5 coisas que aprendemos no GP do Brasil, 2ª etapa da MotoGP 2026
Da chuva, atrasos e pedadas, passando pela recuperação de Marco Bezzecchi na corrida encurtada e a emoção de Jorge Martín, a MotoGP teve muitas histórias para contar no fim de semana do GP do Brasil. O GRANDE PRÊMIO reservou cinco tópicos para analisar
O GP do Brasil do último domingo (22) mostrou que precisa melhorar em muitos aspectos para o próximo ano, passando pela estrutura de maneira geral, agindo com antecipação na preparação para um fim de semana chuvoso e, claro, na questão das condições da pista do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia.
Na pista, tivemos boas disputas, como a de Marc Márquez e Fabio Di Giannantonio e, apesar da redução de última hora do número de voltas na corrida principal, o domínio da Aprilia, que reforçou o argumento de que tem a melhor moto do grid neste momento.
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Além disso, Diogo Moreira voltou a mostrar bom desempenho e, assim como na Tailândia, pontuou ao concluir a prova em 13º lugar, a mesma posição conquistada em Buriram, na estreia como piloto da MotoGP.
O GRANDE PRÊMIO separou cinco coisas que aprendemos no GP do Brasil, 2ª etapa da temporada 2026 da MotoGP:

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Chuvas, buraco, atrasos e amadorismo
É impossível analisar a etapa brasileira sem enfatizar os problemas enfrentados por todos que estiveram em Goiânia ao longo do fim de semana. Primeiro, as chuvas que atingiram a cidade provocaram atrasos nas atividades por conta de um buraco que surgiu na pista, alterando o cronograma de sábado e jogando a classificação da Moto2 para a manhã de domingo.
Os apontamentos sobre a necessidade de evoluir na antecipação de problemas, inclusive feitos por nomes importantes do paddock, como o chefe da Trackhouse, Davide Brivio, mostram que o tema precisa ser debatido e aprimorado para o próximo ano com absoluta urgência.
Foi absurdamente amador e o GRANDE PRÊMIO, que prima pelo bom jornalismo analítico e crítico, doa a quem doer, não deixou de mostrar todo o transtorno e insatisfação provocada aos protagonistas do fim de semana.

Corte de voltas de última hora e asfalto em farelos
E o que dizer sobre o corte no número de voltas de 31 para 23 de última hora? Uma jogada para tentar não prejudicar a segurança dos pilotos pelo excessivo desgaste dos pneus, é verdade, mas feita de maneira totalmente tardia e que prejudicou a estratégia de muitos competidores. Uma falha grave da MotoGP, que não pode ser ignorada e, sim, prejudicou o que já estava ruim.
Sobre o asfalto, basta ler reportagem produzida pelo GRANDE PRÊMIO, que ouviu 21 dos 22 pilotos do grid após a corrida — a exceção foi Fermín Aldeguer, que não apareceu na sala de imprensa —, e a maioria deles relatou que que foram atingidos por pedradas e que o asfalto estava se soltando a cada volta. “Uma merda”, como classificou Enea Bastianini, da Tech3.

Na pista, Aprilia mostra (de novo) que vai brigar pelo título
A dobradinha da Aprilia em Goiânia chamou a atenção não só pelo desempenho, pois todos sabem que a moto é uma das melhores do grid, mas pela reação da marca de Noale após começar o fim de semana um pouco mais tímida.
Desta vez, a equipe italiana não foi encabeçada pelo excelente Marco Bezzecchi, mas sim por Jorge Martín, que garantiu um pódio na corrida sprint e seguiu muito forte na corrida principal para mostrar que pode voltar a ser o Martinator de 2024. Finalmente vimos uma Aprilia lutando com duas motos. E isso é muito bom para o campeonato.
Bezzecchi é grande alvo na MotoGP 2026
Acompanhando essa ótima fase da Aprilia, é claro, está Bezzecchi. O italiano ignorou a concorrência, venceu pela segunda vez na MotoGP 2026 e, de quebra, mostrou que é o grande favorito para desmontar o reinado da Ducati e colocar a Aprilia no topo.
Mais um grande fim de semana do italiano e que ilustra muito bem como tudo está em perfeita sintonia na casa de Noale. O ano da equipe é, sem dúvida, 2026.

Moreira segue forte e pontua de novo
Moreira também foi outro piloto do grid que reclamou do asfalto e, mesmo sendo o representante brasileiro, não deixou de apontar que isso precisa ser melhorado para o ano que vem. Na pista, o brasileiro teve dificuldades no início da prova e chegou a cair para 18º após largar em 14º lugar, mas recuperou terreno e fechou o GP do Brasil em 13º.
Mais uma corrida sólida, com ritmo forte e dentro da zona de pontos da MotoGP, assim como na Tailândia. Ótimo começo na classe rainha, sem sombra de dúvidas.

A MotoGP volta a acelerar no próximo fim de semana, em Austin, com o GP das Américas, para a 3ª etapa da temporada 2026.
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