Análise: Contraponto, Rossi mostra que aposentadoria não tem relação com idade e currículo, mas com paixão

Dono de nove títulos no Mundial de Motovelocidade — sete deles na classe rainha —, Valentino Rossi segue em grande forma e mostra que aposentadoria na elite do esporte não tem a ver com idade e conquistas, mas sim com paixão e motivação para seguir em frente

 

“Eu, quando me aposentei, chorei por três dias”. Foi assim que Giacomo Agostini se lembrou do dia que abandonou o esporte. Dono de 15 títulos no Mundial de Motovelocidade — oito nas 500cc e sete nas 350cc —, o italiano foi um dos que foi pego de surpresa com a aposentadoria de Nico Rosberg, que decidiu encerrar a carreira na F1 poucos dias após conquistar o primeiro título.

 
Lenda do esporte a motor, Ago não conseguiu entender a decisão do germânico e colocou em dúvida a paixão do piloto da Mercedes pelo esporte. Afinal, como alguém para quando está no auge?
Valentino Rossi mostra que idade e currículo não são determinantes para aposentadoria (Foto: Yamaha)

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Embora tenha reconhecido que foi preciso coragem para encerrar a carreira da forma como Rosberg o fez, Agostini citou Valentino Rossi e Francesco Totti como exemplos de contrapontos. Os dois italianos possuem carreiras vitoriosas, mas seguem no esporte, apesar do esforço que isso demanda.
 

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Aos 40 anos, o capitão do Roma não pensa em pendurar a chuteira e segue confiante na capacidade de seu corpo em seguir honrando a camisa 10 Gialorossi.
 
Aos 37, Rossi fechou a temporada com o vice-campeonato na MotoGP e embora o sonho do décimo título mundial tenha mais uma vez ficado pelo caminho, o #46 tem motivos para celebrar a campanha de 2016, já que exibiu uma versão até mais forte do que aquela do ano anterior.
 
Apesar de ter cometido mais erros ao longo do ano — o que acabou sendo decisivo na disputa pelo título —, Valentino foi ainda mais rápido, o que ficou evidenciado pela melhora de sua performance nos treinos classificatórios, que vinham sendo seu ponto fraco desde a mudança no formato da sessão.
 
Enquanto em 2015 o piloto de Tavullia largou na primeira fila cinco vezes — sendo uma única delas na pole —, neste ano Rossi esteve no top-3 do grid 12 vezes, com três poles — nos GPs da Espanha, da Itália e do Japão.
 
Mas como alguns continuam e outros não? Rosberg tem 31 anos, contra os 37 de Rossi, o que indica que a idade não é um fator determinante. 
 
Ao contrário do italiano, Nico é pai, o que também pesou em sua decisão de se aposentar. E não é a primeira vez, aliás, que a paternidade resulta em aposentadorias precoces. Isso já aconteceu na MotoGP com Casey Stoner, que se retirou no Mundial como bicampeão da classe rainha pouco depois do nascimento da primeira filha. 
Nico Rosberg deixou F1 com sonho realizado (Foto: Mercedes)
Mas filhos tampouco são peremptórios neste quesito. Sebastian Vettel, por exemplo, segue correndo e também é pai, assim como Cal Crutchlow, que, inclusive, viu sua performance melhorar bastante após o nascimento da pequena Willow. Andrea Dovizioso também integra a lista dos papais do esporte, assim como Felipe Massa, Jonathan Rea, Helio Castroneves, Romain Grosjean, Tom Sykes, Tony Kanaan, Kimi Räikkönen e muitos outros.
 

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Muito mais do que idade ou família, a motivação parece ser sempre mais determinante na hora da aposentadoria. Rosberg afirmou que tinha o sonho de conquistar o título da F1 e deixou a categoria no momento em que conseguiu. Rossi segue porque busca a décima taça.
 
Isso significa que o titular da Yamaha vai pendurar o capacete quando — e se — conseguir? Não. Valentino encontrou sua própria fórmula da juventude ao preparar a próxima geração de italianos por meio de sua Academia de Pilotos VR46 e vem modificando e desenvolvendo suas habilidades por meio deles.
 
Mesmo assim, uma hora Rossi vai ter de deixar a MotoGP, mas, provavelmente, será uma decisão muito mais difícil do que foi a de Rosberg.
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