Ducati ratifica fase brilhante e faz com Bagnaia o que faltou com Stoner: bi da MotoGP

Dona do melhor protótipo da MotoGP, a Ducati entrou no GP da Comunidade Valenciana já sabendo que teria a moto campeã, mas o desfecho deste domingo (26) garantiu que a marca italiana fez o que não conseguiu com Casey Stoner após a conquista de 2007: renovar o título

Depois de anos de um amargo jejum, veio a conquista seguida. Se faltou com Casey Stoner, deu certo com Francesco Bagnaia. O italiano quebrou a maldição do #1 e garantiu mais uma placa na Torre dos Campeões ao vencer o GP da Comunidade Valenciana deste domingo (26).

A Ducati desembarcou no circuito Ricardo Tormo sabendo que a Desmosedici seria campeã também do Mundial de Pilotos. Depois de garantir o certificado do Mundial de Construtores e perder para a Pramac no Mundial de Equipes, a casa de Bolonha tinha a pressão de preservar a história e defender de Jorge Martín a hegemonia dos times oficiais. E, quando mais importava, a força do binômio com Pecco reluziu.

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O piloto de Torino chegou a Valência com 21 pontos de margem para Martín. Assim, podia alcançar na taça de 2023 na sprint se somasse mais quatro pontos de margem em relação ao espanhol. A sexta-feira não foi fácil, o que resultou em um Pecco condenado ao Q1. Para piorar, Jorge tentou jogar no campo psicológico, mas o pupilo de Valentino Rossi conseguiu manter a costumeira calma e, de um jeito nada sutil, orientou o adversário a cuidar da própria vida.

Mas, como tem feito seguidamente, a Ducati se ergueu rápido. Tal qual havia anunciado que faria, Pecco usou o treino livre 2 para terminar de acertar a GP23. Na primeira fase da classificação, garantiu até que de forma tranquila a passagem para a etapa seguinte. E, sem se abalar, lutou pela pole.

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Francesco Bagnaia levou Ducati ao bicampeonato seguido na MotoGP (Foto: Ducati)

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Por só 0s092, foi derrotado por Maverick Viñales, que fez a primeira pole da carreira com a Aprilia. Mas a forma do ‘Top Gun’ nem sequer era um problema. Afinal, quem desembarcou no Ricardo Tormo precisando vencer as duas corridas da rodada foi Martín.

Na sprint, vantagem para Martín, que venceu e aproveitou o quinto posto do rival para cortar o atraso para 14. Mesmo assim, Pecco só dependia de si. E venceu uma corrida insana enquanto Jorge abandonou após dois erros.

O bicampeonato de Bagnaia coroa uma fase de ouro da Ducati. Depois de anos mergulhada no mais absoluto abismo, a marca de Borgo Panigale se reconstruiu pouco a pouco, especialmente após o estrepitoso fiasco da aliança com Valentino Rossi.

Apostando no cérebro brilhante de Gigi Dall’Igna, a Ducati leu perfeitamente o regulamento da FIM (Federação Internacional de Motociclismo) e criou uma máquina de vencer. É verdade que o título tardou a chegar, mas até nisso os italianos conseguiram acertar.

O fim da relação com Andrea Dovizioso, que tinha acariciado o título ainda em 2017, num duelo memorável contra um Marc Márquez que vivia o auge, parecia um erro. Mas a marca dirigida por Claudio Domenicali provou que apostar nos jovens era um acerto.

Bagnaia foi esculpido em casa. Uma das crias de Rossi, já que é membro da Academia de Pilotos VR46, o filho do meio de Stefania Atzori e Pietro Bagnaia passou pela Pramac antes de chegar à equipe oficial e se transformou a olhos vistos com o passar das corridas.

Em 2022, carregou nos ombros o peso de encerrar a estiagem vermelha e, mesmo tendo de recuperar uma enormidade de pontos em relação a Fabio Quartararo após um início de temporada errático, prevaleceu. Neste ano, vestindo o #1, Pecco tinha a pressão de renovar o título, mas, desde sempre, as coisas caminhavam para um triunfo da Ducati, já que Martín e Marco Bezzecchi foram os principais rivais.

Com uma evolução da moto anterior, a Ducati colocou em campo mais um protótipo vitorioso. Mas nem só de máquina é feito um campeonato. Pecco soube ser constante e somar pontos importantes mesmo quando não estava na melhor forma, especialmente após o acidente assustador da Catalunha. Mas a equipe liderada pelo carismático Davide Tardozzi também fez impecavelmente o trabalho.

Sob a regência de Cristian Gabbarini, o mesmo engenheiro-chefe que venceu com Stoner, os técnicos e mecânicos de Pecco conseguiram dar a ele todas as respostas necessárias. E a Ducati venceu como conjunto.

O desafio imposto pela Pramac só engrandece o triunfo da Ducati. Afinal, a moto era rigorosamente a mesma. E a equipe privada, que conta com um apoio massivo da fábrica, deu um espetáculo a parte.

Com Pecco e a GP23, a Ducati faz o que não fez na era Stoner e comprova mais uma vez que este é o grande momento da história. Que a Desmosedici de Gigi Dall’Igna é a verdadeira obra-prima do ‘Made In Italy’ que tanto orgulha o construtor bolonhês.

O GP da Comunidade Valenciana de MotoGP, no circuito de Valência, acontece neste domingo, às 11h (de Brasília). O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.

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