Viñales põe “singular” Silverstone no passado e avisa: “Tenho fé na moto que temos”
Maverick Viñales evitou desespero com a performance da KTM no GP da Grã-Bretanha e afirmou que é preciso seguir adiante com cautela. Espanhol frisou que acredita na RC16
Maverick Viñales não quer deixar a decepção do GP da Grã-Bretanha contaminar o ambiente da KTM. O espanhol defendeu que Silverstone é uma pista muito “singular” e reforçou que tem “fé” na RC16.
Na etapa do fim de semana, as quatro KTM ficaram no Q1, a primeira fase da classificação, com a melhor classificação vindo de Pedro Acosta, que saiu em 14º. Viñales foi só 18º.
Na sprint, o resultado não foi muito melhor. Acosta foi o melhor mais uma vez, em 8º, com Maverick fechando em 13º. No domingo, o #12 recebeu a bandeirada em 11º, enquanto Pedro conseguiu escalar até a sexta posição.
“Este fim de semana, para ser sincero, não mudou muita coisa, pois tenho fé na moto que temos”, disse Viñales. “Mas tive um problema técnico na sexta-feira, aí fiquei no Q1 e, se você larga em 18º, é duro”, seguiu.

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“Tinha ritmo para lutar pelo top-5, mas, largando atrás, lutei com todo mundo. Lutei com Enea [Bastianini], Raúl [Fernández], com Brad [Binder]… Lutei tanto que perdi de 6 a 7s em cinco voltas. E é aí que você perde a corrida”, analisou.
Apesar da decepção, Maverick preferiu focar nos resultados positivos registrados em outros circuitos.
“Acho que essa pista é muito particular, muito singular e aderência no limite do pneu não é a nossa força”, ponderou. “Então precisamos esquecer essa pista e nos concentrar em Aragão, pois, com certeza, este não foi o potencial real da moto. Em Le Mans e em Jerez, fomos bem rápidos. Temos de tentar não ficar muito chateados com este resultado e seguir em frente”, defendeu.
Viñales explicou, também, que a escolha do pneu dianteiro foi mais um fator de dificuldade no GP da Grã-Bretanha.
“Foi muito difícil controlar. Nunca gostei deste [médio], também com a Aprilia. Mas hoje era a escolha mais segura, pois o macio granulava”, explicou. “Agora, olhando para aqueles que escolheram os macios, parece que era a escolha certa. Mas, no papel, o médio era o certo, então não há arrependimento”, assegurou.
O ‘Top Gun’ indicou, ainda, que o vento tampouco ajudou. “Recibi muitos [alertas] de limites de pista, pois não conseguia manter a moto na pista! O vento era enorme”.
Olhando para frente, Viñales pregou cautela e avaliou que a KTM precisa ser paciente antes de sair mudando a moto.
“Nós temos de ser muito inteligentes. Se cometermos um erro [mudando muito a moto], pode ser um desastre”, defendeu. “Precisamos ir construindo passo a passo”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar entre 6 e 8 de junho, com o GP de Aragão, na Espanha, para a 8ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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