Ducati encerra desenvolvimento por equilíbrio na briga do título entre Martín e Bagnaia
Briga por título entre Jorge Martín e Francesco Bagnaia forçou Ducati a paralisar desenvolvimento da GP24 para oferecer condições iguais de disputa
A briga pelo título da MotoGP em 2024 está ficando apertada com apenas quatro rodadas restantes no calendário. Atualmente, Jorge Martín lidera, com 392 pontos, mas Francesco Bagnaia segue na perseguição e já chegou à marca de 382 tentos na temporada. Com os companheiros de equipe na disputa pela taça, a Ducati optou por paralisar o desenvolvimento da Desmosedici GP24.
No último fim de semana, Bagnaia conquistou a oitava vitória do ano em Motegi e somou todos os 37 pontos que estavam em jogo na rodada. Com isso, a diferença para Martín, que era de 21, despencou para dez e deixou o cenário da disputa pelo título ainda mais incerto.
Com a intenção de oferecer condições iguais de disputa e manter a luta em território já conhecido por ambos, a Ducati confirmou que não vai mais trazer atualizações para as quatro etapas restantes, na Austrália, Tailândia, Malásia e em Valência.
A decisão, além de afetar os líderes do campeonato, também respinga em Enea Bastianini e Franco Morbidelli, outros dois pilotos que também guiam a GP24. Por questões contratuais, qualquer alteração em uma das quatro motos da Ducati deve ser aplicada igualmente nas demais três.

Com isso, segundo Bagnaia, as melhorias que a Ducati apresentou em testes coletivos em Misano, em setembro, não poderão ser incorporadas na GP24. Ao invés disso, as peças irão direto para a GP25 na temporada que vem.
“Em Misano, experimentei um novo chassi, que nem eu nem Jorge poderemos usar este ano. Na prática, trata-se de uma evolução da GP24 que a Ducati deve ser capaz de oferecer por contrato a todos os pilotos. Mas, infelizmente, não há peças suficientes. Nossas motos permanecerão como estão até o final da temporada. E é uma pena, porque era um importante avanço que provavelmente poderia fazer a diferença”, comentou o vice-líder do campeonato à revista inglesa Autosport.
“Mas a Ducati sempre foi clara sobre isso, e as duas motos serão iguais até o final. Este chassi será o ponto de partida para a Ducati do próximo ano”, completou.
Já Martín, que está de saída para a Aprilia em 2025, reforçou a crença de que a Ducati está oferecendo condições iguais entre os pilotos na disputa do título. O espanhol, que é o atual vice-campeão da MotoGP, está em busca do primeiro título.

“A Ducati me apoia 100%. A moto está perfeita e estou convencido de que assim será até o final do Mundial”, disse.
A MotoGP volta à pista entre os dias 18 e 20 de outubro para o GP da Austrália, em Phillip Island, 16ª etapa da temporada 2024. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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