Indy

Dixon perde duelo interno para Rosenqvist, mas vira grande vencedor do dia após reveses de Newgarden e Rossi

Scott Dixon perdeu a disputa interna da Ganassi pela pole em Indianápolis, mas o segundo lugar no grid somado aos péssimos resultados dos adversários diretos Josef Newgarden e Alexander Rossi deixaram o cenário bastante favorável para o atual campeão

Grande Prêmio / GABRIEL CURTY, de São Paulo
A sexta-feira (10) de definição do grid de largada do GP de Indianápolis da Indy foi do jeito que Scott Dixon gosta. O rei da regularidade assegurou a segunda melhor marca e viu seus rivais diretos sequer passarem da primeira fase da classificação, oscilando de uma forma que o neozelandês costuma castigar.
 
Dixon é um dos maiores pilotos do mundo, mas está bem longe de ser do tipo que arrisca tudo para vencer corridas, cravar poles, fazer ultrapassagens. O veterano é extremamente cerebral e muito oportunista, aproveitando todas as chances que vê pela frente.
 
 
E é em oportunidades como a de hoje que Dixon costuma construir suas campanhas vitoriosas. Em um dia em que a Honda foi bem superior em relação aos times da Chevrolet, o neozelandês vai largar nada menos que 11 e 15 posições na frente dos dois rivais diretos na briga pelo título.
 
Ou seja, em um dia em que perdeu a pole - no detalhe, tudo bem, mas perdeu - para o companheiro de equipe Felix Rosenqvist, dá para dizer sem muito medo de errar que, pensando em campeonato, é o neozelandês o grande vencedor do dia pela vantagem imensa em cima de Josef Newgarden e Alexander Rossi.
Scott Dixon é sempre perigoso (Foto: Indycar)
E a comparação com 2018 é algo que deve animar mais Dixon e preocupar seus rivais. O neozelandês também não estava na ponta do campeonato antes da maratona do ano passado, mas foi ali que sua arrancada começou. Em 2019, tem pontuação e posição bem melhores que em 2018, ou seja: é bom que Newgarden e Rossi reduzam os danos do GP de Indianápolis no sábado.
 
Só que, pensando fora apenas da disputa pelo título, a classificação teve outros grandes nomes. Os principais foram Jack Harvey, em terceiro com a Meyer Shank, Colton Herta, que até era favorito à pole pelas circunstâncias do dia, mas acabou em quarto, Ed Jones, surpreendentemente o melhor da Chevrolet, e, claro, Rosenqvist, que fez sua primeira pole na Indy.
 
"Estivemos nas primeiras posições o dia inteiro. O carro estava incrível. Agradeço muito a equipe e também o pessoal do Dixon, foi um grande dia. Não fui bem nas primeiras duas voltas, mas na terceira deu tudo certo. Nem achava que seria suficiente, mas foi. Foi tudo apertado, mas é muito bom sair do meio do grid e voltar para onde eu estava em St. Pete e Austin. Espero que eu e o Scott possamos manter o 1-2 amanhã", comentou o sueco.
Felix Rosenqvist fez muito bem seu trabalho (Foto: Ganassi)
Para Newgarden, partindo do meio do pelotão, a missão é basicamente repetir a atuação de gala que teve em Barber, em circunstâncias muito parecidas. Dá também para o líder do campeonato torcer por chuva, afinal, a previsão deixa margens.
 
"O carro parecia bom, a gente estava perto dos líderes, mas acabamos ficando para trás. Não sei bem o que faltou, mas não ficamos perto na classificação como nos treinos livres. Precisamos trabalhar e descobrir uma maneira de reduzir a distância, mesmo sem ter a mesma velocidade de alguns carros. Nosso time é o melhor, sabe o que fazer e vamos tentar virar isso. Talvez chova, o que pode embolar tudo", afirmou Newgarden.
 
Rossi está numa situação bem mais delicada. Tudo bem que é especialista em corridas épicas de recuperação, mas ninguém da Andretti conseguiu andar minimamente bem hoje mesmo com a Honda sendo bem superior. 
 
"Faltou aderência e ritmo hoje o dia todo. Tentamos tudo novo na classificação e não funcionou. Temos muito a corrigir. Temos um jogo extra de pneus macios, podemos ter um bom dia de corrida. Os macios estão muito melhores que os duros, pode ser a chave para a recuperação", falou Rossi.
Helio Castroneves está de volta (Foto: IndyCar)
Os brasileiros tiveram um dia muito complicado. A dupla da Foyt voltou a ter o pior carro do grid, enquanto Helio Castroneves, de volta com a Penske, sofreu com a falta de ritmo da Chevrolet e ficou em 15º, eliminado logo atrás do companheiro Newgarden na primeira fase da classificação.
 
"Tentamos colocar rapidamente os macios para ver se avançávamos, aproveitando que não estamos pensando em campeonato e focando em buscar o melhor resultado antes da Indy 500. Mesmo sem passar por pouco, conseguimos boas informações de acerto para o time, também peguei um pouco de ritmo. Vamos ver o que dá para fazer amanhã", disse Helio.
 
Ainda que não tenha andado tão atrás do resto, a Foyt voltou a ficar fora até do top-20 na classificação. Leist parte de 21º, enquanto Kanaan é o 24º.
Tony Kanaan larga em último (Foto: Indycar)
"Estamos com problemas para colocar o carro na direção certa e está bem frustrante para mim e para todos do time. Precisamos nos recompor e focar em acertar o passo para ter um bom mês", afirmou Tony.
 
"Foi um dia duro. Sofremos com a falta de aderência na pista toda, nem tem muito mais a dizer", resumiu Matheus.


 
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