Marc Márquez lembra renúncia com ida à Gresini: “Sem grana, mas acelerando fundo”

Marc Márquez destacou que tinha um plano bem traçado ao ir para a Gresini em 2024, já que estava de olho nas motos oficiais que estariam disponíveis no ano seguinte

Marc Márquez recordou a decisão de deixar a Honda um ano antes do fim do contrato e migrar para a Gresini mesmo sem salário. O espanhol destacou que tinha um plano bem elaborado e que precisa responder a dúvida que tinha sobre a própria competitividade.

Depois de praticamente dominar a MotoGP, somando seis títulos em 2013 e 2019, Marc enfrentou quatro temporadas de baixa. Primeiro, foi a fratura no braço direito que causou uma série de revezes, mas, depois, a crise de competitividade da Honda apareceu para dificultar a volta ao topo.

Sem ver progressos no desempenho da Honda, Marc negociou uma saída antecipada, encerrando amigavelmente um contrato que era válido até o fim de 2024.

“Não queria que a fome acabasse ali. Deixa de ser uma questão física e passa a ser psicológica, o que é mais duro”, comentou Marc durante o lançamento do documentário ‘Volver’, do streaming espanhol DAZN. “Também teve a questão do olho, das costelas…”, recordou.

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Marc Márquez correu com a Gresini para voltar a ser competitivo (Foto: Divulgação/ MotoGP)

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Marc recordou a conversa com os integrantes da Honda, que reforçaram que a separação do time não abalaria o relacionamento entre eles.

“A frase que me marcou foi: ‘Nós seguiremos sendo seus amigos’”, contou.

Com a saída da Honda, Márquez renunciou a um gordo salário, mas, aos 32 anos, já tem a conta bancária para lá de resolvida.

“O financeiro? Tenho de ficar louco para gastar tudo”, assumiu.

Marc contou que, quando foi à Gresini em busca de uma vaga para 2024, ouviu que a equipe não tinha dinheiro para pagar o salário dele.

“Eu tinha essa pergunta: ‘Sou competitivo ou não sou competitivo?’. Fui até a Gresini e disse que queria correr com eles. E eles me disseram: ‘Sem grana’. E eu respondi: ‘Não se preocupem. Sem grana, mas acelerando fundo’”, relatou. “Um esportista precisa decidir bem. Eu tinha o plano bem elaborado. Por que um ano com a Gresini? Pois sabia que no ano seguinte as motos de fábrica ficariam livres. Um ano mais na Honda me esgotaria”, completou.

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