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Indy

Tricampeão da Indy, Mears acredita na introdução do windscreen e defende: “Ainda é a melhor opção”

Uma das maiores lendas da história da Indy, Rick Mears saiu em defesa do windscreen e deixou claro que acredita que a categoria vai introduzir a proteção em um futuro próximo

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Rick Mears é um dos grandes nomes da história da Indy. Quatro vezes vencedor da Indy 500 e tricampeão da categoria, o americano é voz importante nas mudanças que a Indy implementa. Apesar de ter anunciado a AFP como proteção de cockpit a partir do GP de Indianápolis, a categoria não deixou o windscreen para trás e ainda trabalha nele. Para Mears, é esta que deve ser mesmo a proteção escolhida em pouco tempo.
 
O ex-piloto destacou o trabalho intenso da Indy em testes e pesquisa com o windscreen e, mesmo vendo alguns problemas a serem corrigidos, colocou o escudo como melhor opção de proteção para os próximos anos, já que a AFP ficará, pelo menos, até o fim de 2019.
 
"A Indy fez muitas pesquisas e testes e concluiu o que era melhor para ela, assim como a F1 fez com o halo e viu que era o que funcionava melhor para ela. Acho o windscreen bom, mesmo com os problemas que vimos no passado como distorção de visão, ele se manter limpo e os relexos do sol. Ainda acho que é a melhor opção", comentou ao site norte-americano 'Motorsport.com'.
O windscreen ainda é a proteção favorita de Rick Mears (Foto: Chris Jones/Indycar)
Mears defendeu que o carro não fique mudando de tipo de proteção conforme o tipo de pista, então, tirou o halo da lista de boas opções por conta dos ovais.
 
"Acho que a categoria quer usar a mesma proteção em todas as pistas e concordo que o halo seria, sim, um problema nos ovais para entrar nas curvas. E acho que algum objeto poderia entrar no cockpit mesmo com o halo dependendo de onde batesse. O windscreen evitaria isso", seguiu.
 
A estética do windscreen também não é um problema para Rick, que voltou a citar o halo. No começo, a proteção da F1 também era duramente criticada e hoje pouco se fala disso.
 
"É subjetivo dizer se fica bonito ou feio e não sabemos como o produto final ficará em comparação ao que foi testado, mas eu gostei do protótipo, é ok. Os novos carros vão casar bem com eles. Tudo é questão de adaptação e disso o tempo cuida. Não me lembro mais quando foi a última vez que li uma crítica ao halo na F1. Vai ser o mesmo aqui", afirmou.
 
Mears falou também da AFP e não considerou algumas críticas que ouviu sobre visibilidade. Para o ex-piloto, tudo passará em poucos dias.
 
"No teste da semana passada ouvi algumas reclamações sobre visibilidade com a proteção nova, mas acho que com o tempo isso passa, é tão rápido que você nem nota que tem algo na sua frente. E vai ser o mesmo com o windscreen, não tenho dúvidas. Coisa de poucas corridas", completou.
 

 
 
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