Com pódio em Aragão, Suzuki perde concessões para 2019. E celebra: “Somos mais competitivos”

Com o terceiro lugar de Andrea Iannone no GP de Aragão, a Suzuki perdeu todas as concessões para a temporada 2019. Chefe do time, Davide Brivio comemorou a novidade, já que considera essa uma prova do avanço da GSX-RR

O pódio de Andrea Iannone não marcou apenas um bom fim de semana em Aragão, mas também resultou em uma mudança importante para a Suzuki. Com o quinto top-3 do ano ― três do #29 e dois de Álex Rins ―, a fábrica de Hamamatsu perdeu todas as concessões a que tinha direito para a temporada 2019.
 
A posse ou não de concessões está atrelada à performance das fábricas. O regulamento da FIM (Federação Internacional de Motociclismo) dá uma série de vantagens para construtores que tenham se juntado à categoria depois 2013 ou que não venceram no seco neste mesmo período, como uso de nove motores descongelados por ano, mais liberdade de testes e também um máximo de seis wild-cards no ano.
Pódio de Andrea Iannone determinou fim das concessões da Suzuki (Foto: Suzuki)
Essas concessões, no entanto, saem de cena no momento em que a fábrica acumula seis pontos de concessão, que são distribuídos de acordo com os resultados: uma vitória vale três pontos, um segundo lugar dois e um terceiro três.
 
O regulamento prevê, também, que uma fábrica que não some pontos de concessão ao longo do ano tenha direito aos mesmos benefícios. E foi justamente está parte do código que deixou a Suzuki com estes direitos após um 2017 apagado. 
 
A perda das concessões representa, também, uma mudança imediata, já que, a partir de agora, a Suzuki perde o direito de testar ilimitadamente. Conforme estabelecido pelo código da FIM, o time de Iannone e Rins agora passa a ter o mesmo limite de cinco dias por ano como Honda, Yamaha e Ducati.
 
“Foi uma ótima corrida para nós, porque nós ficamos muito próximos dos líderes  e estivemos na briga pela vitória até o fim da corrida, então foi fantástico”, celebrou Davide Brivio, chefe da Suzuki. “É ótimo ter os dois pilotos tão próximos do topo e estamos muito felizes. Andrea foi realmente forte e Álex pilotou muito bem, os dois controlaram bem os pneus e nossa escolha de pneus compensou”, avaliou.
 
“Agora nós perdemos nossas concessões e esse é um bom sinal, porque mostra que nos tornamos muito mais competitivos. Então obrigado a todos aqui e no Japão por todo o trabalho duro que fizeram. Vamos tentar terminar a temporada e alta”, concluiu.
 
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