Criticados por faltarem à reunião realizada em Barcelona após a trágica
morte de Luis Salom em decorrência de um acidente na segunda sessão de treinos livres para o GP da Catalunha de Moto2, Valentino Rossi e Jorge Lorenzo confirmaram que vão participar do encontro desta sexta-feira.
Jorge Lorenzo e Valentino Rossi vão estar na reunião da Comissão de Segurança em Assen (Foto: Divulgação/MotoGP)
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Rossi sempre foi presença constante na Comissão de Segurança, até por ter sido um dos precursores do grupo na esteira da morte de Daijiro Kato, no Japão, em 2003. O italiano, no entanto, parou de comparecer após o GP da Austrália do ano passado, quando a crise com Marc Márquez teve seu início.
Lorenzo, por outro lado, nunca foi uma presença constante, já que abandonou os encontros anos atrás, quando se queixava da agressividade de Marco Simoncelli, que morreu em um acidente em Sepang em 2011.
Nesta quinta-feira (23), durante a coletiva de imprensa que antecede o GP da Holanda, Rossi foi questionado se voltaria à Comissão e confirmou sua participação, resaltando a importância do debate sobre a pista de Montmeló.
“Sim, acho que eu vou amanhã, porque vamos falar sobre Barcelona todos juntos para entender o que podemos fazer para o futuro, o que acho que é importante”, disse.
Lorenzo, por sua vez, disse que normalmente tem um cronograma apertado, mas vai tentar abrir um espaço na agenda para comparecer.
“Sim, acho que eu vou. Normalmente, minha agenda é bem apertada e eu prefiro não ir e confiar nos outros pilotos”, comentou. “Mas acho que amanhã será muito importante estar lá, porque vamos decidir o que fazer em Montmeló”, seguiu.
Também presente, Cal Crutchlow cobrou o envolvimento dos pilotos de Moto3 e Moto2, até por considerar que são eles que vão formar o grid da MotoGP no futuro.
“A Comissão de Segurança, até onde eu sei, não é aberta apenas aos pilotos da MotoGP, mas nesses seis anos em que eu estou lá, eu nunca vi nenhum piloto de outro campeonato”, disse. “Claro, nós já temos muita experiência e damos nossa opinião sobre aquilo que achamos que é melhor, mas talvez os outros caras, aqueles que vão estar correndo na MotoGP nos próximos anos, também possam participar. Acho que é importante ouvir as opiniões deles e ver o que eles podem fazer”, continuou.
Líder do Mundial, Márquez entende que é melhor continuar com a pista usada no automobilismo.
“Para mim, está claro. Para mim, a melhor maneira, já que não há área de escape suficiente naquela curva, é ficar deste jeito, pois o Circuito da Catalunha não tem mais espaço. Para mim, é ficar desse e melhorar a curva 13, porque é apertada”, apontou.
Ainda não há posição definida sobre layout de Montmeló (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
Lorenzo, por outro lado, prefere o layout original do Mundial de Motovelocidade. “Nós vamos conversar amanhã, mas eu não tenho a mesma opinião do Marc. Para mim, a pista antiga era boa, só precisamos aumentar a distância em relação ao muro nas duas curvas, especialmente na curva nove, que é bem perigosa para a MotoGP”, apontou.
Rossi, por fim, avaliou que primeiro é preciso entender se é possível adaptar o traçado da MotoGP às exigências de segurança atuais.
“Nós precisamos entender se existe a chance de usar o layout normal da MotoGP, porque é melhor”, avaliou Rossi. “Mas, para mim, não é suficiente ter uma caixa de brita onde Luis caiu. Se queremos usar aquela curva, precisamos de mais área de escape e, por isso, mover a arquibancadas”, ponderou.
“Em relação à curva dez, também é difícil entender o melhor caminho. O layout normal é mais seguro, porque tem menos risco quando um piloto comete um erro na freada, como [Andrea] Iannone [quando atingiu Lorenzo]. Mas a área de escape também não é suficiente. Não sei, vamos ver amanhã”, concluiu.
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Líder do Mundial, Márquez entende que é melhor continuar com a pista usada no automobilismo.
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