Com quatro grandes estrelas e cercada de expectativas, MotoGP abre 65ª temporada com GP do Catar

Sob as luzes do circuito de Losail, MotoGP abre temporada 2013 na próxima quinta-feira (4) com as primeiras sessões de treinos livres. Prova do Catar marca estreia de Marc Márquez na categoria rainha e a volta de Valentino Rossi à Yamaha, além de trazer Jorge Lorenzo e Dani Pedrosa no auge da forma

143 dias se passaram desde o encerramento do GP de Valência, última prova de 2012, e agora os 24 pilotos da MotoGP se prepararam para voltar às pistas a partir da próxima quinta-feira (4). Como aconteceu ao longo dos últimos anos, o GP do Catar será palco da abertura da temporada, que se inicia cercada de expectativas.

 
A prova noturna do circuito de Losail marca a estreia de Marc Márquez na classe rainha do Mundial de Motovelocidade, o retorno de Valentino Rossi à Yamaha após duas temporadas com a Ducati, e ainda traz Jorge Lorenzo e Dani Pedrosa no auge da forma.
Volta de Rossi à Yamaha é um dos pontos altos da temporada (Foto: Yamaha)

Além das quatro principais estrelas, os testes da pré-temporada mostraram que Cal Crutchlow, da satélite Tech3, consegue acompanhar o ritmo dos ponteiros, e deve entrar na briga pelo pódio. Stefan Bradl, que agora conta com o apoio da HRC e terá uma RC213V com as configurações da fábrica nipônica durante todo o ano, também mostrou um bom ritmo ainda busca seu primeiro pódio na categoria.  

 
Na Ducati, as coisas continuam incertas. Depois de passar por inúmeras mudanças – sendo as principais delas a chegada de Andrea Dovizioso para substituir Rossi, e a troca de Filippo Preziosi por Bernhard Gobmeier no comando do time –, a escuderia vermelha deu discretos sinais de evolução, mas ainda é preciso testar seu desempenho em corrida, frente à força das rivais. 
 
Do lado da Gresini, Álvaro Bautista, ao contrário dos demais pilotos do grid, segue trabalhando com a suspensão Showa e tentando reduzir o atraso em relação aos rivais. Depois de ter conquistado dois pódios no ano passado – em San Marino e no Japão –, o espanhol planeja voos mais altos e, quem sabe, assegurar seu primeiro triunfo.

Na Pramac as coisas estão bem diferentes. O time ganhou uma segunda moto na temporada 2013 e o status de time júnior da Ducati. Correndo contra o tempo para evoluir o projeto da Desmosedici, a fábrica de Borgo Panigale decidiu apostar em duas em frentes e contratou Ben Spies para ajudar na evolução do protótipo. Andrea Iannone foi promovido da Moto2 pela Pramac e será companheiro do norte-americano. 

Estreia de Márquez na MotoGP é cercada de expectativas (Foto: Repsol)

Segundo piloto da Tech3, Bradley Smith deu sinais de que aprende rápido ao longo da pré-temporada, e pode brigar com as demais escuderias satélites ao longo de 2013. 
 
A mudança na AB também é bastante notória. Ao contrário do que aconteceu em 2012, quando Karel Abraham alinhou uma Ducati satélite, neste ano o piloto tcheco engrossa a lista das CRT e vai contar com uma ART.
 
Forward, Ioda e Paul Bird aumentaram sua operação e contarão com dois pilotos cada: Colin Edwards e Claudio Corti; Danilo Petrucci e Lukas Pesek; e Yonny Hernández e Michael Laverty, respectivamente. 
 
A Avintia promoveu o retorno de Hiroshi Aoyama ao Mundial de Motovelocidade e ainda contratou Héctor Barberá, que perdeu sua vaga na Pramac. A dupla conta com equipamento FTR esta temporada. 
Lorenzo não vai ter vida fácil para defender seu título (Foto: Yamaha)
A última CRT é a que é operada pela Gresini. O time de Fausto Gresini dispensou Michele Pirro – contratado como piloto de testes da Ducati – e chamou Bryan Staring para guiar a FTR Honda da equipe.
 
Se a mudança de pilotos foi bastante intensa para esta temporada, o mesmo não se pode dizer do regulamento técnico. A principal mudança é a adição de 3 kg ao peso dos protótipos. As motos de fábrica já tinham ganho 4 kg a mais no ano passado e voltaram a engordar, em uma tentativa de reduzir a desvantagem das CRT.
 
Além do peso extra, as rodas de carbono não são mais permitidas na MotoGP, assim como já acontecia com a Moto2 e a Moto3. Por fim, a exceção que foi dada às CRT no ano passado, permitindo o uso de discos de freio com diâmetro diferente dos 320 mm regulamentares, não será estendida para o Mundial deste ano. 
2013 pode ser a melhor chance da carreira de Pedrosa (Foto: Repsol)
A modificação que vai causar mais impacto aos fãs da categoria diz respeito ao novo formato do treino classificatório, que é um misto do que já acontecia com a F1 e o Mundial de Superbike. Os treinos livres irão dividir os pilotos em dois grupos, com os dez mais rápidos passando direto para o Q1 para brigar pela pole e o restante definido suas posições no grid por meio do Q2. Os dois mais rápidos no Q2, aliás, ganham uma segunda chance e vão ao Q1 tentar melhorar sua posição de largada.
 
O Mundial de 2013 também conta com uma nova medida disciplinar. Para combater a reincidência em manobras imprudentes, o campeonato adotou um sistema de punição por pontos. A cada falta, o piloto receberá uma pontuação que varia de zero a dez – determinada pela direção de prova – e receberá sanções previstas pelo regulamento ao somar quatro, sete e dez pontos: largar da última colocação; iniciar a prova do pit-lane; e suspensão da próxima corrida, respectivamente. 
 
Sem Márquez, Espargaró assume posto de favorito na Moto2
 
Depois de duelar com Marc Márquez pelo título da Moto2 em 2012, Pol Espargaró abre a temporada 2013 como favorito. Com boas atuações no ano passado, o piloto da Pons se mostrou um forte candidato ao triunfo na categoria intermediária e o bom desempenho nos testes da pré-temporada só reforçaram ainda mais esse favoritismo. 
 
Dominante, Pol mostrou que manteve a boa forma, mas terá como principais adversários Takaaki Nakagami, Julián Simón, Scott Redding, Nico Terol e Tito Rabat, que também se mostraram em um bom ritmo nessa fase de testes. 
Pol assumiu posto de favorito com mudança de Márquez para MotoGP (Foto: MotoGP)
Tom Lüthi também aparecia como um forte candidato, mas sofreu um acidente durante a bateria de testes em Valência e teve múltiplas fraturas no cotovelo, braço e ombro direitos. Ainda se recuperando, o suíço vai ficar fora do GP do Catar e da prova em Austin, e será substituído por Sergio Gadea.
 
No que tange ao regulamento, a principal mudança é a adoção de um peso mínimo para o conjunto moto e piloto. Atendendo a uma reclamação dos pilotos, a Dorna, promotora do Mundial de Motovelocidade, realizou uma pesagem no fim do ano passado e decidiu introduzir a marca de 215 kg como mínima. A medida deve reduzir a vantagem dos pilotos mais leves e equipara a categoria intermediária com a Moto3, que já contava com uma regra nesse sentido.
 
De KTM, Viñales é principal candidato ao título da Moto3
 
Depois de uma temporada de estreia marcante, a Moto3 inicia seu segundo ano no Mundial de Motovelocidade consolidada. Sem mudanças no regulamento técnico, a temporada 2013 deve mais uma vez trazer uma intensa disputa pela vitória e, de novo, Maverick Viñales inicia o ano como favorito.
 
Após viver uma fase tumultuada, rompendo com seu agente e abandonando a Avintia no fim de semana do GP da Malásia, Viñales se acalmou, se entendeu com seu empresário e assinou com a LaGlisse para 2013. Em seu novo time, o espanhol contará com uma KTM.
Mesmo lesionado, Viñales segue como favorito ao título da Moto2 (Foto: LaGlisse)

A marca austríaca, aliás, se mostrou muito mais afiada que as demais equipes do grid, se impondo durante todos os testes da pré-temporada. A Mahindra também evoluiu, principalmente nas mãos de Miguel Oliveira, mas não parece ter condições de brigar em iguais condições com a KTM.

 
Apesar da posição de favorito, Viñales terá de encarar rivais de peso, como Luis Salom, que corre na equipe principal da fábrica da Áustria. Álex Rins também mostrou evolução e terá condições de lutar pelo pódio com frequência. 
 
Depois de fechar 2012 com uma boa performance, Jonas Folger terá sua melhor chance de título em 2013 e mostrou velocidade na fase de testes. 

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