Chefe vê Tech3 independente e descarta liberar Zarco para substituir lesionado Rossi na Yamaha: “Não é problema nosso”

Chefe da Tech3, Hervé Poncharal negou que tenha recebido uma solicitação da Yamaha, mas afirmou que não liberaria Johann Zarco para substituir o lesionado Valentino Rossi no time de fábrica da Yamaha. Dirigente lembrou que a equipe francesa é uma estrutura independente e teria dificuldades para explicar aos patrocinadores a razão de ceder um piloto para outra equipe

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Quem sonhava em ver Johann Zarco substituindo o lesionado Valentino Rossi na Yamaha pode ir tirando o cavalinho da chuva. Chefe da Tech3, Hervé Poncharal descartou liberar um de seus pilotos para o time de fábrica da marca dos três diapasões.
 
Rossi fraturou a perna direita na semana passada em um acidente durante um treino de enduro e não vai correr neste fim de semana no GP de San Marino e da Riviera de Rimini. Apesar da torcida de muitos fãs para que Zarco fosse escalado como substituto, a Yamaha decidiu manter apenas Maverick Viñales em Misano, mas pode ter se arranjar um substituto, caso o #46 não possa voltar em Aragão, próxima parada do Mundial.
 
Falando à imprensa nesta quinta-feira (7), Poncharal afirmou que não recebeu um pedido da Yamaha para liberar um substituto para Rossi.
Hervé Poncharal descartou liberar um de seus pilotos para a Yamaha (Foto: Tech3)
“Primeiro, para ser completamente honesto, não fui procurado pela Yamaha. Eles nunca me pediram nada”, contou Poncharal. “Sabe, eu tenho uma boa relação com Lin Jarvis. Nós conversamos de cinco a dez vezes por semana, na maioria das vezes para bater papo”, seguiu.
 

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“Assim que saiu a noticia, eu entrei em contato com ele e ele me disse que estava esperando uma notícia oficial do hospital, mas que parecia um problema. Foi isso. Nós conversamos”, relatou. 
 
Mesmo ciente de que a Yamaha terá de encontrar um substituto caso Rossi não possa correr em Aragão, Poncharal lembrou que a Tech3 não tem este tipo de obrigação com a casa de Iwata.
 
“Por conta das regras, é permitido que o time não tenha um piloto por uma corrida e todos entendem, especialmente na corrida de casa dele”, lembrou. “Não sou autorizado a falar por eles, mas acho que ele está trabalhando muito duro para eventualmente estar no TL1 em Aragão, o que, para mim, é uma possibilidade. Mas, de qualquer forma, eu não sou o médico. Não sou Valentino. Claro, se Valentino não for capaz de correr em Aragão, terão de substituí-lo com alguém”, comentou. 
 
“Claramente, apesar de eu estar com a Yamaha por 19 anos consecutivos e estarmos curtindo este ano uma ótima temporada, não somos uma equipe Yamaha. Nós somos a Tech3. A Yamaha nos fornece o maquinário há 19 anos consecutivos e nós tivemos muito sucesso. A Yamaha significa muito para mim. Mas, falando em termos de negócios, sou independente. Totalmente independente”, frisou. “Zarco e [Jonas] Folger têm contrato com a Tech3, só. Além disso, eu estou em estágio final de negociações com meus atuais patrocinadores. Esses caras me pagam para ter Johann e Jonas na moto, e os estão em plena forma. Eles não me pediram, mas eu ficaria em uma posição difícil. Se eu os deixasse usar um dos meus rapazes, quem eu colocaria na moto? Como eu explicaria aos meus patrocinadores? Do ponto de vista dos negócios, isso não faz sentido”, alegou.
 
Questionado sobre a possibilidade de Zarco ser chamado pelo time de fábrica para assumir o lugar de Rossi em Aragão, Poncharal foi claro: “Não é problema nosso”.
 
“Fale com Lin Jarvis. Não sou ninguém dentro da organização da Yamaha. Sou um time independente usando as motos deles. O único contrato que tenho com eles no momento é um contrato de leasing”, afirmou. 
 
Indagado, então, se não espera ser procurado pela Yamaha, Poncharal respondeu: “Não. E, de qualquer forma, a resposta seria não. Como eu disse, eles estão resolvendo um grande problema? Não. Eles ainda têm Maverick. Se eles usarem um cara nosso, isso não vai dar pontos para Valentino”.
 
“Nos velhos tempos, muito, muito tempo atrás, quando era um campeonato da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), as duas principais fábricas eram Honda e Yamaha e elas agiam como se fossem donas do campeonato. Algumas pessoas ainda acreditam nisso”, criticou. “Nós não somos uma equipe Yamaha. Isso é o mais importante a ser entendido. Nós estamos muito felizes e só temos coisas boas a dizer, mas não somos. Se você olhar para isso do ponto de vista dos negócios, estou pagando para estar com a Yamaha”, sublinhou.
 
“Tem [dinheiro] saindo, mas não entrando. É a mesma coisa com Lucio [Cecchinello, chefe da LCR]. É o mesmo com [Jorge Martínez] Aspar. É tudo a mesma coisa. Como explicar para a Monster ― e o diretor-executivo deles está vindo aqui no sábado e no domingo ― que eu dei Zarco para o time de fábrica da Yamaha? Isso não faz sentido”, defendeu.
 
Questionado sobre o possibilidade de guiar a moto de Rossi, Zarco jogou a ‘bomba’ no colo de seu empresário. “Deixo meu agente cuidar disso”.
 
“Eles estavam falando com Hervé, mas, como eu disse, o melhor caminho é manter o que conhecemos”, defendeu. “Fico feliz em manter a moto que usei o ano todo. É a melhor solução para trabalhar e eu sei o que preciso fazer”, alegou.
 
“Aí, mesmo que Valentino não fosse o favorito para a vitória ou para estar no pódio, acho que ele poderia estar no pódio. Se ele não está aqui, talvez seja mais uma chance de estar no top-5 ou talvez no pódio, porque a Yamaha está funcionando muito bem aqui”, concluiu.
 
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