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Marc Márquez conseguiu outra vez. Aos 24 anos e 268 dias, o piloto da Honda conquistou neste domingo (12) o quarto título na MotoGP ― o sexto da carreira no Mundial de Motovelocidade ―, o que faz do espanhol de Cervera o mais jovem tetracampeão da história do campeonato.
Com uma carreira já marcada pela precocidade, chama atenção a maneira como Márquez chegou a este quarto título da divisão principal. Se as duas primeiras conquistas foram calcadas pelo jeito explosivo e ‘moleque’ do #93, o triunfo do ano passado foi cunhado pela versão 2.0 do piloto, que trabalhou muito mais com a consistência, deixando um pouco de lado o natural estilo ‘tudo ou nada’. Desta vez, Marc apareceu com uma nova variante, combinando esses dois modos anteriores.
Marc Márquez é o mais jovem a conquistar quatro títulos da MotoGP (Foto: Michelin)
Naquele que é, possivelmente, o grid com o maior volume de talento concentrado da história da MotoGP ― com dez campeões mundiais que somam o recorde de 29 títulos ―, Márquez precisou combinar prudência e explosividade em um campeonato que chegou até Silverstone, a 12ª etapa da temporada, com cinco pilotos vivos na briga pela título.
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Assim como aconteceu também em 2016, Márquez começou o ano sem ter a melhor das armas ―
ou a moto dos sonhos, como chegou a definir ―, mas, assim com já fez tantas outras vezes, conseguiu superar a limitação do equipamento. Depois de começar o ano com um quarto lugar no Catar, Marc caiu quando liderava na Argentina, mas manteve a tradição e conquistou uma vitória incontestável em Austin.
O #93 voltou ao pódio em Jerez ― segundo ―, mas viu a França e a Itália serem menos produtivas, com um tombo em Le Mans enquanto caçava as Yamaha e um apagado sexto posto em Mugello. Na Catalunha, o espanhol começou a reencontrar seu caminho e, a partir de então, se tornou presença constante no pódio, com exceção do GP da Grã-Bretanha, onde foi vítima de uma incomum quebra no motor Honda.
O equilíbrio, porém, permaneceu, embora pouco a pouco os candidatos ao título tenham ficando pelo caminho. Valentino Rossi, por exemplo, viu suas chances minguarem com a ausência em Misano por causa de uma dupla fratura na perna. Dani Pedrosa, por sua vez, tem sofrido para aquecer os pneus e não faz uma de suas melhores temporadas. Maverick Viñales, por outro lado, sofreu com a performance irregular da Yamaha e embora tenha chegado à penúltima etapa com 50 pontos de atraso para o líder, não tinha mais chances de virar o jogo.
O foco, então, era no confronto entre Márquez e Andrea Dovizioso. E por razões que iam além dos pontos mostrados na tabela de classificação.
Dez anos depois de conquistar o primeiro ― e único ― título na MotoGP ― em 2007 com Casey Stoner ―, a casa de Bolonha voltou à briga, com o #4 aparecendo em sua melhor forma. Além da força da Desmosedici, também salta aos olhos o fato de o piloto de Forlimpopoli ter batido o #93 em dois confrontos ‘mano-a-mano’.
Mas chegou Phillip Island e o fabuloso traçado australiano acabou por atingir em cheio as pretensões de Andrea. Apagado na pista de Victoria, Dovizioso assistiu Márquez conquistar o sexto triunfo do ano e abrir 33 pontos de vantagem no topo da tabela. Era o cartão de acesso ao primeiro match-point do ano.
Dovizioso, porém, tinha lá suas cartas na manga. Forte no seco e na chuva, o #4 se preparou para o GP da Malásia da melhor maneira que pôde e conseguiu fazer o necessário para adiar para Valência a decisão do título. Com a vitória e o quarto lugar de Márquez em Sepang, Andrea partiu para Valência com 21 pontos de atraso.
Com as estatísticas a seu favor, Márquez não deixou passar a oportunidade de chegar ao tetra e, depois de um fim de semana dominante em Valência, conseguiu executar mais uma de suas surpreendentes salvadas e conquistou o tetra ao terminar a corrida atrás de Dani Pedrosa e Johann Zarco.
GERAÇÃO PRIVILEGIADA
F1 TEM ÓTIMA CLASSE EM 2017. E É BOM DEMAIS VÊ-LA EM AÇÃO
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