MotoGP

Crutchlow nega queima de largada na Argentina e dispara: “Não dariam essa punição a Márquez ou Rossi”

Cal Crutchlow negou que tenha queimado a largada do GP da Argentina e avaliou que recebeu uma pena desproporcional por um movimento mínimo. Britânico criticou Freddie Spencer, presidente do Painel de Comissários, e disse que pilotos como Marc Márquez e Valentino Rossi não teriam sido sancionados

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo

Cal Crutchlow não ficou nada satisfeito com a punição que recebeu em Termas de Río Hondo. O piloto da LCR teve de cumprir um ride-through por queima de largada, apesar de ter feito um movimento mínimo no grid.
 
Oitavo no grid, Cal tinha subido até o sexto posto, mas acabou caindo para 19º após passar pelo pit-lane. O #35, então, escalou até o 13º lugar e recebeu a bandeirada com 31s398 de atraso para Marc Márquez, que venceu de forma dominante.
 
O regulamento da MotoGP determina que a moto “deve estar imóvel quando as luzes vermelhas se apagarem”, mas “no caso de um movimento menor e subsequente parada enquanto as luzes vermelhas estiverem acessas, os oficiais designados serão os únicos a julgar se uma vantagem foi obtida”.
Cal Crutchlow disparou contra os comissários após punição na Argentina (Foto: Michelin)
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Crutchlow alega que a movimentação no grid tem a ver com o fato de estar se “equilibrando” na moto e que não se moveu “nem mesmo um centímetro”.
 
“Ninguém no time ou ninguém que viu, concorda com isso, exceto os comissários”, disse Crutchlow. “O problema que tenho com a direção de prova é que não acredito que eles dariam essa punição a Marc ou Vale, Dovi ou alguém assim”, disparou.
 
“Não estou pegando no pé de Valentino ou qualquer outro, estou falando de alguém com perfil de destaque. Digamos que Marc tenha feito isso e estivesse liderando a corrida, acha que dariam a ele um ride through?”, questionou. “Eu não acho. É a minha opinião”, seguiu.
 
Ainda, Cal destinou sua artilharia a Freddie Spencer, bicampeão das 500cc, que a partir deste ano é o presidente do Painel de Comissários da MotoGP.
 
“Quando eu subi lá, Freddie Spencer não me disse uma palavra, só ficou lá com os braços cruzados”, contou. “Quando isso seguramente for levantado na Comissão de Segurança na próxima corrida, quando mostrarmos os vídeos, os outros pilotos vão rir e então perderão o respeito por ele também”, apostou.
 
“Tenho o máximo respeito por ele como piloto, mas na Comissão de Segurança nós pedimos alguém que entendesse de corridas e tivesse algum discernimento”, declarou. “É simplesmente ridículo, absolutamente ridículo”, frisou.
 
“Eles não disseram nada, não me disseram uma palavra no tempo que fiquei lá. Eu fiquei lá dez minutos reclamando e dizendo que não estava me movendo, meu time todo dizia, e nenhum deles disse uma palavra”, relatou. “Parece que eu estou absolutamente tumultuando e atacando eles, mas você tem de entender a maneira como eu me sinto e a maneira como cada uma das pessoas que perguntei vê na TV, eles sentem a mesma coisa ― que eu jamais queimei a largada”, concluiu.