Stoner detalha dificuldades para viver com fadiga crônica: “Não há controle do corpo”

Fora do grid da MotoGP desde 2012, Casey Stoner relatou os problemas que tem enfrentado com a doença que atingiu seu corpo na última década e o impediu de seguir nas competições desde então

Ausente do grid da MotoGP desde 2012, Casey Stoner faz algumas aparições no paddock da categoria a cada ano. O bicampeão sofre com a Síndrome da Fadiga Crônica, também conhecida como Encefalomielite miálgica, uma doença que causa dor e cansaço profundo por conta de esforços extremos.

Em uma das raras presenças nos bastidores da MotoGP, Stoner comentou ao site Moto.It como tem lidado com a doença que o fez abandonar as pistas ao longo desta década.

“A fadiga crônica é muito difícil para alguém entender, especialmente que não sofre disso. Não é algo físico, não é um osso quebrado, você não consegue ver. Várias pessoas já me falaram para eu me levantar e fazer as coisas. A força mental não era um problema pra mim, podia fazer o que queria, inclusive correr em situações difíceis. Com a fadiga crônica, não há controle dos pensamentos ou do corpo, você está cansaço o tempo todo”, afirmou o australiano.

“Nos últimos dois anos, consegui uma melhora. Antes disso, era muito inconsistente, sempre mês a mês. Ainda assim, neste ano, sofri muito. No ano passado, estava bem, mas no meio deste ano peguei Covid três vezes entre outubro e dezembro, então meu corpo piorou de novo. Leva um tempo longo para se recuperar e curar, preciso entender dia a dia onde está meu nível de energia e tentar reagir a isso”, seguiu.

Casey Stoner está fora da MotoGP desde 2012 (Foto: Repsol)

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“É difícil fazer planos ou objetivos. É frustrante porque nada que você faça melhora a situação, apenas ficar o mais saudável possível e positivo na parte mental”, completou.

Stoner estreou na MotoGP em 2006, mas brilhou mesmo no ano seguinte, ao conquistar o título da classe rainha do Mundial com a Ducati — iniciando um jejum quebrado apenas em 2022 pela montadora italiana. Em 2011, pela Honda, conquistou o segundo campeonato e abandonou a categoria no ano seguinte, com 38 vitórias e 69 pódios em 115 largadas.

MotoGP volta a acelerar entre 6 e 8 de fevereiro de 2024, com os testes de pré-termpoda na Malásia, no circuito de Sepang. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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