Kanaan decepciona no último ano de Ganassi e arrisca tudo em ‘projeto brasileiro’ com Leist na Foyt em 2018

A relação entre Tony Kanaan e Ganassi deu o que tinha de dar. O brasileiro e a equipe já não se entendiam mais e os resultados caíram bastante em 2017. Assim, Tony fez o certo ao arriscar tudo em uma casa nova, basicamente servindo de comandante para o sonho de reação da Foyt em um 'Time Brasil' com o novato Matheus Leist

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O último capítulo da retrospectiva da temporada 2017 da Indy é sobre um dos pilotos mais queridos do grid da categoria. Extremamente popular entre os fãs e com um belíssimo currículo que inclui título em 2004 e vitória na Indy 500 de 2013, Tony Kanaan vai mudar de equipe para 2018.

 
Foram quatro anos de muitos altos e baixos com a Ganassi, uma das gigantes do grid da Indy. Contratado com moral pela bela carreira e, principalmente, a vitória nas 500 Milhas pela KV, Kanaan não conseguiu ter uma sequência de grandes atuações, bem como não fez nenhuma temporada memorável pelo time de Chip Ganassi.
 
Em 2017, porém, a situação já estava bem mais complicada. O desempenho de Tony caiu em relação a um bom 2016 e o da Ganassi, bem, esse despencou. A equipe mudou para a Honda e a primeira temporada da parceria foi sofrível, com apenas Scott Dixon ficando em condições de brigar por vitórias e, no fim, até pelo título.
Tony Kanaan não fica na Ganassi em 2018 (Foto: IndyCar)
Mas não eram apenas os resultados que faltavam ali. Especialmente na segunda metade do campeonato, Tony e a equipe passaram a se desentender algumas vezes, com a Ganassi tendo chegado a mandar o brasileiro recolher o carro sem dar maiores explicações.
 
O lado positivo para Tony foi o desempenho que teve nos superovais, tipo de pista em que costuma brilhar. O brasileiro, por exemplo, fez ótima exibição na Indy 500 e chegou a ser um dos postulantes à vitória, terminando em quinto. Em Pocono, outro quinto lugar, enquanto terminou em segundo no Texas.
 
Acontece que aquilo era pouco para o veterano de 42 anos e também para a gigante Ganassi. A equipe apostou na juventude de Ed Jones para 2018, cortando o programa pela metade e ficando apenas com Jones e Dixon, claro. Para Kanaan, também era a hora de arriscar pesado.
Tony Kanaan precisava respirar novos ares (Foto: IndyCar)
Depois de alguns meses de suspense, veio o anúncio: Tony seria o comandante do processo de reestruturação da Foyt. Pior equipe do grid de forma disparada em 2017, a esquadra de AJ Foyt vai mexer em tudo para tentar dar a volta por cima em 2018. E isso passa por engenheiros, mecânicos e, é claro, a dupla de pilotos.
 
Tony dará a bagagem e experiência para o time, levando ainda peças importantes com as quais já trabalhou nos anos anteriores de Indy. Ao seu lado, uma aposta da Foyt: Matheus Leist, promessa gaúcha de apenas 19 anos e de imenso destaque nas corridas em ovais da categoria de acesso. Assim será o 'Time Brasil' de 2018.
Matheus Leist e Tony Kanaan juntos na Foyt em 2018 (Foto: Reprodução/Twitter)
Ao que tudo indica, a mudança é muito boa para todas as partes. A Foyt, apesar de já ter tido uma boa dupla em 2017 com Carlos Muñoz e Conor Daly, ganha a experiência de Kanaan, a juventude de Leist e uma série de novos bons profissionais; Tony, por sua vez, voltará a ter o protagonismo em um time, como foi na KV e nos tempos áureos de Andretti; Leist, enquanto isso, consegue dar o passo para a Indy muito antes do que o comum de pilotos da Indy Lights e, de quebra, terá como referência um de seus ídolos.
 
Se a Foyt vai conseguir dar a volta por cima em 2018 em seu segundo ano de Chevrolet, só saberemos depois de março, mas Kanaan e Leist parecem ter feito ótimos movimentos para a sequência de suas carreiras.
 
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