Pedrosa correr como wildcard ainda em 2021 é bom negócio para KTM e MotoGP

Dani Pedrosa pode voltar às pistas oficialmente desde que se aposentou da MotoGP, em 2018. O espanhol de 35 anos deve fazer uma etapa da atual temporada da MotoGP com a KTM, montadora em que trabalha como piloto de testes

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Dani Pedrosa deixou a MotoGP no fim da temporada 2018, após 13 anos com a Honda. Logo depois, virou piloto de desenvolvimento da KTM, responsável pelos testes da montadora austríaca. Ainda que tenha entrado na pista muitas vezes, não voltou a competir no Mundial de Motovelocidade.

A chance de retorno de Pedrosa era em 2020, quando a KTM admitiu que o espanhol estava analisando uma chance de correr como wildcard. Com a pandemia de Covid-19, no entanto, a MotoGP impediu a presença de convidados no grid, para minimizar a presença de pessoas no paddock.

Desde a sua chegada, a KTM evoluiu muito e finalmente venceu no Mundial de Motovelocidade. Aliás, foram quatro conquistas, com Brad Binder e Miguel Oliveira, além de outros sete pódios. No ano passado, a equipe de fábrica foi a terceira melhor no campeonato. E Pedrosa é parte fundamental, dando muitas informações sobre a RC16.

Elogios para Pedrosa não faltam. Após a vitória no GP da Catalunha, Oliveira destacou a competência do piloto de testes. “Ele e toda a equipe de testes são muito atentos às nossas indicações. Todo o feedback do fim de semana vai para eles e fazem um trabalho fantástico”, pontuou.

Dani Pedrosa não correr uma prova desde 2018 (Foto: KTM)

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Danilo Petrucci, da Tech3, uma equipe satélite que também corre com motos da KTM, foi outro a ressaltar o trabalho do espanhol.

“Também estou trabalhando em algumas indicações que Pedrosa me deu nos testes em Barcelona. Ele me mandou algumas fotos para me mostrar alguns erros que eu estava cometendo, me deu a opinião dele sobre o que deu deveria fazer na moto em algumas situações e estou tentando”, destacou.

Por essa bom trabalho fora das corridas, Pedrosa é sempre questionado sobre quando vai fazer uma breve aparição com a RC16 em algum fim de semana. Pit Beirer disse que isso vai acontecer ainda 2021, mas só após o espanhol definir que o pacote do próximo ano está definido. Ou seja, segue um mistério sobre quando isso finalmente vai se desenrolar.

Dani Pedrosa em ação com a KTM durante testes no Catar (Foto: KTM)

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Beirer ainda afirmou que Pedrosa “disse que deseja a pressão e o estresse de um fim de semana novamente”. Questionado sobre o assunto, o veterano de 35 anos despistou: “Participar como wildcard pode nos ajudar a medir certos parâmetros que não podem ser observados nos testes”.

Pedrosa fez 13 temporadas na MotoGP, com 236 largadas, sempre pela equipe de fábrica da Honda. Logo, se ele voltar a correr oficialmente, será sua primeira corrida na classe rainha do Mundial sem as cores da montadora japonesa. Mais do que isso, seria a chance de ajudar ainda mais a KTM, como já fez em outras ocasiões, mas em testes.

O congelamento técnico da MotoGP, imposto durante a pandemia de Covid-19, chega ao fim no fim deste ano e, assim, qualquer aspecto das motos pode ser atualizado para o próximo campeonato. É aí que a importância de Pedrosa pode surgir, não apenas com sua experiência geral, mas também na montadora austríaca, podendo incluir detalhes que os jovens Brad Binder e Miguel Oliveira talvez deixem passar ao longo das provas.

Seria muito bom para Pedrosa voltar a um fim de semana de corrida, mesmo que não ande nas primeiras posições. Mais do que isso, é uma chance de ouro para muitos fãs assistirem o espanhol ter uma última aparição na MotoGP. Resta apenas o piloto e a KTM definirem data e local.

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