Chefe da Marc VDS admite que título da Moto2 abre portas da MotoGP para Morbidelli em 2018

Chefe da Marc VDS, Michael Bartholemy admitiu o interesse em promover Franco Morbidelli para a MotoGP em 2018. Dirigente lembrou filosofia de formação de pilotos da escuderia belga e avaliou que, se conquistar o título da Moto2, o passo natural do #21 seria o salto para a classe rainha

 
Chefe da Marc VDS, Michael Bartholemy admitiu que a conquista do título de 2017 da Moto2 pode carimbar o passaporte de Franco Morbidelli para a MotoGP. O ítalo-brasileiro lidera a classificação da classe intermediária do Mundial de Motovelocidade depois de vencer as primeiras três etapas do ano.
 
Em entrevista ao site britânico ‘Crash.net’, Bartholemy revelou a intenção de promover Morbidelli, mas admitiu que o time de Marc van der Straten pode ter de enfrentar a concorrência de outras equipes pelo passe do piloto de 22 anos.
Franco Morbidelli pode garantir mudança para MotoGP com título da Moto2 (Foto: Marc VDS)

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“Quando nós fizemos um contrato com Franco, sempre ficou claro que era um acordo de dois anos para a Moto2 e é um acordo de dois anos para a MotoGP. A única coisa é se ele tiver uma oferta de um time de fábrica, em uma moto de fábrica. Aí, ok, é uma coisa diferente”, declarou Bartholemy. “Para mim, está claro que se vencermos o campeonato, temos de oferecer a ele uma das motos da MotoGP. Isso é um pouco da filosofia de pirâmide que fazemos com o time da Moto3 e com a pirâmide que temos com os garotos na Espanha, e o que fizemos com Tito [Rabat]”, explicou.

 
“Nós sabemos que nunca poderemos atrair esses caras ‘milionários’. Somos uma equipe privada. De fora, parece este grande projeto Marc VDS/Estrella Galicia, mas nós temos um orçamento que temos de respeitar. Só podemos fazer algumas coisas com esse orçamento”, ponderou. “A ideia é desenvolver nossos pilotos para no futuro fazê-los vencer na Moto2 e levá-los para a MotoGP. Aí tirar o melhor deles na MotoGP e, tomara, que um dia eles possam ir para um time de fábrica. Acho que este é o nosso trabalho. Para mim, se vencermos o campeonato, claro, devemos tê-lo na nossa moto na MotoGP no próximo ano”, seguiu.
 
Questionado se a promoção para a MotoGP depende do título da Moto2, Bartholemy respondeu: “Acho que isso é algo que está sempre em discussão entre o piloto e seus agentes”.
 
“No fim, o contrato diz que se ele quiser ficar mais um ano na Moto2, ele tem de ficar conosco. Ele não pode ir para outro time na Moto2. O contrato é bem amarrado, mas temos possibilidades”, falou. “Se ele disser agora: ‘Ok, termino em terceiro no campeonato e quero tentar o título’, ele pode ficar conosco por mais um ano na Moto2. Se nós dissermos: ‘Ok, é hora de subir’, vamos fornecer a ele o melhor material que pudermos oferecer para ele na MotoGP”, explicou.
Michael Bartholemy disse que futuro de Jack Miller ainda depende da Honda (Foto: Marc VDS)
 

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Franco, por sua vez, prefere seguir focado na Moto2 e deixar o debate sobre a classe rainha para depois. O piloto de 22 anos tem a carreira cuidada pela VR46 de Valentino Rossi.
 
Ainda, Michael explicou a situação de Jack Miller, que chegou à MotoGP em 2015 com um contrato de três anos direto com a Honda.
 
“Se for um sim [entre Miller e Honda], perfeito. Se for um não, podemos decidir continuar com ele ou não”, detalhou.
 
Bartholemy se mostrou disposto a manter Miller na Marc VDS, mas quer primeiro esperar para ver se a Honda vai oferecer ao australiano um novo contrato de fábrica.
 
“A situação não é 100% controlada pela Marc VDS, porque vocês sabem que Jack é um piloto da HRC. O que nós fizemos no Catar foi uma reunião com a Honda para conversar sobre o futuro, porque nosso contrato com a Honda está acabando. Era um contrato de três anos”, indicou. “Nós dissemos que gostariamos de continuar. De for a, foi bem positivo. Mas também falamos sobre esse ‘método Jack’. Nós perguntamos qual a situação. Nós dissemos: ‘Não é justo irmos ao Jack e oferecermos um trabalho a ele para o próximo ano’, porque ele esta sob contrato com um parceiro nosso”, justificou.
 
“Eles disseram que gostariam de ter um certo tempo para decidir se querem continuar com Jack ou não. Caso digam que ele está livre, então podemos fazer uma oferta a ele. Então esta é a situação no momento. Mas temos de respeitar a Honda”, declarou. “Enquanto a Honda disser ‘Esperem, nós não sabemos o que fazer com ele’, nós vamos esperar. Nós precisamos respeitar a situação. Nós só queríamos evitar uma situação onde oferecemos um contrato para o agente dele, que vai na Honda e diz: ‘Ei, Bartholemy nos ofereceu isso’. Isso tem de ficar claro. Nós dissemos a eles para decidirem”, ressaltou.
 
“Se for um sim, perfeito. Se for um não, podemos decidir se seguimos com ele ou não. É uma negociação justa. É um acordo justo. No fim, acho que ele tem potencial. Ele pode fazer as coisas. Por que não? Acho que é muito cedo para dizer agora que ele é um piloto da Marc VDS. Isso depende dele, dos agentes dele, da Honda. É algo que essas pessoas precisam decidir”, concluiu.
 
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