Arenas usa irregularidade de adversários a seu favor para conquistar título da Moto3

Em um ano marcado por regularidade, o espanhol tratou de aproveitar ainda os vacilos dos principais adversários para sagrar-se campeão da Moto3, o primeiro da carreira e o 20º de um piloto espanhol

Albert Arenas sagrou-se o grande campeão da temporada 2020 da Moto3. No GP de Portugal deste domingo (21), o espanhol cruzou a linha de chegada em 12º, resultado suficiente para colocar as mãos em seu primeiro título no Mundial de Motovelocidade.

A campanha do competidor da Aspar foi marcada pela consistência. Ao longo das 15 etapas disputadas, esteve dentro dos dez primeiros em cinco oportunidades diferentes, ficando de fora apenas na corrida decisiva em Portimão.

Presente nas posições do pódio em cinco diferentes oportunidades, esteve no degrau mais alto por três vezes. Em comparação com o restante do grid da menor das classes, foi o piloto que mais triunfo ao longo do campeonato.

Albert Arenas é o mais novo campeão da Moto3 (Foto: Reprodução)

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Nem mesmo os reveses presentes durante a temporada foram capazes de parar o espanhol nascido em Girona. Foram três abandonos em 15 corridas disputadas, além de uma desclassificação – no GP da Europa por um lance considerado direção perigosa em cima de Darryn Binder.

Mas mais do que a competitividade, Arenas conseguiu se aproveitar da enorme irregularidade que os adversários apresentaram. O espanhol chegou à última etapa com apenas Ai Ogura e Tony Arbolino como principais adversários, mas a dupla não conseguiu manter uma constância importante e ainda contaram com azares improváveis.

O primeiro exemplo a ser explicado é o japonês que foi para Portugal sete pódios conquistas e nenhuma vitória. É verdade que na história do Mundial Emílio Alzamora conseguiu ser campeão sem triunfar, mas subir ao degrau mais alto do pódio é importante para alcançar o caneco.

Albert Arenas conseguiu seu primeiro título na menor das classes (Foto: Aspar)

Já o italiano chegou a receber a bandeira quadriculada na primeira colocação no GP da Comunidade Valênciana, mas foi habitué fora dos dez primeiros, jogando contra sua campanha pela coroa da Moto3. Ainda, no GP de Aragão, viajou ao lado de um passageiro com Covid-19, precisando perder uma corrida – outro grande azar para sua temporada.

Tudo isso, somado a velocidade apresentada por Albert durante todo o campeonato foram construindo a sólida liderança do competidor de 23 anos. Tanto que perdeu a liderança em apenas um momento do campeonato, em Catalunha, quando ficou três pontos atrás de Ogura. Logo na corrida seguinte retomou para a ponta e dali não saiu mais.

Portimão agora fica marcado na história de Arenas, mais novo campeão da Moto3. Com o título alcançado neste domingo, se torna o 20º competidor da Espanha a levantar o caneco nas categorias menores, provando seu valor como piloto do Mundial de Motovelocidade.

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