Power segura ataques de Dixon e Sato e vence corrida no Texas com oito ‘sobreviventes’. Kanaan é 2º

A etapa do Texas foi de tirar o fôlego. Com muitas ultrapassagens, muitos acidentes e uma disputa que durou até as últimas voltas, Will Power conquistou sua segunda vitória no ano. Tony Kanaan, punido ao iniciar um 'big-one', se recuperou e chegou em segundo

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A corrida no Texas foi completamente maluca. Na noite deste sábado (10), o desafiador oval viu uma série de disputas, uma quantidade impressionante de acidentes grandes e uma disputa bem acirrada até os giros finais. No fim, Will Power, que resistiu aos ataques dos rivais e fugiu das ocorrências, triunfou sob bandeira amarela, chegando à segunda vitória em 2017 e voltando à briga pelo campeonato.

Takuma Sato e Scott Dixon pareciam os grandes rivais de Power nas últimas voltas, mas deixaram a disputa juntos. O japonês, vencedor da Indy 500 semanas atrás, passou do ponto, subiu na grama e voltou totalmente desequilibrado para a pista, pegando o neozelandês, Max Chilton e Conor Daly. No fim, apenas oito pilotos terminaram no traçado.

Tony Kanaan, que foi considerado culpado por um impressionante 'big-one' que tirou oito carros da corrida, se recuperou de uma punição de 20s nos boxes e terminou a prova na briga pela vitória, chegando em segundo.

A terceira posição foi de Simon Pagenaud, certamente o piloto mais cauteloso do dia, que buscou o tempo todo evitar as constantes disputas mais ríspidas e, assim, conquistou um excelente resultado para pensar no bicampeonato.

Graham Rahal, que escapou com maestria de incontáveis incidentes na corrida, fechou no quarto lugar, enquanto Gabby Chaves buscou um impressionante quinto lugar com a novata Harding, sempre com bom ritmo e uma pilotagem certeira.

Marco Andretti fez uma prova cheia de problemas e, mesmo assim, ainda foi o sexto. Daly, que bateu no lance de Sato e Dixon, ainda foi o sétimo, enquanto Chilton ficou em oitavo. O neozelandês da Ganassi ficou em nono e o japonês da Andretti fechou o top-10.

Helio Castroneves vinha em uma boa corrida e parecia ter carro para brigar até pela vitória, mas sofreu uma forte pancada por um problema no pneu dianteiro direito e abandonou.

Will Power venceu no Texas (Foto: IndyCar)

Confira como foi o GP do Texas:

A largada para a primeira das 248 voltas aconteceu pontualmente às 21h45 (em Brasília), com Charlie Kimball mantendo a dianteira na frente de Scott Dixon, Alexander Rossi, Tony Kanaan e Tristan Vautier. 

 
O grande destaque das voltas iniciais foi Ed Carpenter, que largou em 14º e, rapidamente, já surgia no sétimo lugar, pressionando Takuma Sato e Vautier.
Tony Kanaan começou em um ritmo muito forte (Foto: IndyCar)
Na volta 16, a corrida que já era boa esquentava de vez. Vautier estava enlouquecido e com um ritmo absurdo em sua Dale Coyne. O francês foi passando todo mundo, mas, ao chegar em Kimball, os dois quase se acertaram e causaram uma embolada grande no pelotão.

No 29º giro, a pressão de Vautier finalmente fazia efeito depois de muitas voltas lado a lado com Kimball e a Dale Coyne ia para a liderança. Quem se aproveitava e pulava para segundo era Josef Newgarden, que mostrava que a Penske tinha um ótimo ritmo de corrida.

Quando Newgarden, Will Power, Kimball e Vautier brigavam pelo primeiro lugar, Rossi deixava a corrida na volta 36. O americano virou o recheio do sanduíche das Ganassi de Kanaan e Dixon e foi parar no muro. Assim, com a primeira bandeira amarela, todos iam aos boxes.

E aí acontecia um dos momentos mais bizarros da temporada. James Hinchcliffe perdeu o controle nos boxes, rodou e acertou Helio Castroneves e Sato. Quem se deu pior foi o japonês, que tomou uma volta dos líderes. Kimball também teve problemas, mas mecânicos, indo para a garagem e acabando com o sonho da segunda vitória na Indy.

Newgarden foi quem saiu em primeiro das paradas, mas acabou punido por exceder a velocidade nos boxes e, assim, foi para o final do pelotão. Power era quem relargava em primeiro na volta 49, com Vautier, Dixon, Carpenter, Simon Pagenaud e Kanaan na sequência.

Com algum atraso, a direção de prova deu um drive-through para Hinchcliffe pela barbeiragem nos boxes. O francês voltou logo na frente dos líderes, sendo engolido pelo pelotão e tomando uma volta.

A Penske, então, ia vivendo seu grande momento na corrida. Pagenaud crescia e já colava em Power, enquanto Castroneves já renascia no sexto lugar. Vautier e Dixon vinham atrás da dupla da Penske e na frente de Mikhail Aleshin, que aparecia para a prova.

Helio Castroneves (Foto: IndyCar)

Castroneves seguia com bom ritmo e formava uma trinca da Penske nos primeiros lugares. No meio deles vinha Hinch, que tinha muita velocidade e escalava o pelotão em busca de tirar sua volta de atraso. Enquanto isso, Fernando Alonso entrava por telefone na transmissão e voltava a mostrar todo envolvimento com a categoria.

Alonso ficou tão chegado do mundo americano que se sentiu à vontade para falar com o narrador Kevin Lee e o comentarista Paul Tracy. A participação não durou mais do que 3 minutos, mas foi valiosa. Na última pergunta que Lee fez, a questão foi clara: “Fernando, você consideraria ser piloto na temporada toda em 2018?”. A resposta não foi hesitante: “Por que não?”

Na volta 91, logo depois de Newgarden abrir a segunda rodada de paradas nos boxes, a bandeira amarela voltou a tremular. Na curva 2, Castroneves estampava o muro depois de ter algo quebrando na traseira de seu carro. O brasileiro demorou um pouco para sair do #3, mas nada de mais grave aconteceu com ele.

"Estou bem. Parece que eu bebi muito, mas não", riu o brasileiro. "infelizmente, senti uma vibração quatro voltas antes do acidente e o pneu dianteiro direito se foi no meio da curva 1 por dentro. Não tinha o que fazer. Foi uma pancada grande. Tenho de agradecer ao time de segurança, mas, principalmente, o muro de segurança, Eu me lembro quando era tudo de concreto e, sim, machucava bastante".

Essa segunda amarela era a chave para uma nova rodada de paradas nos boxes, com Power voltando na frente de Pagenaud, Dixon, Kanaan, Aleshin, JR Hildebrand, Vautier, Carpenter, Carlos Muñoz e Marco Andretti.

A relargada veio na volta 103, mas não durou nada. Carpenter subiu na grama, deu um beijo na traseira do carro de Vautier e rodou, dando uma sorte danada ao evitar a batida no muro.

A bandeira verde voltou no 109º giro, com Power se segurando na frente e resistindo a uma impressionante pressão de Kanaan, Vautier, Pagenaud, Dixon e Aleshin, que vinham bem agrupados. A sétima posição era de um incrível Muñoz, que tirava leite de pedra na Foyt. 

Enquanto a noite caía, a corrida chegava a sua metade. Na volta 124, Power, Pagenaud, Kanaan, Vautier, Dixon, Aleshin, Ed Jones, Muñoz, Hildebrand e Andretti formavam o top-10 em uma corrida em que os 19 pilotos que vinham na mesma volta estavam separados por 4s2. Newgarden, por sua vez, voltava a escalar o grupo e acumulava incríveis 57 ultrapassagens.

Uma nova bandeira amarela surgia na volta 139, com detritos na curva 2. Era o chamado para a terceira ida dos pilotos aos boxes. Max Chilton quis pagar para ver e ficou na pista, assumindo a liderança. Dos demais, Power, Pagenaud, Kanaan, Dixon e Vautier voltaram assim posicionados.

No 151º giro, um acidente gigantesco com oito carros. Kanaan tocou Hinch, com o canadense perdendo o controle, acertando Aleshin e Vautier, que foram para o muro. Ainda como consequência do lance, Jones, Muñoz, Hunter-Reay, Carpenter e Hildebrand também bateram e abandonaram. 

Restaram 11 carros na corrida e, obviamente, com tanto pedaço na pista, a direção de prova deu bandeira vermelha. Com todo mundo parado nos boxes, Dale Coyne resolveu tirar satisfação com Kanaan, julgando que a culpa pelo acidente foi do brasileiro.

Enquanto isso, Chip Ganassi saiu em defesa de seu piloto e, de quebra, ainda lembrou que Hinch minutos antes havia causado um acidente dentro dos boxes. O discurso dos pilotos envolvidos no lance foi bem alinhado, com vários citando o alto risco da pilotagem de boa parte do grid e, em geral, culpando Tony pelo ocorrido.

Quando o relógio marcava 23h48 (em Brasília), os pilotos voltaram para a pista, ainda em bandeira amarela. Ali, já havia o anúncio de que seriam 30 voltas de bandeira verde até uma amarela para rodada de paradas obrigatória. Power, Chilton, Pagenaud, Kanaan, Dixon, Rahal, Newgarden, Sato, Chaves, Andretti e Daly permaneciam na disputa.

Todo mundo foi para os boxes e Andretti precisou trocar a asa traseira, com a equipe demorando muito e, consequentemente, o americano perdendo uma volta para os dez demais. A relargada veio no 160º giro, com Power, Pagenaud, Dixon e Kanaan na frente.

A notícia do stop & hold para Kanaan vinha minutos depois. O baiano ficou 20 segundos parado por punição pelo big-one e acabou tomando duas voltas para os ponteiros. Com toda a confusão, a corrida entrava nas 80 voltas finais com Power, Pagenaud, Newgarden, Dixon, Sato, Chaves, Rahal, Daly, Chilton e Andretti no top-10, sendo apenas os nove primeiros no mesmo giro. 

O primeiro dos acidentados a conseguir retornar era Carpenter, 14 voltas atrás dos líderes, mas praticamente assegurando ao menos o 12º lugar no final. O talento de Rahal apareceu em uma grande salvada durante disputa com Chaves.

Mais tarde, Hildebrand também voltou para a corrida, comprovando o ótimo trabalho da Carpenter na reconstrução de seus carros. Um giro antes da amarela de competição, a Penske chamou Newgarden para os boxes e fez o pit-stop no #2, mas depois parou novamente o americano junto com o resto do pelotão.

Andretti ficou uma volta a mais na pista e acabou recuperando o giro de atraso. O top-10, depois da nova rodada de paradas, tinha Dixon, Power, Pagenaud, Sato, Rahal, Chilton, Chaves, Newgarden, Daly e Andretti. Kanaan vinha uma volta atrás.

Newgarden também foi vítima do muro do oval texano (Foto: Twitter/Reprodução)

Uma nova relargada aconteceu na volta 198, com Newgarden saindo como uma flecha e saltando para a quarta posição. Power virava líder, segurando Dixon e Pagenaud. 

Com 48 giros para o final, a agressividade de Newgarden cobrava seu preço. O americano tentou se posicionar por cima em uma linha de três com Dixon e Pagenaud, mas perdeu o controle ao pisar no cimento e foi com força no muro. Logo depois, em entrevista, Josef assumiu que errou ao tentar subir naquele ponto.

Os pilotos relargaram com 40 voltas pela frente e Power, Dixon e Pagenaud se destacaram mais uma vez. Sato precisava cuidar de Chilton, Rahal e Chaves, que vinham atrás.

Enquanto Sato tirava Pagenaud da frente e forçava para cima de Dixon, Rahal fazia uma das manobras mais bonitas do dia para superar Chaves e Chilton de uma vez.

Quando o clima esquentava de vez na briga pelo primeiro lugar entre Power, Sato e Dixon, uma nova bandeira amarela de competição era acionada, pelo medo da categoria e da Firestone com o desgaste dos pneus.

Power saiu dos boxes em primeiro, seguido por Dixon, Sato, Pagenaud, Chilton, Chaves, Andretti, Daly e Rahal, que viu seu carro apagar durante a parada. Kanaan era décimo, agora na mesma volta dos demais.

A relargada aconteceu com 19 voltas pela frente, com Power segurando os ataques de Dixon, Sato e Pagenaud. Chilton tentava correr por fora, enquanto Chaves e Rahal vinham atrás.

Quando restavam apenas cinco voltas para o fim da prova, Sato passou do ponto. O japonês passou por cima da grama e voltou completamente desequilibrado, acertando Dixon em cheio e indo para o muro. Chilton e Daly acabaram batendo também no incidente. Ali era a deixa para a direção de prova segurar a bandeira amarela, os pilotos na pista e encerrar ali mesmo a disputa.

Power vencia, assim, sua segunda corrida no ano, com Kanaan e Pagenaud fechando o pódio. Rahal foi o quarto, seguido pelo impressionante Chaves e por Andretti. 

Indy, GP do Texas, Classificação Final:

1 12 Will POWER AUS Penske Chevrolet 248 voltas  
2 10 Tony KANAAN BRA Ganassi Honda +0.198  
3 1 Simon PAGENAUD FRA Penske Chevrolet +0.374  
4 15 Graham RAHAL EUA RLL Honda +0.811  
5 88 Gabby CHAVES COL Harding Chevrolet +1.898  
6 27 Marco ANDRETTI EUA Andretti Honda +4.163  
7 4 Conor DALY EUA Foyt Chevrolet +1 volta  
8 8 Max CHILTON ING Ganassi Honda +3 voltas NC
9 9 Scott DIXON NZL Ganassi Honda +5 voltas NC
10 26 Takuma SATO JAP Andretti Honda +5 voltas NC
11 20 Ed CARPENTER EUA Carpenter Chevrolet +24 voltas NC
12 21 JR HILDEBRAND EUA Carpenter Chevrolet +33 voltas  
13 2 Josef NEWGARDEN EUA Penske Chevrolet +47 voltas NC
14 5 James HINCHCLIFFE CAN Schmidt Peterson Honda +97 voltas NC
15 7 Mikhail ALESHIN RUS Schmidt Peterson Honda +97 voltas NC
16 18 Tristan VAUTIER FRA Dale Coyne Honda +97 voltas NC
17 19 Ed JONES ING Dale Coyne Honda +97 voltas NC
18 14 Carlos MUÑOZ COL Foyt Chevrolet +97 voltas NC
19 28 Ryan HUNTER-REAY EUA Andretti Honda +97 voltas NC
20 3 Helio CASTRONEVES BRA Penske Chevrolet +158 voltas NC
21 83 Charlie KIMBALL EUA Ganassi Honda +207 voltas NC
22 98 Alexander ROSSI EUA Andretti Honda +212 voltas NC

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