Marc Márquez busca entrosamento com Ducati e diz: “Devo perder hábito de 11 anos”

Marc Márquez reconheceu que ainda está se entendendo com a moto da Ducati, mas segue guiando como fazia na Honda. Espanhol considerou que precisa de tempo para se habituar ao novo protótipo

Marc Márquez reconheceu que “precisa perder o hábito” de guiar a Honda. Depois de 11 anos com a RC213V, o espanhol agora assume a Ducati da Gresini, mas ainda tenta driblar o instinto de guiar como fazia no protótipo japonês e se entrosar com a nova moto.

Após o segundo dia de testes em Sepang, Luca Marini, que assumiu a vaga de Marc na Honda, avaliou que as duas motos pedem um manejo diferente do pneu traseira. Algo com o que o hexacampeão da MotoGP concorda.

“Concordo completamente. É completamente diferente, a maneira de usar o pneu traseiro”, disse Márquez. “Por essa razão, ainda estou guiando a Ducati como se fosse a Honda. Em Valência foi ok, mas aqui? Não”, indicou.

“Preciso perder o hábito de 11 anos com uma moto. Isso é difícil”, assumiu. “Especialmemte quando você está no ritmo, é mais fácil, pois você tem mais tempo. No tempo de ataque, você não pensa. Vai por instinto. Se piloto por instinto, piloto como a Honda. Esta não é a melhor maneira de pilotar essa moto. Passo a passo. Mas é um processo”, ponderou.

Marc Márquez afirmou que ainda precisa de tempo com a moto da Ducati (Foto: David Goldman/ Red Bull Content Pool)

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
▶️ Conheça o canal do GRANDE PRÊMIO na Twitch clicando aqui!

Marc fechou o segundo dia de testes em Sepang com o 14º tempo, 0s984 atrás de Enea Bastianini, o líder dos trabalhos. Ano passado, no teste pós-temporada de Valência, o #93 teve uma experiência melhor, encerrando o dia com o quarto melhor tempo, só 0s078 atrás de Maverick Viñales, o então líder.

O espanhol de Cervera já tinha alertado, porém, que Valência era uma pista melhor para ele, mas que Sepang seria um verdadeiro teste.

“Eu estava usando um acerto base dos outros pilotos da Ducati”, contou Marc. “Não quero perder o rumo. Não quero ir para outro acerto, pois esse é o acerto que usei ontem. Hoje funcionou melhor. Isso significa que entendo melhor a moto. Estamos tentando algumas coisas. Meu técnicos estão tentando entender o meu estilo de pilotagem. Hoje fizemos algumas grandes mudanças na moto. Algumas positivas, outras negativas. No fim, estamos rodando com um acerto bem base”, explicou.

Questionado se estava sofrendo para parar a Ducati, Márquez respondeu: “É verdade que a maneira de parar a moto da Ducati é diferente. Mas, no ponto de freada, não estou perdendo. Estou ganhando em comparação com os outros pilotos da Ducati”.

“Preciso entender a aderência na traseira. Tem bastante, mas você precisa entender como usar. Com o pneu usado, consigo um bom ritmo, mas, mesmo assim, não tiro proveito o bastante”, apontou. “Mas parar a moto? Passo a passo, entendo cada vez melhor. Estava com dificuldade, mas foi melhor na segunda parte do dia. No momento, estou perdendo mais na saída da curva, especialmente nas curvas rápidas. Nas curvas lentas, sou rápido”, continuou.

“Mas nas curvas rápidas, você precisa ter confiança na moto para poder forçar. É nesse ponto que ainda estou com dificuldade. Ainda estou duro na moto. Hoje eu comecei a curtir um pouco. Por isso que fiz 10 voltas seguidas. Agora, preciso de voltas. Talvez tenha feito demais, pois amanhã vou sentir”, acrescentou.

Marc, contudo, traçou um plano para o dia final de testes em Sepang: “Todos os pilotos são fazer um tempo de ataque de manhã. Vou tentar me concentra, pois é nisso que sofro mais. Estou longe dos caras da ponta. Mas este é o procedimento natural. Não foi normal em Valência, quando fui imediatamente rápido. O procedimento normal, quando você pega uma moto nova, é entender coisas novas. Com o pneu usado, é mais fácil entender, porque você tem 15 voltas para trabalhar. O programa será fazer um tempo de ataque. Estava planejando outro long-run, mas não sei. Estou sentindo a condição física”.

MotoGP finaliza nesta quinta-feira a bateria de testes na Malásia. Entre os dias 19 e 20 de fevereiro, a categoria se reúne no Catar para concluir a pré-temporada. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da MotoGP direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra, Escanteio SP e Teleguiado.