Arenas se expõe, fica em 12º, mas é campeão da Moto3. Fernández vence em Portugal

Em um final de tirar o fôlego, Albert cruzou a linha de chegada em 12º, assegurando seu primeiro título no Mundial. Já o espanhol da KTM Ajo não foi ameaçado em nenhum momento da disputa, garantindo a segunda vitória de 2020

Albert Arenas é o grande campeão da temporada 2020 da Moto3. No GP de Portugal deste domingo (22), o espanhol arriscou nas voltas finais e recebeu a bandeira quadriculada na 12ª colocação, resultado suficiente para colocar as mãos no caneco. Raúl Fernández garantiu a vitória.

Desde o início da disputa o piloto de 23 anos e nascido em Girona esteve nas primeiras colocações do pelotão, perdendo terreno apenas nas voltas finais, mas sem problemas para fechar o título do campeonato.

Raúl Fernández venceu pela segunda vez (Foto: KTM Ajo)

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Fernández, por outro lado, dominou a corrida de ponta a ponta em Portimão. O competidor da Red Bull KTM Ajo largou da pole-position e jamais foi ameaçado, conseguindo o segundo triunfo da temporada com mais de 5s de vantagem, subindo pela quarta vez ao pódio.

Quem terminou a prova no circuito no Algarve também no pódio foi Dennis Foggia, o terceiro top-3 do campeonato. Jeremy Alcoba fechou o dia em terceiro, a primeira aparição nos degraus de premiação do Mundial de Motovelocidade.

Com o resultado deste GP de Portugal, Arenas foi campeão com 174 pontos, só quatro a mais que Arbolino, que perdeu o GP de Aragão após ser forçado a cumprir quarentena por ter viajado próximo a uma pessoa que estava com Covid-19.

No Mundial de Construtores, a vitória ficou com a Honda, que somou 326 pontos, só oito a mais que a KTM. Na disputa de equipe, a Leopard levou a melhor com 229 pontos, 17 a mais que a Aspar, a vice. A VR46 fecha o top-3.

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Saiba como foi o GP de Portugal da Moto3:

Assim como aconteceu durante todo o fim de semana, o sol voltou a aparecer em Portimão para oferecer condições ideais para a última etapa da temporada 2020. Antes da largada da Moto3, os termômetros mediam 19°C, com o asfalto chegando a 23°C. A velocidade do vento tinha aumentado um pouco e estava em 11 km/h.

Na escolha de pneus, a totalidade dos pilotos optou pelo dianteiro mais duro, o M. Na traseira, a escolha foi dividida entre o S2, opção de nomes como Ayumu Sasaki, Ai Ogura e Albert Arenas, e o H4, calçado por Raúl Fernández, Tatsuki Suzuki e Jaume Masià, por exemplo.

Na hora em que os pilotos partiram para a volta de aquecimento, Gabriel Rodrigo teve problemas com a moto e precisou da ajuda para sair do lugar. O que acabou mandando o argentino para uma largada do pit-lane.

Quando as luzes apagaram na reta de Portimão, Raúl Fernández saiu bem e manteve a ponta na largada, com Suzuki se instalando na segunda colocação. Ainda nos primeiros metros, Ogura atacou Arenas para tomar a terceira posição. O piloto do Team Asia precisava atacar para poder seguir sonhando com o título.

Na abertura da volta seguinte, Ogura tomou o segundo lugar de Suzuki, que também não deu conta de segurar Arenas com o vácuo na reta.

Arenas, porém, não ficou parado e logo tomou o segundo posto de Ogura aproveitando o vácuo da reta principal, já 0s3 atrás de Fernández. Na sequência, Jaume Masià também separou os rivais pelo título. Terceiro candidato, Tony Arbolino vinha só em 17º.

Na volta 4, Fernández já sustentava 0s904 de vantagem para Arenas, que era pressionado por Jeremy Alcoba, que passou bem perto de derrubar o líder do Mundial. Ogura caiu para quarto, à frente de Maisà, Dennis Foggia e Tatsuki Suzuki.

A entrada de punições, muitas vindas de infrações nos treinos, mudou um pouco a configuração da ponta da corrida. Fernández já tinha escapado, sustentando mais de 2s de vantagem. Alcoba agora era o terceiro, seguido por Arenas, Sergio Garcia, Deniz Öncü e Ogura. Restavam 16 voltas.

Enquanto Ogura lutava para se manter próximo de Arenas, Arbolino ia escalando o pelotão. Na volta 7, o italiano já ocupava a décima colocação, 7s317 atrás do líder.

Arenas voltou a atacar Alcoba e reassumiu o segundo posto, 3s663 distante de Fernández. Öncü era o quarto, seguido por Ogura, Garcia, Sasaki, Suzuki e Arbolino.

Albert, contudo, não durou muito em segundo. Alcoba tomou a posição, com Öncü aparecendo brevemente em terceiro, antes de ser superado não só pelo líder do Mundial, mas também por Garcia e Sasaki. Ogura se saiu ainda pior, caindo para oitavo, mais de 2s à frente de Arbolino, o nono.

Na volta 10, Arenas caiu para quarto, mas logo passou Sasaki para voltar à terceira posição. Ogura, por outro lado, permanecia preso em oitavo, enquanto Arbolino não conseguia cortar o atraso para chegar no pelotão.

Depois de cumprirem a punição da volta longa, Foggia e Masià voltaram fortes e logo passaram Arbolino para se instalarem em nono e décimo. Com os dois, a vantagem do pelotão da frente começou a cair, inclusive com Tony chegando junto.

Enquanto isso, Arenas seguia firme na terceira colocação, com Ogura finalmente saindo de oitavo, subindo uma posição após passar Öncü. Pouco depois, contudo, Ai despencou para décimo, atrás de Arbolino.

Depois de muito insistir, Suzuki conseguiu tomar a terceira colocação de Arenas, que agora tinha de se defender de Foggia. Segundo, Alcoba já exibia mais de 0s5 de vantagem para Tatsuki.

Foggia não tardou em passar o líder do Mundial e subiu para a quarta colocação. Masià vinha em sexto e logo deixou o piloto da Aspar para trás. Garcia era o sétimo, à frente de Arbolino, Sasaki, McPhee e Ogura.

Sergio também passou Arenas, deixando o espanhol para se defender de Arbolino, rival pelo título. Tony não demorou para passar, mas levou o troco quase que imediatamente.

Depois de abrir vantagem no segundo posto, Alcoba não só viu o pelotão chegar, como também acabou superado por Foggia, Masià e Suzuki e caiu para quinto.

Arbolino insistiu no ataque, passou Arenas mais uma vez, mas tal qual tinha acontecido anteriormente, voltou a levar o troco. Os dois, aliás, tiveram um toque, mas permaneceram nas motos. Pouco depois, Tony passou mais uma vez, assumindo o sétimo posto. Como quem não quer nada, Ogura chegou junto, se instalando em nono.

Darryn Binder, então, entrou na brincadeira, passou Ogura e Arenas e assumiu a oitava colocação, já um pouco distante de Arbolino. Ai também passou Albert, que caiu para décimo.

Com quatro voltas para o fim, Jaume Masià caiu, promovendo Foggia para a segunda colocação. A pressão em cima de Arenas era forte, com muitos pilotos se envolvendo no bolo onde estava o líder do Mundial.

Binder, de KTM, passou Arbolino, de Honda, assumindo o sexto posto. Arenas era o oitavo, com Ogura caindo para 11º. Faltavam duas voltas.

Na volta 20, Tatsuki Suzuki caiu enquanto era quinto, promovendo todo o pelotão que vinha atrás.

Na volta final, Arbolino passou Binder e subiu para a quinta colocação, com Arenas caindo brevemente para oitavo antes de passar Öncü mais uma vez. O líder do Mundial, então, acionou o modo loucura, arriscou demais e acabou caindo para 12º, mas mesmo assim conseguiu confirmar o título, só quatro pontos melhor que Arbolino.

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Moto3 2020, GP de Portugal, Portimão, corrida

1R FERNÁNDEZÁngel Nieto KTM38.06.272
2D FOGGIALeopard Honda+5.810
3J ALCOBARBA KTM+5.866
4S GARCIAEstrella Galicia 0,0 Honda+6.447
5T ARBOLINOSnipers Honda+12.998
6D BINDERCIP KTM+13.065
7C VIETTIVR46 KTM+13.907
8A OGURAAsia Honda+13.929
9J MCPHEESIC HONDA+13.945
10D ÖNCÜRed Bull KTM Ajo+14.438
11N ANTONELLISIC58 Honda+14.487
12A ARENASÁngel Nieto KTM+14.708
13A SASAKIPETRONAS Honda+19.285
14C TATAYAndreas Perez 77 KTM+23.195
15K TOBAAsia Honda+24.233
16B BALTUSPrüstel KTM+24.260
17R YAMANAKAEstrella Galicia 0,0 Honda+24.321
18A FERNÁNDEZSnipers Honda+24.425
19S NEPAAvintia KTM+24.625
20R FENATISnipers Honda+24.672
21A MIGNOWorldwide KTM+27.637
22Y KUNIIAsia Honda+34.490
23J DUPASQUIERPrüstel KTM+34.884
24R ROSSIFacile Energy KTM+35.003
25M KOFLERCIP KTM+35.092
26D PIZZOLIFacile Energy KTM+35.216
27G RODRIGOGresini Honda+40.329
28K PAWISIC HONDA+46.973
29T SUZUKISIC58 HondaNC
30J MASIÀLeopard HondaNC
31A LÓPEZEstrella Galicia 0,0 HondaNC

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