Confirmado nos X-Games, Nelsinho exalta “jeito americano” e diz que é importante correr sempre

Brasileiro foi anunciado como piloto do X Team Mitsubishi e está confirmado para disputar a primeira etapa dos X Games, na divisão Global RallyCross, em dez dias

Nesta segunda-feira (8), Nelsinho Piquet concedeu entrevista coletiva e falou sobre sua estreia nos X-Games na divisão Global RallyCross, que mistura asfalto com terra, pelo X-Team Mitsubishi. A equipe brasileira foi formada em parceria entre Mitsubishi e Geraldo Rodrigues, vai ter o primeiro piloto a ter competido na F1 no campeonato, que tem sua prova inaugural marcada para 18 deste mês, em Foz do Iguaçu, Paraná.

Nelsinho afirmou que vai aproveitar oportunidades para disputar novas categorias (Foto: Carsten Horst)

 
Para dividir a temporada com o atual piloto da Nationwide, o experiente Guilherme Spinelli, com disputas do Rali dos Sertões e Dakar no currículo, foi chamado e também foi oficializado na nova equipe. Como está disputando a etapa de Abu Dhabi de rali cross-country, ele não pôde participar do evento, mas tratou de elogiar Nelsinho, em mensagem por vídeo, a quem chamou de “ídolo” e disse estar “na torcida pelo sucesso dele Brasil”.
 
Piquet Jr., como é conhecido nos Estados Unidos, afirmou que o Rali de São Paulo, evento que contou com a organização de Rubens Barrichello, foi um dos motivos que o fez aceitar o novo projeto. “Quando fez esse evento, e terminei em segundo, conheci algumas pessoas do meio do rali, fiz outros treinos e me animei bastante. Sobre o X-Games, acompanhei algumas corridas no ano passado, principalmente para ver o [Travis] Pastrana, porque ele estava correndo de Nascar. Achei muito legal e vi que existia a possibilidade de andar bem”, disse.
 
Falando da nova cultura do automobilismo em que está inserido, Nelsinho afirmou que o convite apareceu em um momento da carreira em que está aproveitando todas as chances possíveis para pilotar quando não disputa nenhuma prova da Nationwide. “Sempre que tive a oportunidade de correr Le Mans ou A1GP, sempre corri. Meu pai, que tem um pouco essa mentalidade de focar, nem tanto. Mas você pode olhar para os dois lados, claro, você pode se distrair. Mas você pode olhar o jeito americano. Meu companheiro de equipe faz, em média, 130 corridas por ano”, explicou.
 
“Estou tentando aproveitar o máximo e me arrependo de corridas que poderia ter feito por tentar ficar focado, enfim… Todo piloto jovem precisa pilotar muito e aproveitar todas as chances. Com restrição de treino, quanto mais corridas você participar, mais ele vai sentir o jeito de pilotar. É muito saudável o que acontece nos Estados Unidos. Os caras correm quase todo dia”, encerrou.

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