Começo espetacular se sobrepõe a oscilações e garante hexa justo de Dixon

As históricas três vitórias consecutivas que abriram o campeonato fizeram toda diferença para Scott Dixon. Apesar de passar por uma atípica montanha-russa de resultados, o neozelandês ficou com o hexacampeonato.

Scott Dixon está cada vez mais perto de bater o recorde de AJ Foyt. Neste domingo (25), o neozelandês se sagrou hexacampeão da Indy, em uma temporada que não foi exatamente com seu perfil, mas que liderou de ponta a ponta, ficando com um título incontestável e construído a partir de um início fenomenal.

A temporada de Dixon pode ser dividida em, pelo menos, três partes. A primeira, é claro, diz respeito ao que foram as três primeiras corridas. De formas diferentes, em pistas diferentes, o neozelandês colocou a Ganassi no topo em todas elas. O começo foi no GP do Texas, em que a equipe e a Honda mostraram que tinham mais ritmo que as rivais em um oval longo, algo que foi visto novamente semanas depois, nas 500 Milhas de Indianápolis.

Dixon brilhou no GP de Indianápolis (Foto: AFP)

Só que antes da Indy 500 ainda deu tempo de mais. Nos mistos de Indianápolis e de Elkhart Lake, mais dois triunfos, em uma mistura de ótimo trabalho nos boxes, de um ritmo forte, mas também de ultrapassagens. Aos 40 anos, era um Dixon que parecia um pouco mais agressivo que o comum, praticamente liquidando a parada com pouco mais de 20% do campeonato realizado.

O segundo capítulo de Scott em 2020 começou ainda em Elkhart Lake, em uma estranhíssima corrida 2. É que Dixon não teve ritmo e passou longe da briga, em 12º, enquanto o companheiro Felix Rosenqvist venceu e manteve, até então, o 100% da Ganassi. O capítulo em questão pode ser chamado como o da oscilação, mas uma oscilação ainda bem positiva.

A sequência Iowa, Indy 500 e Gateway teve apenas uma vitória em cinco corridas, mas o neozelandês sempre esteve no top-5, ampliando a diferença a um patamar que acabou sendo definitivo. Em Iowa, Scott foi segundo e quinto, em uma etapa que a Penske era consideravelmente superior. Na Indy 500, um gosto agridoce, já que perdeu de Takuma Sato, mas foi segundo e ampliou a margem para cima de Josef Newgarden, limitado com a Penske e a Chevrolet.

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A vitória 50 da carreira de Scott Dixon veio em 2020, na etapa de Gateway (Foto: Indycar)

Aí, por fim, veio Gateway, que foi também o ponto de virada para o último capítulo. Com vitória na corrida 1 e em quinto na 2, Dixon chegou a abrir inacreditáveis 117 pontos para Newgarden, mas, ainda mais importante, somou muitos pontos em outra pista que estava mais para os rivais do que para ele. Era coisa de se manter sempre no top-5 para ser campeão com boa antecedência. Não rolou.

Foi quando veio o capítulo final do 2020 de Dixon, uma versão quase que irreconhecível de um dos maiores de todos os tempos. Como se estivesse desesperado para fechar a conta o mais cedo possível, Scott começou a acumular erros e, totalmente fora dos padrões, rodou, escapou, bateu, enfim, deixou muitos pontos pelo caminho em Mid-Ohio e no GP de Indianápolis 2.

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Só que, mesmo com alguns erros e fora do seu normal, Dixon ainda conseguiu garantir alguns pontinhos. Não ficou, por exemplo, fora do top-10 em nenhuma das quatro corridas e, mesmo vendo um Newgarden determinado e até brilhante, conseguiu chegar com vantagem bem segura em St. Pete.

Nas ruas da Flórida, fez o ideal para sair com o título. Escapou de toda confusão que aconteceu na sua frente, foi ganhando espaço para fechar com um grande pódio, na terceira posição, o que foi seguro para o título mesmo com o rival Newgarden vencedor.

Assim, com uma construção de temporada que foi fora de seus padrões, mas apresentando também no início uma interessante versão mais arrojada, Dixon chegou ao sexto caneco e, agora, está a um de AJ Foyt e de se tornar, de vez, o maior de todos na Indy.

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