Armstrong destaca estratégia “perfeita” após pódio em caótico GP de Detroit

Marcus Armstrong também celebrou igualar estratégia de Scott Dixon, reconhecido por ser rápido e ter grande economia de combustível. Representante da Ganassi disse que "estrategistas ficaram mais estressados que pilotos" em Detroit

Taylor Kiel foi bastante celebrado por Marcus Armstrong após terminar o GP de Detroit na terceira colocação. Em sua segunda temporada na categoria, o neozelandês agradeceu ao estrategista por alcançar o primeiro pódio da carreira na Indy, terminando a caótica corrida deste domingo (2) atrás de Scott Dixon, o vencedor da prova, e Marcus Ericsson.

Armstrong foi chamado por Kiel aos boxes na 56ª das 100 voltas de prova, repetindo a estratégia que a Ganassi fez com Dixon. Ambos teriam de torcer por mais bandeiras amarelas — ao todo, foram oito —, além de que precisariam economizar combustível, pois o tanque tinha autonomia para cerca de 35 giros, caso fosse todo em bandeira verde e com o piloto pisando fundo no acelerador. Duas paralizações vieram nas voltas 63 e 70.

O piloto do #11 agradeceu o estrategista pela leitura correta da corrida, mesmo diante de diversas variáveis apresentadas, e também celebrou conseguir fazer extenso stint final, assim como Dixon — bastante conhecido por economizar muito combustível.

“Estou muito satisfeito [com o primeiro pódio]. Acho que faz muito tempo [que deveria ter acontecido], embora seja minha segunda temporada. Foi difícil, muito caótica a corrida. Os estrategistas ficaram mais estressados do que os pilotos. Tenho de agradecer ao meu estrategista, Taylor Kiel, que sempre me posicionou perfeitamente”, declarou.

Marcus Ericsson, Scott Dixon e Marcus Armstrong no pódio do GP de Detroit (Foto: IndyCar)

“No último stint, tinha de atingir um grande número de economia de combustível, assim como Scott [Dixon]. Mas Scott é Scott. O etanol acabou assim que cruzei a linha de chegada, então, fizemos o cálculo perfeito. Caso contrário, teria lutado com mais força com Marcus [Ericsson] no fim. Foi o necessário apenas para chegar ao pódio”, completou Armstrong.

A repercussão do GP de Detroit foi bastante antagônica nas redes sociais. Alguns fãs aprovaram o caos proporcionado pelas batidas entre os pilotos, enquanto outra parte reclamou do excesso de acidentes, principalmente durante o segundo terço de corrida, quando a etapa viu uma sequência de bandeiras amarelas serem agitadas. Da volta 33 até a 73, 38 giros foram com o safety-car na pista.

Armstrong argumentou que os pneus atuais possuem mais borracha do que no campeonato passado, o que dificulta aos pilotos encontrarem a temperatura ideal dos compostos. O modelo que a Firestone trouxe para 2024 foi pensado para resistir aos carros com os novos componentes híbridos, que deixarão o conjunto mais pesado. No entanto, apenas no GP de Mid-Ohio, no próximo dia 7 de julho, que os motores da Indy terão adicionados as partes híbridas.

“Estava bem escorregadio. Por diversas razões, os pneus estão mais duros nessa temporada, então você não consegue chegar na temperatura ideal rapidamente. Mesmo no final do stint, parece que não estão na janela correta. Creio que muitos dos erros foram por isso, pelo fato dos compostos não funcionarem no início, principalmente, quando estão frios”, finalizou.

Indy retorna já neste fim de semana com o GP de Road America, que acontece no circuito localizado em Elkhart Lake, no Wisconsin, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.

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