Aleix Espargaró vê Aprilia “muito mais séria” com chegada de Rivola da F1

Aleix Espargaró avaliou que a chegada de Massimo Rivola vindo da Fórmula 1 está “mudando a imagem” da Aprilia. O catalão contou que a equipe italiana está testando tecnologias do Mundial da FIA para facilitar o trabalho dos engenheiros

Aleix Espargaró avaliou que a contratação do ex-Ferrari Massimo Rivola para o posto de diretor-executivo teve um impacto positivo na Aprilia na MotoGP. O catalão entende que, mesmo que ainda não tenha dado tempo de fazer grandes mudanças, o italiano já vem modificando a maneira de trabalhar da casa de Noale. 
 
Depois de 20 anos na F1, com passagens por Minardi, Toro Rosso e Ferrari, Rivola chegou à Aprilia neste ano. E, no entender de Aleix, tornou a escuderia italiana mais séria.
Massimo Rivola e Aleix Espargaró (Foto: Aprilia)
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“Acho que Massimo não pôde fazer tudo que queria, porque quando você chega em um lugar novo, precisa entender como funciona”, disse Aleix. “Pessoas inteligentes como Massimo ouvem bastante, esperam, são pacientes. Então isso precisa de mais tempo. Mas estou feliz com a maneira como ele chegou e o impacto na primeira temporada”, seguiu.
 
“O time é muito mais sério, a garage é dez vezes mais profissional do que em outras temporadas”, apontou. “Acho que estamos mudando a imagem, então agora o que temos de mudar é a competitividade da moto e os resultados”, alertou. 
 
“Mas isso está vindo, pois este ano chegaram mais engenheiros nos últimos dois meses na Aprilia do que nos últimos dez anos”, comentou. “Então, no futuro, acho que veremos as mudanças”, apostou.
 
Ainda, Aleix contou que a experiência de Rivola também está levando tecnologias da F1 para a MotoGP. No teste de Jerez, por exemplo, a escuderia italiana introduziu rádios nos capacetes para que Espargaró pudesse falar com todos seus engenheiros aos voltar para os boxes.
 
“Nós testamos algumas coisas vindas da F1. Não peças na moto, mas na maneira de trabalhar”, apontou. “Acho que eles são muito mais organizados do que nós”, opinou.
 
“Em termos de comunicação, nós estamos testando muitas coisas neste teste com rádios no meu capacete para dar uma informação melhor aos engenheiros quando chego na garagem”, relatou. “Nós estamos testando ideias diferentes que são mais do que bem vindas. Dentro da garagem. Não na moto. Na moto, é proibido”, ressaltou.
 
“Mas na garage pode, e se tivermos dez engenheiros ao redor, então os dez não podem ouvir o que eu estou dizendo, é impossível”, justificou. “Então, com isso, eles podem estar na pista e ouvir completamente o que estou dizendo e podem começar a trabalhar imediatamente. Eles não precisam ler os relatórios”, explicou. 
 
“São pequenos detalhes. Obviamente, o importante é que a moto seja competitiva, mas esses detalhes são mais do que bem-vindos, porque eles facilitam a vida dos engenheiros”, concluiu.
 

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