Após reunião em Jerez, MotoGP aprova uso obrigatório de sensor para medir pressão dos pneus a partir do GP da Itália

Anunciados na esteira do acidente com Loris Baz na pré-temporada, os sensores para aferir a pressão dos pneus na MotoGP serão obrigatórios a partir do GP da Itália, marcado para o próximo dia 22 de maio

A expectativa era de que a reunião realizada pela Comissão de GP no último sábado (23) trouxesse novidades sobre as polêmicas asas introduzidas na MotoGP, mas não foi nada disso que aconteceu.
 
Nesta terça-feira (26), a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) divulgou uma lista de decisões tomadas no encontro da comissão — formada por Carmelo Ezpeleta, diretor-executivo da Dorna, promotora do Mundial de Motovelocidade, Ignacio Verneda, diretor-executivo da FIM, Hervé Poncharal, da IRTA (Associação Internacional das Equipes de Corrida) e Takanao Tsubouci, da MSMA (Associação das Fábricas de Motocicletas Esportivas), na presença de Vito Ipollito, presidente da FIM, Javier Alonso, diretor de eventos da Dorna, e Mike Trimby, também da IRTA — e a mais expressiva diz respeito à introdução dos sensores para aferir a pressão dos pneus.
Sensores para aferir pressão dos pneus serão obrigatórios a partir de Mugello (Foto: Yamaha)
 
“O regulamento existente nesta questão foi reforçado para permitir que o diretor-técnico e sua equipe, auxiliados pelos engenheiros do fornecedor oficial, verifiquem se a pressão mínima dos pneus foi respeitada”, anunciou a FIM na época. “Em última análise, essas informações serão gravadas automaticamente por meio do datalogger e estarão disponíveis por meio de download para a equipe técnica”, seguiu.
 
“Entretanto, como o equipamento e o método eletrônico de gravar essas informações ainda precisam ser finalizados, as equipes técnica e da fornecedora oficial de pneus estão autorizadas a verificar manualmente a pressão dos pneus a qualquer momento”, completou.
 
No ano passado, alguns times da Moto2 rodavam com a calibragem dos pneus abaixo do recomendado, o que causou uma série de problemas. Fornecedora da categoria, a Dunlop reagiu rápido, e os sensores passaram a ser obrigatórios.
 
Agora, a entidade máxima do esporte confirmou que os sensores serão obrigatórios nas duas rodas dos protótipos da MotoGP a partir do GP da Itália, que acontece em Mugello no próximo dia 22 de maio.
 
Além dessa mudança de cunho técnico, a Comissão de GP também aprovou outras duas alterações de crio esportivo. Uma que se refere à queima de largada e a outra sobre o reinício de provas interrompidas.
 
O primeiro caso é um reflexo da confusão que aconteceu na prova da Moto2 no Catar, quando vários pilotos se moveram no grid antes da hora, mas Franco Morbidelli e Sandro Cortese só foram punidos no fim da disputa, quando não havia mais tempo de cumprirem um ride-through. Assim, receberam o acréscimo de 20s ao tempo de prova, um pouco menos do que perderam os pilotos que efetivamente tiveram de passar pelo pit-lane.
 
A partir de agora, caso os responsáveis pelo Mundial não consigam impor uma pena durante o curso da corrida, o piloto será sancionado com o acréscimo de tempo ao fim da etapa, mas o tamanho da pena determinada pela direção de prova será definida pelo tempo perdido no ride-through em cada circuito. Essa informação será disponibilizada antes da disputa.
 
Além disso, também foi removida do regulamento a determinação de que a punição por queima de largada tinha de ser informada até a quarta volta da prova. Ainda assim, os times têm de ser notificados pela direção de prova o mais rápido possível.
 
Em relação ao procedimento de relargada, os times manifestaram a preocupação de terem dificuldades de efetuarem o reabastecimento de forma segura para o caso de a disputa ser retomada para a distância original. Assim, quando a corrida da MotoGP for interrompida antes de três voltas terem sido completadas, a prova será reiniciada com um giro a menos do que a previsão original.
 
A última modificação aprovada pela Comissão de GP diz respeito ao regulamento técnico da Moto3. Sempre que uma fábrica introduzir uma atualização de chassi, esses componentes atualizados devem estar disponíveis em quantidades suficientes para serem usados imediatamente por todas as equipes que usam a mesma marca.
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