Viñales vê evolução na Tech3 e elogia “capacidade de ataque” da RC16: “Mais fácil”
Maverick Viñales citou necessidade de "seguir processo" e afirmou que "agora entende por que era tão complicado ultrapassar" com motos de equipes anteriores, como a RS-GP, da Aprilia
Maverick Viñales afirmou que aprender a pilotar a RC16, moto da KTM, o ajudou a entender por que “enfrentava tantas dificuldades para ultrapassar” com os equipamentos anteriores na MotoGP. O espanhol, que tem 10 vitórias na classe rainha, chegou na Tech3 no início da temporada 2025, após passagens por Suzuki, Yamaha e Aprilia. Desde então, Maverick tem sido um dos pilotos mais competitivos do time, mesmo em um ano desafiador para a fábrica austríaca.
Viñales chegou a cruzar a linha de chegada em 2º no GP do Catar, mas foi penalizado por estar com pressão irregular no pneu dianteiro e caiu para a 14ª colocação. O espanhol relatou que, com a RC16, teve uma sensação inédita de “capacidade de ataque”, e isso fez com que ele refletisse sobre as experiências com outras motos.
“Basicamente, pensei: ‘agora entendo por que era tão complicado ultrapassar'”, disse o Top Gun, em entrevista ao site Crash. “Agora é fácil, posso ultrapassar onde quiser. Se estou rápido, consigo passar já na curva seguinte. Com Yamaha e Aprilia, era muito difícil. Sempre ficava quatro ou cinco motos atrás, tentava e acabava na brita. Agora é bem mais fácil, para ser honesto. Essa foi a principal lição com a KTM: é diferente disputar posições com ela”, completou.
Apesar das dificuldades de adaptação com o novo equipamento durante a pré-temporada, o #12 conseguiu encontrar um bom acerto base na moto — tanto que outros pilotos da marca passaram a seguir suas configurações. A experiência contrasta com sua chegada à Aprilia, em 2021, após a polêmica saída da Yamaha. Acostumado a motores de quatro cilindros em linha, Viñales precisou de tempo para se adaptar ao V4 da moto da casa de Noale.

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“A experiência sempre ajuda. Quando subi na moto da Aprilia, foi um choque. Lembro de Misano: com a Yamaha, ganhei corridas e fiz várias poles lá. Nunca senti um solavanco na pista. Quando pilotei a RS-GP, senti todos os buracos e pensei: ‘mudaram o circuito?’. Era outro mundo. Isso me ajudou muito agora com a KTM porque entendi que existe um processo”.
“Você quer lutar pela vitória desde a primeira corrida, mas precisa seguir o processo. Se vai ser rápido ou não, depende. Mas a adaptação à moto e ao motor é essencial”, finalizou.
A MotoGP volta a acelerar entre 6 e 8 de junho, com o GP de Aragão, na Espanha, para a 8ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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