Com pole em Brno, Márquez dá novo passo em direção ao rótulo de ‘maior de todos’

Ao conquistar em Brno sua 58ª pole-position na classe rainha do Mundial de Motovelocidade, Marc Márquez igualou Mick Doohan como o piloto que mais vezes largou na ponta do grid. É mais um passo do jovem de 26 anos rumo ao rótulo de maior de todos os tempos

É verdade que muita gente já vê Marc Márquez como o maior de todos os tempos no Mundial de Motovelocidade, mas, como este é um julgamento bastante particular, a frieza dos números pode servir de um bom parâmetro. E, neste sábado (3), o #93 escreveu mais um capítulo em sua já brilhante história.
 
Em Brno, o piloto de Cervera igualou o lendário Mick Doohan como piloto que mais vezes largou na pole na classe rainha do Mundial de Motovelocidade: 58. Valentino Rossi é o rival mais próximo na tabela, já que soma 55 poles.
Marc Márquez igualou o recorde de poles na MotoGP (Foto: Repsol)
Embora o feito de Márquez guarde suas semelhanças com o histórico de Doohan ― os dois, por exemplo, fizeram todas essas poles com motos da Honda ―, são as diferenças que mais impressionam.
 
Aos 26 anos, 5 meses e 17 dias, Márquez disputa neste fim de semana seu 118º GP na MotoGP, o que representa um aproveitamento de 49,15%. Doohan, por sua vez, precisou de 135 GPs para atingir as 58 poles  e largou na frente pela ultima vez no GP da Argentina de 1998, o antepenúltimo da carreira, quando tinha 35 anos, 4 meses e 20 dias. 
 
No momento, Márquez acumula seis temporadas e meia na MotoGP. Doohan precisou de dez temporadas para atingir a marca recorde.
 
Apenas a título de curiosidade, Márquez é hoje o quarto piloto com mais vitórias na classe rainha, com 49 triunfos. O #93 aparece atrás apenas de Valentino Rossi (89), Giacomo Agostini (68) e Doohan (54). Em termos de pódios, Marc esteve 85 vezes no top-3, perdendo só para Rossi (198), Jorge Lorenzo (114), Dani Pedrosa (112), Mick (95) e Ago (88).
 
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Seguindo a tradição da carreira, a 58ª pole chegou de maneira espetaculosa. O treino deste sábado no circuito Masaryk começou com a pista molhada, mas sem chuva, o que facilitou a formação de um trilho seco no asfalto. Na hora do pit-stop, o espanhol arriscou com os slicks ― tal qual a maior parte dos demais ―, mas, mesmo com a volta da chuva, guiou como se estivesse em uma pista totalmente seca para chegar em 2min02s753, 2s524 mais rápido que Jack Miller, o segundo no grid. Esta diferença, aliás, é a maior no grid da classe rainha em 42 anos.
 
“Sabia que Miller também vinha com os slicks e não sabia até que ponto ele poderia melhorar, mas, bom, honestamente, pensando agora com a cabeça fria, corri risco demais”, disse Márquez após o Q2. “Um risco excessivo, especialmente por conta da situação que temos no campeonato”, ressaltou.
 
“A decisão de montar os slicks não foi ruim, mas foi arriscado demais. No fim do treino começou a chover de forma intensa, Miller caiu, estava escorregando bastante, mas, tudo bem, pole”, minimizou. “A primeira fila era o nosso objetivo, mas amanhã a previsão é de uma corrida com sol, uma corrida diferente. Vamos ver se conseguimos seguir a mesma dinâmica”, completou.
 
A performance do espanhol foi tão gritante que chamou a atenção de Danilo Petrucci. 
 
“Não sei por que a pista estava seca para ele”, brincou o piloto da Ducati.
 
Jovem e precoce, Márquez tem tempo de sobra para tomar para si todos os recordes. Resta saber se ele vai conseguir.
 

O GP da Tchéquia de Moto3 está marcado para o domingo, às 6h (de Brasília). Acompanhe aqui a cobertura do GRANDE PRÊMIO.

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