MotoGP

Márquez baila sozinho, escapa na largada e vence na Argentina. Rossi passa Dovizioso no fim e é 2º

Marc Márquez usou uma nova vertente para o tango e promoveu um baile de um homem só em Termas de Río Hondo neste domingo (31). Dono da pole-position, o #93 disparou na largada e nem notou a presença da concorrência no caminho para sua terceira vitória no GP da Argentina. Na volta final, Valentino Rossi passou Andrea Dovizioso para ficar com o segundo lugar

Grande Prêmio / JULIANA TESSER, de São Paulo / NATHALIA DE VIVO, de São Paulo
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Tango é uma dança de par, mas Marc Márquez descobriu um jeito de bailar sozinho. Dono da pole ― a quinta em seis corridas disputadas na província de Santiago del Estero ―, o #93 nem notou a presença da concorrência e, depois de uma largada limpa, impôs seu ritmo superior ― e impressionante ― para disparar na ponta e não ser mais alcançado na corrida deste domingo (31).
 
Enquanto o piloto da Honda brilhava em seu show solo, a disputa pelo segundo lugar foi um tanto mais dançante, já que o segundo pelotão era formado por seis pilotos. Inicialmente, Andrea Dovizioso assumiu a função de liderar o grupo, mas logo foi superado por Valentino Rossi, que celebra neste domingo seu 23º aniversário de Mundial de Motovelocidade.
Marc Márquez venceu com folga na Argentina (Foto: Repsol)
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Os italianos seguiram juntos na primeira metade da disputa, com Franco Morbidelli acompanhando de perto e sombreado por Danilo Petrucci, Jack Miller e Maverick Viñales. O #21, aliás, teve um bom duelo com o #46, seu mentor na Academia de Pilotos VR46.
 
Com 12 voltas para o fim, Dovi aproveitou a velocidade superior na Desmosedici e voltou a tomar o segundo posto de Rossi na saída da curva 4. Mais atrás, Petrucci engataram um bom duelo pela quarta colocação.
 
Danilo acabou vencendo a disputa, mas, com oito voltas para o fim, já exibia mais de 0s5 de atraso para o pelotão da frente, que tinha Dovizioso e Rossi, ainda juntos. 
 
Restando cinco giros para o fim, o segundo pelotão vinha razoavelmente agrupado. Dovizioso e Rossi seguiam próximos, com Petrucci mais para trás, mas ainda seguido por perto por um Álex Rins cada vez mais veloz. Miller tinha uma distância um pouco mais, mas ainda junto com Morbidelli.
 
Duas voltas depois, Rins saltou para o quarto posto, com Petrucci caindo para sexto, também atrás de Miller. Viñales também aparecia melhor agora, ocupando o sétimo posto, à frente de Morbidelli.

Na volta final, Rossi passou Dovizioso na curva sete e tratou de seguir firme para receber a bandeirada com 0s714 de vantagem para o #4. Miller venceu um confronto com Rins e ficou com o quinto lugar, seguido por Petrucci.
 
A corrida de Morbidelli, porém, teve um final melancólico. Na volta final, o #21 vinha disputando com Viñales e Petrucci, mas acabou atingindo a traseira do piloto da Yamaha. Os dois caíram e não completaram a corrida, promovendo Takaaki Nakagami ao sétimo posto.
 
Fabio Quartararo viu a bandeirada em oitavo, com Aleix e Pol Espargaró aparecendo para fechar o top-10. Estreante na MotoGP, Miguel Oliveira colocou a RC16 da Tech3 na 11ª colocação, 1s642 à frente de Jorge Lorenzo, o 12º.
 
Cal Crutchlow vinha em um bom início de prova, mas foi punido por queimar a largada e acabou apenas em 13º.

Com a dominante vitória deste domingo, Márquez virou o jogo e tomou a liderança do campeonato de Dovizioso, abrindo quatro pontos de frente. Rossi subiu para terceiro, à frente de Rins e Petrucci.
 
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Saiba como foi o GP da Argentina de MotoGP:
 
Em um dia com previsão de chuva, o domingo estava encoberto, mas com um sol tímido marcando presença entre as nunvens. Quando os pilotos da classe rainha alinharam no grid nesta tarde, os termômetros apontavam 27°C, com o asfalto chegando a 40°C. A velocidade do vento era de 11 km/h.
 
Pela 81ª vez na carreira ― e quinta em Termas de Río Hondo ―, Marc Márquez tinha a pole-position, à frente de Maverick Viñales e Andrea Dovizioso, o líder do Mundial. Valentino Rossi vem na sequência para abrir a segunda fila, seguido por Jack Miller, que foi o pole-position no ano passado.
 
Em seu melhor resultado desde o salto para a MotoGP, Franco Morbidelli tinha o sexto posto, seguido por Fabio Quartararo, o melhor estreante na grelha. É a primeira vez que a Yamaha coloca quatro motos no top-7 desde a etapa de Le Mans em 2016.
 
Titular da Ducati, Danilo Petrucci tem o décimo posto, seu pior resultado desde o 15º lugar no Japão no ano passado. Jorge Lorenzo vem em 12º, com Álex Rins apenas abrindo a sexta fila em sua pior classificação desde o 20º lugar em Aragão em 2017.
 
Como sempre, os pilotos podem escolher entre pneus macios, médios e duros, mas, desta vez, são todos em versão assimétrica. Caso precisem de compostos de chuva, a escolha é entre macios e médios, com os traseiros em configuração assimétrica, com a borracha mais dura do lado direito.
 
Na escolha de pneus, a maior parte dos pilotos escolheu dianteiro duro e traseiro macio. Franco Morbidelli, Fabio Quartararo, Pol Espargaró, Valentino Rossi, Hafizh Syahrin e Miguel Oliveira optaram pelo traseiro médio; Johann Zarco foi de dianteiro macio e Jack Miller, médio.
 
Luzes apagadas em Termas de Río Hondo, com Márquez conseguindo manter a ponta do pelotão. Atrás, Dovizioso deu o bote em cima de Viñales para assumir o segundo posto, enquanto Miller era o terceiro. Saindo em segundo, Maverick já aparecia em quinto, atrás também de Rossi.
Não demorou muito para que o italiano da Yamaha conseguisse dar o ataque em cima do australiano para assumir o quarto posto. Seu companheiro espanhol o seguiu, deixando Jack em quinto.
 
Na ponta da prova, Marc começava a abrir uma vantagem no primeiro posto, totalmente alheio a bela briga que começava a se desenhar pela segunda colocação. Alcançando Andrea, Valentino deu o bote e ultrapassou, mas logo recebeu o troco e se manteve em terceiro.
Miller também seguia na briga pelas posições do pódio. Dando o golpe certeiro,  surgia na segunda colocação. A ordem era Márquez, Dovizioso, Rossi, Miller e Crutchlow, com as coisas mudando constantemente na Argentina.
 
Outro nome que também se aproximou das posições da ponta foi Morbidelli, imprimindo grande ritmo durante todo o final de semana. Na ponta, Marc estava com uma folga de 1s286.
 
A ordem após duas voltas era Márquez, Dovizioso, Miller, Morbidelli, Rossi, Crutchlow, Petrucci, Viñales, Nakagami e Quartararo.
 
Mas Crutchlow sofreu uma penalização ainda na parte inicial da disputa. O inglês precisaria cumprir um ride trhough por ter queimado a largada. Neste ponto, ele estava em sexto.

Com 20 voltas para o final, o #93 da Honda seguia em uma corrida solitária e sem ser ameaçado pelos adversários com um respiro de mais de 4s5. Enquanto isso, Rossi seguia em sua briga com Dovizioso, mais uma vez alcançando o compatriota e reacendendo a disputa.
 
Por dentro, Valentino fez uma bela ultrapassagem em cima do #4, enfim conseguindo assumir a segunda posição. Enquanto isso, Morbidelli aparecia em quarto, com Miller completando o top-5 da corrida até o momento.
 
Viñales, que largou da primeira fila, era apenas o sétimo colocado. Jorge Lorenzo, em final de semana apagado, vinha em 18º.
 
Então, Rossi acabou cometendo um erro e abrindo demais em uma curva, permitindo mais uma vez a ultrapassagem do adversário da Ducati. Pouco mais para trás, Petrucci começava a se aproximar das primeiras colocações ao surgir em quinto, começando a perseguição em cima de Franco e tentando segurar Miller.

Restavam 16 voltas para a bandeira quadriculada, Márquez era o primeiro sem qualquer problema de ser ameaçado. Rossi vinha em segundo, com Dovizioso, Morbidelli e Miller completando o top-5.
 
O #21 da SIC vinha apresentando ritmo impressionante durante a corrida. Após cair para quinto, mais uma vez conseguiu atacar Miller para reassumir o quarto posto. Agora, começou a caçada em cima de Dovizioso.
 
Apesar de estar apenas em 15º, conseguindo o último ponto do pelotão, Lorenzo protagonizava uma boa briga com Zarco, que insistia em entrar na zona de pontos da corrida argentina.
 
Mais uma vez os italianos se encontraram na pista, agora sobrando 13 giros para o encerramento das atividades em termas de Río Hondo, com o titular da Yamaha tentando segurar o avanço de Dovizioso.

Mas não durou por muito tempo. Mais uma vez, o #4 saiu melhor com sua moto da curva 4 para conseguir superar o adversário #46. Morbidelli e Petrucci completavam o top-5 do momento.
 
A corrida começava a caminhar para a reta final, com Marc correndo sua prova solitária, enquanto Dovizioso e Rossi completavam o pódio. Nas posições mais atrás, Petrucci vinha em quarto, precisando controlar os ataques de Morbidelli. Miller, Rins, Nakagami, Viñales e Quartararo fechavam o top-3.
 
Quem merece receber menção honrosa é Álex Rins, após um revés na classificação, sequer avançando ao Q2 e largando de 16º, o espanhol fez belo trabalho de recuperação e aparecia em quinto com cinco voltas para o fim.

Dois giros para o fim, Márquez caminhava para uma dominante vitória, com Dovizioso e Rossi ainda brigando pela segunda colocação. Miller era o quarto, com o#42 da Suzuki ficando com o quinto posto.

Na última volta, então, Valentino mais uma vez deu um golpe certeiro em cima de Andrea, conseguindo ficar com a segunda colocação. Enquanto isso, mais para trás, Viñales e Morbidelli se envolviam em um acidente, indo os dois para o chão. Franco saiu claramente com dor do traçado.
 
Bandeira quadriculada em Termas de Río Hondo e Márquez conseguiu sua primeira vitória de 2019. Rossi ficou com o segundo degrau do pódio, com Dovizioso terminando na terceira colocação.
 
Miller, Rins, Petrucci, Nakagami, Aleix Espargaró, Pol Espargaró e Miguel Oliveira completaram o top-5. Lorenzo cruzou a linha de chegada em 11º, conseguindo mais alguns pontos com as cores da Honda.
 
MotoGP 2019, GP da Argentina, Termas de Río Hondo, Final:

1 M MÁRQUEZ Honda 41:43.688 25 voltas
2 V ROSSI Yamaha +9.816  
3 A DOVIZIOSO Ducati +10.530  
4 J MILLER Pramac Ducati +12.140  
5 A RINS Suzuki +12.563  
6 D PETRUCCI Ducati +13.750  
7 T NAKAGAMI LCR Honda +18.160  
8 F QUARTARARO SIC Yamaha +20.403  
9 A ESPARGARÓ Aprilia Gresini +25.292  
10 P ESPARGARÓ KTM +25.679  
11 M OLIVEIRA Tech3 KTM +25.855  
12 J LORENZO Honda +27.497  
13 C CRUTCHLOW LCR Honda +31.398  
14 F BAGNAIA Pramac Ducati +32.893  
15 J ZARCO KTM +33.372  
16 H SYAHRIN Tech3 KTM +35.545  
17 A IANNONE Aprilia Gresini +38.238  
  M VIÑALES Yamaha NC  
  F MORBIDELLI SIC Yamaha NC  
  J MIR Suzuki NC  
  T RABAT Avintia Ducati NC  
  K ABRAHAM Avintia Ducati NC  
         
VMR M MÁRQUEZ Honda 1:39.426 174.0 km/h
REC V ROSSI Yamaha 1:39.019 174.7  km/h
MV M MÁRQUEZ Honda 1:37.683 177.1 km/h
         
  Condições do tempo PISTA SECA   ar: 27ºC | pista: 41ºC