Indy tem menor número de vencedores após 8 corridas desde 1980
Dominando as vitórias nas oito primeiras etapas do ano, Álex Palou e Kyle Kirkwood repetem feito de Johnny Rutherford e Bobby Unser em 1980
A temporada 2025 da Indy vive um monopólio de Álex Palou e Kyle Kirkwood, que venceram as oito primeiras etapas do campeonato, um retrato bem diferente do que o fã da categoria está habituado. Este é o menor número de vencedores em oito corridas desde 1980.
Há 45 anos, Johnny Rutherford e Bobby Unser viveram os dias de Palou e Kirkwood, dominando as oito primeiras corridas daquela temporada. Curioso é que existem outras particularidades que ligam os pilotos atuais às duas lendas da Indy naquele ano.
Assim como Palou, Rutherford venceu cinco vezes — incluindo as 500 Milhas de Indianápolis —, enquanto Bobby Unser, como Kirkwood, faturou três etapas. No entanto, até a oitava etapa de 1980, o calendário daquele ano era inverso ao de 2025: foram seis ovais e duas corridas em traçado misto, visto que o atual tiveram só dois ovais e o restante autódromos e traçados urbanos.
Em 1980, o fim do monopólio Rutherford-Bobby Unser foi quebrado na nona etapa do campeonato, quando Mario Andretti venceu no oval de Michigan, uma prova de 150 milhas realizada em 20 de setembro daquele ano. Naquela corrida de tiro curto, que durou 53min44s167 somente, Bobby Unser terminou em segundo.

Na sequência da disputa, Rick Mears venceu a corrida disputada na Cidade do México, enquanto Tom Sneva carimbou a faixa de campeão de Rutherford em Phoenix, no encerramento da temporada da Indy daquele ano — Bobby Unser não correu a última prova daquele ano após bater nos treinos e danificar o carro.
Mas se em 1980 houve uma disputa ferrenha pelo título do campeonato entre Rutherford e Bobby Unser, Palou tem uma vantagem considerável para Kirkwood, que é somente o terceiro da Indy 2025 — muito pela desclassificação nas 500 Milhas de Indianápolis. O espanhol tem 335 pontos, com 73 de vantagem para Pato O’Ward e 75 para o adversário da Andretti.
Curiosamente, a Indy viveu uma ruptura na organização em 1980. Na época, a categoria era sancionada pela USAC e CART, que encerraram o acordo após cinco etapas. A partir de então, a CART assumiu sozinha.
Atualmente, a Indy tem promovido mudanças na parte de organização pela crescente insatisfação diante do conflito de interesses que Roger Penske, dono da categoria, possui no certame — ele também é proprietário do time que leva seu nome e sócio da Ilmor, que produz os motores Chevrolet.

Longe de uma possível cisão, a Penske Entertainment, que gere a Indy, tem se movido para minimizar estes danos — e manter a Honda, que tem sido cada vez mais crítica a essa situação e pode deixar a categoria após 2026, quando vence o contrato entre as partes.
Depois da polêmica envolveu os atenuadores modificados pela Penske e só flagrados por denúncia da Ganassi durante a classificação das 500 Milhas de Indianápolis, a Indy prometeu para o próximo ano um órgão fiscal independente, sem qualquer ligação com a categoria.
A Indy retorna já no próximo fim de semana, no dia 22, com o GP de Road America, que acontece no circuito de Elkhart Lake, localizado no Wisconsin.
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