Com Mir e Rins, Suzuki põe dois pilotos no pódio pela primeira vez desde 2007

O GP da Catalunha encerrou um jejum de 13 anos para o time comandado por Davide Brivio e ainda marcou o 300º pódio da marca na classe rainha do Mundial de Motovelocidade

Uma das protagonistas da temporada 2020 da MotoGP, a Suzuki viveu um domingo (27) histórico no GP da Catalunha. A fábrica japonesa encerrou um jejum de 13 anos com duas motos no top-3 da classe rainha do Mundial de Motovelocidade e ainda registrou seu 300º pódio na elite do esporte.

Em Barcelona, Joan Mir e Álex Rins receberam a bandeirada atrás de Fabio Quartararo, repetindo um feito que tinha acontecido pela última vez no GP de San Marino de 2007, quando John Hopkins e Chris Vermeulen foram segundo e terceiro, respectivamente, em Misano.

Joan Mir e Álex Rins festejaram o bom resultado com a Suzuki (Foto: Suzuki)

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Além disso, a passagem por Barcelona também marcou de vez o nome de Mir na trajetória da equipe. No top-3 dos GPs de San Marino, Emília-Romanha e Catalunha, o espanhol deu ao time uma trinca de pódios que não acontecia desde 2000, quando Kenny Roberts Jr. foi campeão pela equipe.

Mas, como se isso tudo já não fosse o bastante, a equipe chefiada por Davide Brivio tem mais um motivo para comemorar: já são 300 pódios na classe rainha. E justamente no ano do centenário.

Nascido na Nova Zelândia, Keith Turner entrou para a história como o primeiro a colocar a Suzuki no pódio, no GP da Áustria de 1971. Desde então, outros 54 pilotos estiveram no top-3 com a marca, incluindo Graziano Rossi, o pai de Valentino Rossi.

Campeão de 1993, Kevin Schwantz é o recordista e conquistou 51 pódios com a marca, à frente e Barry Sheene, com 31, e Randy Mamola, com 21.

“Estamos muito felizes por dar nossa pequena contribuição com a Suzuki ao atingir esse grande resultado. 300 pódios é um número muito importante e estou feliz que Álex e Joan tenham contribuído com isso ao mesmo tempo”, disse Brivio. “Agora temos uma motivação extra para seguir representando um passado de tanta história”, seguiu.

“Só quero dizer muito obrigado ao nosso time, aos engenheiros da Suzuki na fábrica, a toda a companhia e, claro, aos fãs. Obrigado por nos apoiarem. Prometo que daremos de tudo e o nosso melhor para continuar assim e aumentar esse número”, completou.

Ao longo do ano, a performance de classificação tem sido o ponto fraco da GSX-RR ― Mir tem largado em média na oitava colocação, enquanto Rins sai por volta de 12º ―, mas a performance cresce no fim das corridas, como aconteceu, por exemplo, no GP da Catalunha. O que tem deixado a concorrência de orelhas em pé, aliás.

Assim, passadas as oito primeiras etapas da temporada, a Suzuki tem a vice-liderança do Mundial de Pilotos, com Mir aparecendo apenas oito pontos atrás do líder Quartararo. No Mundial de Construtores, a marca ocupa a terceira colocação, 50 pontos atrás da Yamaha. Pelo Mundial de Equipes, a Suzuki é a vice-líder, com 25 de atraso para a SRT.

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