Márquez aproveita dia apagado dos rivais, joga para torcida em Aragão e consegue vitória importante para campeonato

Marc Márquez admitiu que arriscou tudo no GP de Aragão por estar correndo em casa. O risco, porém, rendeu bons frutos, especialmente em um fim de semana difícil para Andrea Dovizioso e irregular para Maverick Viñales

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Jogar em casa pressupõe uma pressão extra, mas também pode ser um incentivo e tanto. Neste domingo (24), Marc Márquez contornou os limites impostos pela performance da RC213V e tratou de conquistar o quinto triunfo do ano em Aragão.
 
Largando em quinto depois de um tombo nos instantes finais do treino classificatório, Márquez chegou cedo à briga pela vitória, mas uma escapadela da pista o forçou a remar mais uma vez. Mesmo lutando com uma Honda arisca, o #93 conseguiu bater Jorge Lorenzo para receber a bandeirada com 0s879 de vantagem. 
 
Correndo a cerca de 200 km de casa, o piloto da Honda reconheceu que, fosse em outro circuito, teria jogado a toalha.
Márquez aproveitou 'mando de campo' para arriscar (Foto: Repsol)

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“Se não tivesse sido neste circuito, teria jogado a toalha”, disse Márquez à emissora espanhola Movistar. “Mas ao estar diante da torcida, tinha de tentar. Arrisquei, ainda que no princípio não me encontrasse cômodo”, seguiu. 

 
“No warm-up, me encontrei super solto, mas desde o início o pneu dianteiro me deu problemas. Nas curvas para a esquerda, ia muito bem, mas estava sofrendo muitíssimo nas para a direita”, contou. “A vitória caiu muito bem, por isso comemorei. Eu celebrei aqui no ano passado, mas não tanto, porque este ano [a vitória] foi sofrida. Jorge forçava, logo vi que vinha Dani [Pedrosa] muito rápido, mas estava forçando ao máximo. Quase caí na curva dois e, mais uma vez, os erros de ontem me fizeram ter mais precaução, mais cautela”, avaliou.
 
A história da corrida, no entanto, podia ter sido diferente. Correndo com um par de pneus médios, Pedrosa exibiu o mesmo bom ritmo que teve ao longo dos treinos, mas perdeu muito tempo na primeira parte da corrida rodando atrás de Maverick Viñales.
 
“Me faltou um pouquinho para brigar pela vitória”, comentou Dani. “No princípio, perdemos bastante tempo quando o grupo se separou e eu não sei bem porque se separou. Eu estava mais atrás porque não saí bem e na primeira entrada de curva fui travado porque não tinha espaço”, relatou.
 
“Depois, tentei conservar o pneu quando rodava atrás de Maverick e achava que tínhamos mais ou menos a mesma estratégia. Mesmo que ele não estivesse no máximo, a moto dele corria muito nas retas e ele entrava muito rápido nas curvas, e eu não conseguia ultrapassar, então esperei um pouco”, explicou. “Quando consegui ultrapassá-lo, vi que meu ritmo era melhor e comecei a me aproximar. Acho que fizemos uma boa corrida e podemos ser competitivos. Fizemos um fim de semana muito completo, embora a classificação tenha faltado”, concluiu.
 
Terceiro no MotorLand, Lorenzo não escondeu a alegria com o segundo pódio com a Ducati, ainda que tenha sido superado por Márquez e Pedrosa. Ainda em fase de adaptação ao protótipo de Bolonha, o #99 entende que a vitória está se aproximando.
 
“Prefiro este pódio ao de Jerez. Talvez naquela corrida estivesse mais feliz, pois foi o primeiro com a Ducati, mas para mim o que interessa é estar próximo da vitória e conseguir vitórias, e aqui quase conseguimos. Ainda precisamos encontrar a maneira de sermos competitivos com o pneu médio, nos falta tempo para testá-lo”, falou Lorenzo. “No final, o que eu temia aconteceu, com sete voltas para o fim começamos a perder tração e foi impossível manter o ritmo dos primeiros giros”, continuou.
 
“A moto é completa em todos os circuitos, como Dovizioso tem mostrado e pouco a pouco eu também. Eu não tenho o mesmo ritmo em curvas como a Yamaha, mas posso frear mais tarde”, apontou. “Em termos de tração estamos bem, se conseguirmos melhorá-la neste ponto então poderemos brigar pelo título. A moto é completa, mas ainda temos uma pequena desvantagem para a Honda e, em alguns circuitos, para a Yamaha”, considerou.
 
Principal rival de Márquez na luta pelo título, Dovizioso teve um fim de semana ruim em Aragão, um circuito onde conquistou um pódio em 2012, mas que não é um de seus favoritos.
Andrea Dovizioso saiu de Aragão bem no prejuízo (Foto: Michelin)
“Foi um fim de semana complicado e a minha corrida foi dura”, reconheceu Andrea. “No início, tentei permanecer com o pelotão da ponta, mas, infelizmente, não tinha muitas cartas para jogar. Certamente, não poder fazer muitas voltas na sexta-feira complicou a situação, porque sabíamos que esta não era uma pista fácil para nós e que precisaríamos de mais tempo para trabalhar”, opinou.
 

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“Não acho que optar por um pneu macio na traseira tenha sido um erro, e, na minha opinião, a queda na performance no fim da corrida foi por conta de outros fatores, levando em conta que eu estava perdendo muito em outras partes da pista”, ponderou. “É uma pena pelo meu sétimo lugar, mas, levando em conta as condições, foi o melhor que eu podia fazer hoje. Ainda restam muitos pontos em jogo nas próximas corridas, então vamos tentar fazer o melhor com as próximas oportunidades”, completou.
 
Terceiro na tabela, Maverick Viñales não conseguiu contabilizar da pole-position e jogou fora uma importante chance de ganhar um novo fôlego na disputa pelo título. Após um erro ainda no início da corrida, o #25 até lutou para recuperar terreno, mas tudo que conseguiu foi o quarto lugar, 0s6 à frente de Valentino Rossi, o quinto colocado.
 
“O pneu duro estava desempenhando muito ruim para nós, especialmente nas primeiras voltas, mas depois começou a trabalhar muito bem no final”, falou o #25. “Não tanto em termos de aderência, mas vinha melhorando volta a volta, mas ainda não foi suficiente. [Jonas] Folger usou o pneu médio e disse que não havia aderência, então foi bastante difícil de entender qual pneu nós poderíamos usar”, comentou. 
 
“Em outras corridas foi bastante fácil tomar a decisão, pois fomos capazes de dar várias voltas com o mesmo pneu e sabíamos qual usar, mas aqui foi uma dificuldade”, frisou. “Eu usei o mesmo que os meus oponentes. Para as próximas corridas nós vamos trabalhar com os pneus duros na sexta-feira. É importante seguir com o trabalho e manter nossa motivação nas alturas. Temos que trabalhar ainda mais, mesmo sendo difícil, e vamos para o Japão para melhorar e tentaremos ser mais fortes”, avisou.
 
Rossi, aliás, operou mais um de seus milagres. 24 dias após fraturar a perna direita em um acidente durante um treino de enduro, o italiano não só largou na primeira fila, mas também brigou pelo pódio na maior parte das 23 voltas no traçado de 5.1 km. Nas voltas finais, no entanto, sucumbiu às dores e ao desgaste do pneu traseiro.
 
“Estou bem orgulhoso, porque há uma semana eu nem sabia se seria capaz de correr”, lembrou Valentino. “Conquistar uma posição de largada na primeira fila ontem já era ótimo, estava muito feliz”, seguiu.
 
“Eu sabia que sofreria na segunda metade da corrida. Tive um pouco de dor e também sofri com o desgaste do pneu traseiro”, relatou. “O trabalho continua depois desta corrida. O calendário funciona bem para mim, tenho duas semanas completas para treinar e melhorar a condição da minha perna. Depois disso, temos Motegi, que será muito importante, mas também temos três semanas em sequência. Isso vai ser muito difícil para a minha perna, então quero tentar chegar em Motegi ― talvez não 100% ―, mas bem em forma”, completou.
 
Agora com 16 pontos de vantagem para Dovizioso na classificação da MotoGP, Márquez alcançou no MotorLand sua quinta vitória de 2017, mesmo número que foi suficiente para a conquista da taça do ano passando, mas sabe que o Mundial desde ano é diferente, “simplesmente porque fizemos mais zeros”.
 
“Em um campeonato, não há segredo. Você pode ser muito rápido, pode ganhar muitas corridas, mas a regularidade é o que conta. Acho que terei de ganhar mais alguma corrida. Hoje foi importante”, sublinhou. “[Os rivais] perderam pontos, e nós soubemos aproveitar”, cravou.

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