Moreira ignora críticos e assume que “bandeira ajuda” no esporte: “Mas não é tudo”
Diogo Moreira disse não se importar com o que as pessoas dizem e garantiu que está tranquilo a respeito da posição profissional, já que entende que demonstrou na pista que não está recebendo oportunidades apenas por ser brasileiro
Diogo Moreira avaliou que a nacionalidade de um piloto “ajuda”, mas “não é tudo”. O brasileiro disse que não precisa dar nenhuma resposta aos críticos, uma vez que entende que “demonstrou na pista” que não está recebendo oportunidades apenas por representar a bandeira do Brasil.
Moreira é cotado para subir para a MotoGP em 2026, assumindo a vaga ao lado de Johann Zarco na LCR Honda. Diferente de Somkiat Chantra, que ocupa a posição atualmente, e que foi promovido da Moto2 por ser tailandês ― resultado de uma iniciativa da Honda e da IDEMITSU para apoiar pilotos asiáticos ―, o #10 não tem no passaporte a chave para o interesse das marcas.
Novato do ano em 2024, Moreira hoje disputa o título da Moto2 ― é o terceiro colocado na classificação do Mundial de Pilotos, a 42 pontos do líder Manuel González ― e, ao longo do ano, despertou o interesse de quatro das cinco fábricas da MotoGP. A única exceção foi a Aprilia, que se fez representada pela Trackhouse.
Nas últimas semanas, porém, a disputa pelo passe do piloto nascido em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo ficou centrada em Honda e Yamaha, com a imprensa italiana assegurando que Diogo fez a opção pela marca da asa dourada.

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Mas, enquanto Moreira foi alvo de disputa, González e Arón Canet, que estão à frente dele na classificação do campeonato, assinaram os contratos para seguir na Moto2 ― Manu com a IntactGP, enquanto o #44 vai mudar para a Marc VDS.
A situação resultou em especulações sobre eventuais dificuldades extras impostas a espanhóis ― dado o já elevado número de pilotos da Espanha no grid da MotoGP ― e um suposto favorecimento a pilotos de nacionalidades menos representadas no elenco.
Questionado pelo jornal espanhol Mundo Deportivo se o preocupa o comentário de que apenas sobe de categoria por conta da nacionalidade, Diogo respondeu: “Não me importo. Não me importo com o que as pessoas dizem e acho que demonstrei na pista que não é só pela bandeira. Estou aqui brigando”, destacou. “Acho que sim, a bandeira ajuda, mas não é tudo. No fim, têm muitas coisas por trás e acho que este ano estou demonstrando”.
Perguntado, então, se, uma vez que González e Canet vão seguir na Moto2 independente do resultado do Mundial, sente que tem de justificar o próprio talento mais do que os demais, Moreira afirmou: “Não, não, não. Acho que, como disse antes, estou muito tranquilo, principalmente porque estou fazendo as coisas bem”.
“Estou fazendo o que é preciso e, campeão ou não, estarei satisfeito com o que estou fazendo este ano. Então tenho de dizer nada a ninguém. Estou fazendo o que é preciso”, encerrou.
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