Retrospectiva 2020: Sato vence Indy 500 mediana, sem público e com Alonso apagado

Takuma Sato fez história e venceu pela segunda vez uma Indy 500 que não teve público, teve poucas emoções e contou com um Fernando Alonso completamente apagado na pista

Se a pandemia comprometeu o calendário do mundo do esportes, não foi muito diferente com a edição 2020 da Indy 500. O que mudou em relação a outros eventos foi tamanha insistência, em um primeiro momento, em manter a presença do público no Brickyard justamente nos Estados Unidos, país com mais mortes pela Covid-19.

Roger Penske, novo dono da Indy e do Indianápolis Motor Speedway, tentou que se tivesse presença de público até o último instante. O dirigente chegou a anunciar venda de 25% dos ingressos, o que seria equivalente a um público de 90 mil pessoas, mas recuou oficialmente com menos de três semanas para a corrida, quando a situação em Indiana e em diversos outros estados estava impraticável.

Se a estranheza das 500 Milhas de Indianápolis começou sem a presença dos fãs, as atividades de pista deram sequência. Os carros de motor Honda tiveram superioridade de forma absurda. A disputa do famoso Fast Nine, por exemplo, contou com apenas a zebra holandesa Rinus VeeKay representando a Chevrolet.

Corrida terminou sob bandeira amarela após acidente de Spencer Pigot (Foto: AFP)

E as surpresas não acabaram na definição da pole. Marco Andretti, em temporada sofrível, desbancou o favoritismo de Scott Dixon e cravou o primeiro posto do grid. Porém, o sonho de finalmente encerrar o longínquo jejum da família não durou nem uma curva, já que Marco foi tranquilamente superado pelo neozelandês assim que a bandeira verde foi acionada.

E Dixon acabou sendo o grande nome de uma prova marcada por poucas emoções. Além das dificuldades notáveis desde a introdução do kit aerodinâmico universal de 2018, o aeroscreen veio como novidade em 2020. A peça de segurança teve um grande impacto em termos de distribuição de peso e comportamento dos pneus, prejudicando diversas tentativas de ultrapassagem.

Só cresceu no grid quem conseguiu apostar em estratégias diferentes, como nos casos de Santino Ferrucci, Josef Newgarden e Patricio O’Ward. Porém, Scott Dixon e Takuma Sato foram os nomes que tomaram o protagonismo da prova, especialmente após Alexander Rossi bater sozinho e ver o sonho derrubado.

Piloto celebrou a segunda vitória em Indianápolis. A primeira veio em 2017 (Foto: AFP)

Na segunda metade da prova, Sato cresceu e tomou a ponta de Dixon, que liderou 110 voltas da corrida. A disputa terminou sob bandeira amarela após o acidente de Spencer Pigot, mas o ritmo dos líderes dificilmente indicava uma virada no lado de Scott, que viu o japonês Takuma beber o famoso leite pela segunda vez.

Por incrível que pareça, também teve Fernando Alonso na Indy 500 de 2020. O bicampeão mundial de Fórmula 1 retornou após o fracasso no Bump Day em 2019, mas seu desempenho foi bastante modesto. O bom ritmo inicial foi cortado após um acidente ainda nos treinos livres. O rendimento da McLaren não foi o mesmo depois da pancada e seguiu a tendência dos bólidos de motor Chevrolet.

No fim, o espanhol se classificou em 26º e fechou apenas em 21º, outro desempenho melancólico, muito diferente da esperança apresentada em 2017, quando a McLaren correu em parceria com a Andretti. Agora, Alonso parte para a Fórmula 1 novamente e coloca o sonho da Tríplice Coroa na geladeira. Se acontecer o retorno ao Brickyard, já será na casa dos 40 anos.

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