Bourdais garante interesse em seguir na Foyt em 2022. Desde que “ainda possa ajudar”

Sébastien Bourdais culpa "azar" por resultados abaixo das expectativas. Ainda assim, o francês tem interesse em seguir na Foyt para mais uma temporada, em 2022

O engarrafamento da Indy em Nashville (Vídeo: NBC)

Depois de tempos incertos em 2020 — também por conta da pandemia da Covid-19 —, a Foyt decidiu seguir com Sébastien Bourdais oficialmente à frente do carro #14. O veterano sofre para ir ao top-10 com regularidade em 2021, o que leva a questionamentos sobre o futuro. Ainda assim, o interesse é de renovar e seguir por mais um ano.

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Embora culpe o azar pela falta de resultados expressivos até aqui, o francês reitera seu compromisso com a equipe de Larry Foyt ao dizer que está “pronto para renovar novamente, se quiserem”.

“Se eu puder ajudar, quero ficar. Eu disse a eles que não vim para a equipe esperando por outras oportunidades. Eu esperava um pouco mais de sucesso do que tivemos até agora, mas eu quero sempre ajudar a equipe”, disse Bourdais, em entrevista ao site americano Motosport.com.

“Há um ou dois fatores [que explicam os resultados]. Um é que acho que a Indy nunca foi tão competitiva como agora. E o segundo é que tivemos muito azar, as coisas poderiam ter sido diferentes e não foram”, acrescentou.

Sébastien Bourdais tornou-se o piloto em tempo integral pela Foyt em 2021 (Foto: IndyCar)

Há alguma semanas, Bourdais recebeu elogios de Mike Colliver, atual diretor-técnico da Foyt, que exaltou a “capacidade analítica” do #14 e disse que sua presença na equipe é de “grande ajuda”. Por isso, o francês reitera que não teve nenhuma outra conversa para respirar novos ares em 2022.

“Não, de jeito nenhum, não falei com nenhuma outra equipe. Fiz uma promessa à Foyt e ao Larry de que tentaria colocar tudo de volta no lugar e, mesmo que não aconteça, estamos fazendo alguns progressos. Vejo isso por dentro, mas ainda não é óbvio por fora. Estava parecendo muito bom nos testes e nossas configurações eram boas nas primeiras etapas, mas depois começamos a ir para lugares um pouco menos favoráveis ​​e muitas coisas aconteceram”.

“Já é bastante difícil marcar pontos na Indy, e continuamos perdendo sempre que temos ritmo. Como em Nashville, deveríamos ter feito uma corrida decente, mas fomos tirados da corrida, e no fim de semana passado [GP de Indianápolis] fizemos um bom progresso, tivemos uma corrida bastante sólida. Na relargada, tínhamos três vezes mais push-to-pass do que qualquer outro competidor”, continuou.

“Mas aí eu ultrapassei o Ryan [Hunter-Reay] e deu errado. Ele me culpou por isso, mas eu penso: ‘Cara, você está do lado de fora e diz que eu te empurrei para fora da pista. Há outros 40 metros de pista antes para analisarmos isso’. Esquisito. E mais um top-10 que perdemos”, lamentou o piloto.

Bourdais defende, sobretudo, que a equipe merecia de uma pausa maior para poder trabalhar com mais qualidade. Como esse tempo a mais é inviável, um de seus objetivos é seguir no carro da Foyt para ajudá-los também neste quesito.

“Para todas as pessoas da equipe que trabalharam tanto, seria bom fazer uma pausa, mas isso não está acontecendo agora. Essa é outra razão pela qual quero seguir aqui, porque estou empenhado em ajudar a reverter a situação da equipe e estar presente quando as coisas começarem a correr bem. Acho que ainda tenho coisas para oferecer e, contanto que a Foyt e Larry concordem, é isso que farei”, concluiu.

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