Mir vê evolução, mas evita pensar em vitórias da Honda: “Antes de correr, temos de andar”
Joan Mir avaliou que ainda precisa estar acima do limite para ser competitivo com a Honda e defendeu que é preciso tornar a RC213V mais estável
Joan Mir saiu do GP da Malásia de domingo (26) satisfeito com a evolução da Honda. Ainda assim, o espanhol destacou que não é hora de pensar em vitórias, já que ainda é preciso evoluir e tornar a RC213V “mais estável”.
A Honda vive um processo de evolução na MotoGP. Desde a vitória no Mundial de Construtores em 2019, a montadora foi piorando progressivamente os resultados. Nos últimos três anos, a marca da asa dourada ficou na lanterna na disputa entre as fábricas.
Hoje, a Honda aparece apenas à frente da Yamaha, mas com 266 pontos, o que é mais do que a soma das duas temporadas anteriores.
Em Sepang, Mir conquistou o segundo pódio do ano. Assim como no Japão, o #36 assegurou o terceiro lugar. Mas os bons resultados ainda não fazem Joan sonhar além, já que ele entende que ainda é preciso evoluir o protótipo nipônico.

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“Não sei quando poderei brigar pela vitória com a Honda. Mas antes de começarmos a correr, temos de andar. Isso é importante”, disse Mir. “Acho que precisamos consolidar essas performances de pódio primeiro. Agora, sinto que estamos no ponto em que ou estamos no pódio ou não chão, o que não é aceitável”, indicou.
“Precisamos dar um passo à frente para tornar a moto mais estável, encontrar aderência, tudo para tornar a moto mais fácil. Agora é difícil, pois para ser assim rápido, você precisa fazer todas as voltas em 110% e, quando você está nessa situação, é fácil cair ou cometer erros”, considerou. “Cada vez que você alcança determinado nível, fica mais e mais difícil melhorar. No entanto, acho que temos margem. Tenho muita confiança nos engenheiros da Honda. Eles estão ansiosos para voltar ao topo, mas, antes de pensar em metas de vitória, nós precisamos estar mais consistentemente nas posições de pódio”, ponderou.
Questionado sobre a ultrapassagem em cima de Fermín Aldeguer na reta na Malásia, Mir respondeu: “Não temos um novo motor. Claro, a Ducati de Aldeguer não é a mais rápida do grupo, mas a questão é que, no passado, não podíamos nem sonhar em seguir uma Ducati na pista, mas hoje nós temos essa possibilidade. Estamos melhorando tudo e poder passar a Ducati na reta é muito bom”.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 7 e 9 de novembro com o GP de Portugal, direto de Portimão, para a 21ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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