F1”, destacou.

Grosjean teve suspeita de fraturas, mas de fato escapou apenas com queimaduras nas mãos. O veterano teve sorte, mas precisou abrir mão dos GPs de Sakhir e de Abu Dhabi, realizados nas semanas seguintes.

A jornada na Indy já começou, com Grosjean andando – e batendo – no primeiro teste coletivo da temporada 2021. O francês corre apenas em circuitos mistos, evitando o risco dos ovais.

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