Brivio cita experiência na F1 e diz que voltou à MotoGP “mais concentrado nas prioridades”

Chefe da Trackhouse, Davide Brivio destacou o aprendizado que acumulou nos três anos em que ficou na Fórmula 1 e avaliou que é possível levar algumas dessas ideias para o paddock da MotoGP. Dirigente contou que também quer ver o que é possível aprender com a Nascar

Davide Brivio avaliou que voltou à MotoGP após três anos trabalhando com a Alpine na Fórmula 1 “mais concentrado nas prioridades”. O chefe da Trackhouse contou que viu na categoria principal do automobilismo mundial algumas ideias colocadas em prática que podem ser úteis na elite do Mundial de Motovelocidade.

Brivio é um dos mais bem sucedidos dirigentes na MotoGP. Foi com ele no comando da Yamaha que Valentino Rossi conquistou quatro dos sete títulos que acumula na MotoGP. Antes de mudar para a F1, Davide chefiou a Suzuki que foi campeã com Joan Mir.

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De volta ao paddock, Brivio contou que sempre teve a curiosidade de entender como as coisas funcionavam na F1 e, agora que tem esse conhecimento, acredita que algumas dessas coisas podem ser aplicadas na MotoGP.

“Tive algumas ideias quando estava na MotoGP, como certas formas de organizar os boxes e a maneira de trabalhar com a equipe de engenheiros, que vi materializadas ali”, disse Brivio ao podcast da categoria. “Há ideias que podem ser extraídas do box, da maneira de trabalhar da equipe, dos mecânicos e como os engenheiros interagem entre si”, seguiu.

Davide Brivio passou três anos com a Alpine na Fórmula 1 (Foto: Alpine)

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“Também foi interessante ver aspectos desde o lado da organização e do promotor, como conduzem o campeonato, como é a relação entre as equipes e entre o promotor e as equipes”, comentou. “Têm [coisas] boas e ruins. Mas é interessante ver tudo. Às vezes, as pessoas dizem que nós deveríamos ver o que a F1 faz, mas não é uma questão de copia e cola. Sem dúvida, há algumas ideias que poderiam nos inspirar e que poderíamos transferir para cá. Mas também têm coisas que pensam que são boas na Fórmula 1, mas que não melhores na MotoGP. É muito interessante que os dois mundos se conversem”, ponderou.

“Além de ter visto como as equipes conversam entre si, como o trabalho nos boxes é organizado e tudo isso, provavelmente voltei com uma mentalidade diferente em alguns aspectos. Não sei como explicar, mas talvez mais concentrado nas prioridades e menos nos detalhes”, apontou. “Qual é a prioridade? Vencer corridas, ter êxito. E o que falta para conseguir isso? Você tem de fazer essas coisas. Antes, talvez eu me interessasse mais pelos detalhes, o que as pessoas diziam ou pensavam. Isso é importante, mas também temos de tentar ir diretamente ao objetivo, estar mais focados no objetivo e priorizar o que é importante”, defendeu.

O retorno à MotoGP acontece com a Trackhouse, uma estreante no Mundial de Motovelocidade, mas que tem origem na Nascar.

“A Trackhouse está muito interessada na MotoGP, para tentar entendê-la melhor, e nós queremos tentar extrair o melhor de ambos os lados. Têm coisas na Nascar que não são feitas como na MotoGP, e olham para a MotoGP e pensam que seria bom fazer isso e aquilo. E talvez nós também pudéssemos pegar coisas da experiência deles”, comentou. “Tenho muita curiosidade para ver como os dois mundos podem se beneficiar de um com o outro. Como a Trackhouse na MotoGP pode se beneficiar da Trackhouse da Nascar e vice-versa. Também trabalho em estreita colaboração com o pessoal da Nascar, conversamos e acho que é interessante, também do meu ponto de vista, tentar ver o que podemos tirar de lá. E é a mesma coisa para eles”, concluiu.

MotoGP volta à pista entre os dias 12 e 14 de abril, para o GP das Américas, em Austin, terceira etapa do campeonato de 2024. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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