Karam supera ‘culpa’ por morte de Wilson e volta para mostrar à Indy que cresceu e aprendeu com erros

Sage Karam reconheceu que sofreu com o acidente que matou Justin Wilson em 2015 e que precisou de ajuda para superar o trauma. Agora na Indy 500 novamente, o norte-americano, piloto mais jovem da Indy, tenta afastar de vez os fantasmas e voltar a competir

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Piloto mais jovem do grid, Sage Karam admitiu que foi difícil superar o acidente que acabou culminando com a morte de Justin Wilson na etapa de Pocono, a penúltima da Indy em 2015. O norte-americano, de apenas 21 anos, disputava seu primeiro campeonato com a poderosa Ganassi, depois de ter estreando na categoria justamente na Indy 500 em 2014, defendendo as cores da Dreyer & Reinbold. Fazendo uma temporada irregular, marcada por apenas um pódio, Karam se envolveu em uma séria batida no oval da Pensilvânia. Os pedaços que voaram de seu carro atingiram Wilson, que não resistiu aos ferimentos

 
A perda do inglês faz pouco mais de nove meses e, neste tempo, Sage lutou para se recuperar psicologicamente do que aconteceu e disse que o retorno às competições com a classificação para a Indy 500 agora serviu também como uma forma de espantar os fantasmas que o acompanham desde o trágico desaparecimento de Justin no ano passado.
 
Karam precisou de ajuda, se concentrou em voltar e aprender com os erros. E a chance de retornar ao um carro de corrida se deu em um acerto com a Dreyer & Reinbold para a edição centenária das 500 Milhas.
Sage Karam acelerando no IMS (Foto: IndyCar)
"Voltar já é uma coisa inacreditável. Poder andar no carro e completar voltas é algo que eu sonhei por nove meses. Durante todo esse tempo, minha única memória era da corrida em Pocono. Eu precisava de novas lembranças para me recuperar de tudo de uma vez", disse o jovem aos jornalistas, inclusos os do GRANDE PRÊMIO, em Indy.
 
Sage contou também que conversou com Stefan Wilson, irmão de Justin e que também está no grid para a corrida de domingo. "Falei com ele enquanto ainda está fresco. Nós deixamos isso para trás. Todos os pensamentos ruins que eu tinha. Quer dizer, eu pensava se não tivesse rodado? O que teria acontecido se tivesse batido no muro de forma diferente? Tudo era culpa minha, culpa minha", contou.
 
"Então, eu deixei todas essas coisas para trás por causa dele. Ele me disse: 'Cara, foi um acidente estranho. Não havia nada que pudesse fazer. Quer dizer, ele foi uma grande parte de tudo", completou Karam.
 
O piloto, então, explicou o quanto aprendeu com os erros. “Acho que desde o ano passado eu aprendi e cresci muito como piloto. Agora consigo ver mais claramente a corrida, consigo perceber quando atacar e quando esperar mais um pouco. Não arriscar tanto. E isso é muito importante”, revelou.
 
“Acho que no ano passado, algumas pessoas estavam preocupadas com o meu desempenho como estreante e se não iria fazer nenhuma besteira, mas hoje acho que provei que sou inteligente o suficiente para aprender com tudo isso.”
 
Aliás, falando em ‘rookies’, Karam entende que, no momento, as grandes equipes estão mais receosas em contratar novatos na Indy. O motivo: dinheiro. “Acho que algumas equipes vem tendo mais dificuldade em dar a um estreante uma oportunidade. Obviamente, os custos desempenham um papel bastante decisivo, por isso muitos times estão hesitando mais neste momento. Mas tem uma coisa também: em algum momento, os mais experientes vão se aposentar também e a gente terá de assumir esses lugares” ressalta ao GP
 
E Sage já sabe quem será o primeiro da lista se abrir qualquer vaga nos times de ponta da Indy.  “Josef Newgarden iniciou fazendo um grande trabalho com a Sarah Fisher, que tinha uma equipe pequena. Agora ele está com Ed e andando ainda melhor. Tenho certeza de que, quando abrir uma vaga nas equipes maiores, ele será o escolhido. E é assim que funciona.’
Sage Karam tem apenas 21 anos (Foto: IndyCar)
Sobre sua Dreyer & Reinbold, Karam se disse bastante adaptado, mas o fato de ser único no time proporciona sentimentos mistos. “Tem suas vantagens e desvantagens”, contou. 
 
“A vantagem é que é uma equipe com apenas um carro e o esforço é centrado em você. O carro #24 é o único do time, então eles trabalham só para ele. Mas tem um outro lado também: a desvantagem é não ter um companheiro de equipe. Eu tive de construir tudo ao meu redor, que foi outro desafio. Além disso, não tem troca de informações, e isso é difícil.”
 
E tem mais. “Quando estava na Ganassi, eu tinha mais espaço para erros e também podia arriscar mais, agora é diferente. A equipe é menor e tudo custo muito mais”, encerrou o jovem.
 
No próximo domingo, Karam larga da 23ª colocação no domingo. O GRANDE PRÊMIO acompanha a Indy 500 #100 ‘in loco’.
PADDOCK GP #30 DEBATE INDY, F-E E MOTOGP

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