Em Jujuy, duplas da Mitsubishi enfrentam dificuldades com altitude, mas avançam no Rali Dakar 2016

A quarta etapa do Rali Dakar 2016 foi disputada em laço em Jujuy, no noroeste da Argentina, onde a altitude chega a 3.500 metros, oferecendo uma dificuldade a mais aos competidores. Carlos Sousa e Paulo Fiúza terminaram a especial em 24º, enquanto João Franciosi e Gustavo Gugelmin completaram o trecho de 429 km em 28º

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Ao passo em que o Rali Dakar 2016 vai sendo disputado, as dificuldades vão se tornando cada vez maiores para todos, seja pilotos, navegadores ou mesmo para as equipes de apoio. Não foi diferente na quarta especial da prova, realizada na última quarta-feira (6) em Jujuy, no noroeste da Argentina. Foi a primeira ‘perna’ da etapa Maratona, na qual os competidores não podem contar com o auxílio das equipes de apoio e têm de submeter seus veículos ao regime de parque fechado. Outra dificuldade bastante sentida foi com a altitude, já que os mais de 3.500 metros da região afeta não apenas aos competidores, mas também as máquinas.
 
Entretanto, mesmo em meio a um cenário mais difícil, as duplas da Mitsubishi continuam avançando no Dakar 2016. João Franciosi e Gustavo Gugelmin, que correm com um ASX Racing da equipe Ralliart Brasil, completaram o trecho de 429 km em laço em Jujuy em 4h05min56s, terminando o dia em 28º lugar, alcançando o 41º posto na classificação geral.
 
Já o ASX Racing #309 da dupla da Mitsubishi Petrobras formada pelos portugueses Carlos Sousa e Paulo Fiúza fechou a quarta etapa em 24º lugar, com o tempo de 4h03min38s, subindo assim para 54º na classificação geral. No fim das contas, o balanço do piloto lusitano foi considerado positivo.
Os pilotos da Mitsubishi começaram a enfrentar os desafios da altitude no Dakar (Foto: José Mario Dias/Mitsubishi)
“Esta especial foi difícil encontrar o ritmo certo. Conseguimos fazer algumas ultrapassagens, mas quando chegamos mais alto, o rendimento caiu devido à altitude. Mas chegamos bem classificados e está tudo certo para largarmos amanhã”, comentou o piloto luso.
 
Já o navegador Fiúza destacou a segunda ‘perna’ da etapa Maratona, que levará a caravana do Dakar até o salar de Uyuni, chegando aos mais de 4.600 metros de altitude, num desafio ainda maior para todos. “O importante é levarmos o ASX Racing até a Bolívia em segurança para nosso apoio poder fazer a revisão nos dois carros”, disse o copiloto.
 
Franciosi e Gugelmin falaram sobre os efeitos físicos que a altitude causa nos competidores e nos carros também. “Foi uma especial difícil por causa da altitude. Dá dor de cabeça, falta de ar, mas a vontade de chegar era grande. E o bom é que chegamos bem com os dois carros. O ritmo foi bem complicado, quando encontrava a velocidade certa, não tínhamos motor para busca-la novamente, já que, com o ar rarefeito, os motores acabam perdendo potência”, disse o experiente piloto brasileiro.
As duplas da Mitsubishi chegaram a 3.500 metros de altitude de Jujuy, no noroeste da Argentina (Foto: José Mario Dias/Mitsubishi)
“Foi uma especial muito rápida, com retas de até 25 km. A altitude pesa e dá muita dor de cabeça. Mas hoje foi dever cumprido”, acrescentou Gugelmin.
 
A quinta etapa do Dakar 2016 será composta por 315 km de deslocamento e outros 327 de trecho cronometrado, totalizando 642 km até à chegada a Uyuni, na Bolívia. Aí, o Dakar ganha uma outra cara, sobretudo quanto a navegação.
 
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