Lorenzo se diz “estancado” e já considera romper com Honda se resultados seguirem ruins

Jorge Lorenzo admitiu que também não estaria disposto a seguir com a Honda por dois anos se não conseguir reverter seus resultados. Passadas as primeiras seis etapas da temporada 2019, o #99 soma apenas 19 pontos

Jorge Lorenzo deu um aviso claro: se os resultados seguirem ruins, não é só a Honda que desejará antecipar o fim da parceria. O #99 reconheceu que também não estará disposto a continuar se não conseguir reverter a performance que exibiu até aqui.
 
 
Falando à imprensa na quinta-feira (13), Alberto Puig, chefe da Honda, afirmou que a montadora da asa dourada planeja cumprir o contrato de dois anos que tem com o #99. O dirigente, no entanto, descartou fazer mudanças radicais para atender o piloto de Palma de Maiorca.
 
Jorge Lorenzo admitiu que também não teria vontade de cumprir contrato com resultados ruins (Foto: Divulgação/MotoGP)
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Perguntado se não teme que os resultados acabem por esgotar a paciência da Honda como aconteceu com a Ducati, Lorenzo deixou claro que ele próprio não está satisfeito.
 
“É evidente que nenhuma das duas partes está contente com os resultados que estamos conseguindo. Não é só a Honda que não está contente com os resultados, eu também não estou”, disse Lorenzo. “São duas partes aqui, duas partes que venceram muito. A Honda, evidentemente, ganhou mais títulos ao longo da história. E teve mais pilotos. A minha história é menor, e sou só um piloto, mas também consegui muitos resultados, com várias marcas. E quero conseguir com a Honda também”, seguiu.
 
“E é por isso que eu estou aqui e foi por isso que eu decidi continuar a minha carreira por mais dois anos, pelo menos, na MotoGP. Me esforçando a cada dia e tendo uma disciplina rígida para tentar conseguir isso”, comentou. “O processo, imagino, será mais longo do que achávamos e mais longo do que eu gostaria, mas creio que, com esforço, modificações ― das duas partes, da Honda e da minha ―, para entender melhor a maneira de pilotar esta moto, teremos progressos e iremos melhor”, ponderou.
 
“Vamos ver se o tempo mostra isso ou se seguiremos estancados. Desta maneira, não só a Honda não está disposta a continuar. Eu, tampouco”, concluiu.

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